Tristeza

Quem costuma ler meus posts, sabe que sou uma pessoa basicamente alegre. Esquentada, mas alegre.

Gosto de falar de assuntos o mais alegres possível. Gosto de rir, brincar, gosto de felicidade e de poder compartilhar alegria com todos.

Mas hoje, ou melhor, nestes dias, decididamente, não dá. É impossível brincar. A gente até ri, fica alegre em alguns momentos, sente que é feliz.

Mas aí, olha prá televisão. E não tem como não se comover com o que está acontecendo.

É muita dor, muita destruição. É um cenário de guerra. Foi a lama e as águas no lugar de bombas. O vento fazendo às vezes de tiros. E as pessoas impotentes contra os soldados invisíveis, que empunham as armas de que só a natureza dispõe.

Com certeza, o descaso de algumas pessoas com a natureza, fez com que se pague hoje este preço absurdo.

Mas não é hora de procurar culpados. Não agora. Até porque nós, mesmo estando longe, ou não tão perto, também somos culpados. Pelo menos quem não observa os sinais que a natureza anda dando. Seja em que parte do planeta seja.

É duro ver o que está acontecendo. Quando a gente sabe que uma mulher precisou sepultar seu marido no quintal por absoluta impossibilidade de sepultá-lo como convém, dói. Quando for possível sepultá-lo num cemitério e dar a ele a cova merecida, será uma dor nova, num momento em que a dor pelo primeiro sepultamento ainda nem cicatrizou.

Hoje, vi a entrevista de uma jovem, instalada num abrigo, com sua filha ao lado, uma menina de uns 7 anos, talvez, e ela falava à repórter que já havia ganho uma muda de roupa, a menina também, já tinham se alimentado, alguém dera um brinquedo para a filha (neste momento a menina sorriu e os olhinhos brilharam), elas estavam indo tomar banho, (depois de 4 a 5 dias sem nada), e a moça falou: “estou feliz”.

Foi como se eu levasse um soco no estômago. Por uma muda de roupa, um pouco de alimento, um brinquedo e um banho, ela estava feliz e agradecendo às pessoas.

Tenho conhecidos em algumas das cidades que sofreram com as enchentes. De alguns já tenho notícias, de outros não. Vou aguardar e rezar prá que estejam bem.

O que podia fazer, já o fiz. Agora me resta torcer, e continuar pedindo a Deus que olhe por todos.

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