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Mania de qualificar as pessoas? Ou seria preconceito?

Por estes dias, está ocorrendo aquele evento famosíssimo de moda.

Daí, lê-se as notícias sobre os chiques, os famosos, os ricos, os poderosos e as figuras que desfilam.

E a gente começa a ler coisas como: “Fulana, transexual, irá desfilar pela grife tal…”, ou “Sicrano, astro de H, trouxe a família..”, e coisas do gênero. E em muitos outros comentários, percebe-se, lá no fundinho, aquele preconceito velado, aquela coisa que as palavras, mesmo bem escolhidas, deixam à mostra.

Que me importa se a Fulana é transexual, bi, tri, homo? Ela está aqui prá desfilar, certo? Desfila bem? Então porque simplesmente não falar da forma como ela desfila, de como apresenta uma roupa? Por que dar a ela a qualificação sexual? Isso fgaz diferença na qualidade do seu trabalho?

Estou me atendo neste post mais a qualificação sexual que as pessoas impõem a outras. Mas isso se aplica a muitas situações. Muitas vezes uma pessoa deixa de ser valorizada pelo que faz, pelo que pensa, pelo que é. Tudo em função de um título que lhe é dado para descrevê-la.

Não estou falando aqui de profissões/ocupações. Se alguém é bibliotecário, fisioterapeuta, juíz, gari, motorista, isto é outra coisa.

Prá mim, as pessoas são o que são. E ponto. Sem titulos desnecessários…

Twitter. Uma rede social, ou não?

Já falei prá voces que agora sou uma senhora twitteira (ou tuitera, como prefiro).

Tenho conhecido muitas pessoas, de diferentes lugares, idades, graus de instrução, religião, etc. Tem sido uma experiência muito boa. Engrandecedora, como se falaria lá em mil, novecentos e lá vai bolinha.

Naturalmente, que não dá de, de cara, a gente achar que as pessoas já se tornam amigos de infância, aqueles famosos sempre fui teu amigo. Mas se a gente puder e tiver condição de ir analisando devagarinho, vai percebendo que muitas pessoas podem se tornar, se não amigos, mas uma pessoa com quem se pode dialogar. Eu falei dialogar, e não simplesmente falar.

Mas há uma coisa nesta rede, dita social, que me deixa um pouco triste. É a famosa turma da patrulha. Aquela turma que pensa que pode (ou deve) ditar as regras para o bom funcionamento da rede.

Naturalmente que deve haver um bom senso. Porém este bom senso não deve ser diferente daquele que se usa (ou deveriamos usar)no nosso dia a dia. Por que alguém se arvora o direito de dizer: pode fazer assim, não pode fazer assado?

O grande problema está em quem acha que as pessoas devem usar a rede apenas para conversas “relevantes”, ou assuntos mais “técnicos” digamos assim. Eu, ao contrário destes, acho que se pode e deve falar o que se tem vontade (dentro do bom senso, como falei acima), até porque, mais das vezes, há, em mensagens consideradas bobas, um pedido de atenção. E não custa tanto assim, ajudar. Ou não?

Outra coisa é quando as pessoas falam bastante, (ou teclam), e “só dá elas” no monitor. E daí? Cadê os outros? Falem também, ué. A rede tá aí prá isso. As chances são iguais. E além disso, há o que talvez seja o mais importante prá resolver esta questão.

Há a possibilidade de você deixar de seguir a pessoa que não está lhe agradando, seja pelo que for. Você pode simplesmente dar um unfollow, e pronto. O problema está resolvido.Você não irá mais ver ou ler o que a pessoa que não está lhe agradando anda fazendo.

Eu realmente não me sinto bem com tanta “cartilha” anti isso ou anti aquilo.

Chega. Até porque, daqui a pouco vão começar a dizer que velha não pode tuitar também.

E daí, como eu fico?