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	<title>Não nasci ontem &#187; nascimento</title>
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	<description>Coisas que pensei ou gostaria de ter pensado.</description>
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		<title>Maravilhosamente, Marina.</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 21:21:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_984" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://naonasciontem.com/wp-content/uploads/2011/05/nina-5.jpg"><img class="size-full wp-image-984" title="nina 5" src="http://naonasciontem.com/wp-content/uploads/2011/05/nina-5.jpg" alt="" width="450" height="338" /></a><p class="wp-caption-text">Maravilhosamente, Marina.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não é hoje. Foi no dia 20 deste mes que meu bebezinho fez 15 anos. E, por mais incrível que lhes possa parecer, este está sendo o post mais difícil de escrever de todos que já escrevi até hoje.</p>
<p>Eu comecei a escreve-lo inúmeras vezes. Muitas. Mas a cada vez,  emoções  mais e mais fortes me vinham ao coração, e este batia  descompassado. E  eu chorava, chorava muito. Lágrimas de pura alegria,  felicidade, por  ter a ventura de ter minha filha linda, meiga, brava,  corajosa e justa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_979" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://naonasciontem.com/wp-content/uploads/2011/05/nina-1.jpg"><img class="size-full wp-image-979" title="nina 1" src="http://naonasciontem.com/wp-content/uploads/2011/05/nina-1.jpg" alt="" width="450" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">Marina, momentos depois do nascimento.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ela nasceu prematura. Se nascesse ao tempo certo, teria sido um bebe  super rechonchudo, porque com 8 meses de gestação ela, embora levinha,  era meio bolinha, bochechuda que só. Ela seria meu presente de 40 anos,  se tivesse ido a termo. Meu aniversário de 40 anos era a data prevista  pro nascimento dela. Mas como os outros filhos, ela teve pressa.  Ansiedade. Aliás, esta ansiedade com a vida, ela a mantém até hoje.  Eheheheh.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_980" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://naonasciontem.com/wp-content/uploads/2011/05/nina-2.jpg"><img class="size-full wp-image-980" title="nina 2" src="http://naonasciontem.com/wp-content/uploads/2011/05/nina-2.jpg" alt="" width="450" height="377" /></a><p class="wp-caption-text">Marina com 1 ano, rindo como sempre.</p></div>
<p>A Nina é, com toda a certeza, a pessoa mais justa que já conheci na   vida. Daquelas pessoas que se metem em briga dos outros, que enfrentam   quaisquer paradas prá defende a justiça. Ela não sossega até conseguir o  resultado correto e justo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_981" class="wp-caption aligncenter" style="width: 344px"><a href="http://naonasciontem.com/wp-content/uploads/2011/05/nina-3.jpg"><img class="size-full wp-image-981" title="nina 3" src="http://naonasciontem.com/wp-content/uploads/2011/05/nina-3.jpg" alt="" width="334" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Marina com 4 anos,e, claro, rindo.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nina, meu bebê, cresceu, cresceu, cresceu, e se tornou daquela bolinha  rosada, numa mocinha magrela, que já recebeu convites prá &#8216;modelar&#8217;, prá  ser manequim.</p>
<p>Não sei se este é o futuro que a espera. Se for, que seja. Se não for, que ela escolha sempre o que lhe der mais prazer na vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_982" class="wp-caption aligncenter" style="width: 377px"><a href="http://naonasciontem.com/wp-content/uploads/2011/05/nina-4.jpg"><img class="size-full wp-image-982" title="nina 4" src="http://naonasciontem.com/wp-content/uploads/2011/05/nina-4.jpg" alt="" width="367" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Marina, sorrindo, com a camiseta do seu time do coração. Figeuirense.</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tudo que desejo, tudo que espero, é que meu bebezinho seja feliz. Somente isso. nada mais que isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_983" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://naonasciontem.com/wp-content/uploads/2011/05/nina-6.jpg"><img class="size-full wp-image-983" title="nina 6" src="http://naonasciontem.com/wp-content/uploads/2011/05/nina-6.jpg" alt="" width="450" height="299" /></a><p class="wp-caption-text">Marina pensativa. Mas o sorriso sempre lá...</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não dá prá continuar. Já estou chorando de novo&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Minhas rugas e cicatrizes</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Feb 2011 09:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[idosa bonita]]></category>
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		<category><![CDATA[cicatrizes]]></category>
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		<description><![CDATA[Há poucos dias, vendo um canal de documentários na tv, numa séria sobre saúde, a mulher não se conformava com o fato de ter que fazer uma cesariana. Não lembro grandes coisas da história, mas em certo ponto ela falou: &#8220;ok, a cicatriz vai estar aí, e meu marido sempre fala que cicatrizes são histórias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_816" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://naonasciontem.com/wp-content/uploads/2011/02/beth-para-blog1.jpg"><img class="size-full wp-image-816" title="eu" src="http://naonasciontem.com/wp-content/uploads/2011/02/beth-para-blog1.jpg" alt="" width="400" height="346" /></a><p class="wp-caption-text">eu e minhas rugas</p></div>
<p>Há poucos dias, vendo um canal de documentários na tv, numa séria sobre saúde, a mulher não se conformava com o fato de ter que fazer uma cesariana. Não lembro grandes coisas da história, mas em certo ponto ela falou: &#8220;ok, a cicatriz vai estar aí, e meu marido sempre fala que cicatrizes são histórias vividas&#8221;. Ou algo assim.</p>
<p>E é verdade, rugas e cicatrizes estão aí como prova do que vivemos e do que passamos, de bom ou de ruim.</p>
<p>Minhas rugas tem período de nascimento e crescimento. Elas foram surgindo devagarinho, foram se fortalecendo com a minha vivência, com os acontecimentos. E estão aí, firmes, fortes, quase inabaláveis. Porque um creminho as disfarça, mas fazê-las desaparecer por completo não, e na verdade, eu nem quero que desapareçam. Já as cicatrizes tiveram até hora de nascimento. Todas tem nome e sobrenome. Todas tem um porque. Umas nasceram num momento mais, outras num momento um pouco menos nobre, como a cicatriz na perna e a no braço que são resultado de uma desobedência aos mesmos pais. Conhece arame farpado? Pois é, eu me enrosquei num. Outras cicratizes ruins são lembranças das inúmeras cirurgias a que já tive que me submeter. Já as cicatrizes boas, eu as tenho como lembranças do nascimento dos meus filhos. Eu os trouxe ao mundo, e a assinatura destas vindas podem ser traduzidas nas cicatrizes que carrego. Elas são como que a assinatura do nascimento de cada filho.</p>
<p>Por isso que não consigo pensar em cirurgias plásticas. Cirurgia reparadora, ok. Eu preciso operar as pálpebras, mas não porque elas sejam desabadas e sim porque o desabamento chegou a tal ponto que está atrapalhando a visão. Não é uma questão estética. É uma questão funcional, digamos assim. Se já não enxergo direito normalmente, imaginem com uma pele na frente do olho. É uma névoa constante&#8230;</p>
<p>No resto do meu corpo não mexo. Somente se algum médico me disser que é imprescindível. Se não for assim, deixarei minhas rugas e cicatrizes como marcas da minha vivência. Elas irão junto comigo até o fim.</p>
<p>Assim espero.</p>
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		<title>Como é que a gente lembra?</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 15:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[partos]]></category>
		<category><![CDATA[ultrassom]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem minha filha mais nova completou 13 anos. Meu Deus, como o tempo passou rápido. E daí, percebi uma coisa. Quem já é mãe, com certeza haverá de concordar comigo. O nascimento da minha filha estava previsto para 17 de junho, mais ou menos. Aliás, este é o dia do meu aniversário. Seria meu presente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem minha filha mais nova completou 13 anos.</p>
<p>Meu Deus, como o tempo passou rápido.</p>
<p>E daí, percebi uma coisa. Quem já é mãe, com certeza haverá de concordar comigo.</p>
<p>O nascimento da minha filha estava previsto para 17 de junho, mais ou menos. Aliás, este é o dia do meu aniversário. Seria meu presente de 40 anos. Mas a garotinha resolveu dar o ar da graça antes. Quero dizer com isto, que não havia cesárea marcada, portanto o dia transcorria como outro dia qualquer. Não havia expectativa nenhuma com relação a nascimento, maternidade, nada.</p>
<p>Mas eis que por volta de 18 h, começou. E a filhota nasceu às 22:55 h. E aí, chego onde queria.</p>
<p>Por mais incrível que possa parecer, eu lembro de cada momento daquele dia. Uma segunda feira. E me toquei que assim como lembrava desta segunda feira, me lembrava também do sábado em que o menino nasceu e do domingo em que a mais velha veio ao mundo.</p>
<p>Nenhum dos partos foi programado. Muito pelo contrário. Todos foram no sistema surpresa total. O menino, mesmo, era previsto nascer em 7 de setembro (patriota) e resolveu dar as caras em 30 de julho. Pouquinha coisa antes.</p>
<p>A mais velha nasceu num tempo em que não havia ainda (pelo menos na cidade em que ela nasceu) um ultrassom. Portanto, tudo era na base do RX, e não era possível ficar fazendo RX direto. Seria muito prejuizo pro bebê. O jeito, neste caso, era esperar e torcer.</p>
<p>Portanto, todos os partos foram surpresa.</p>
<p>E aí eu pergunto: o que é isto que faz com que a gente lembre de todos os momentos de um dia que não tinha nada de especial até que a criança nascesse?</p>
<p>Não é de pensar? Porque se o bebê não tivesse nascido neste dia, será que a gente conseguiria lembrar do que se passou durante o dia todo?</p>
<p>Claro que isto tambem ocorre com outras situações, felizes ou infelizes, mas me flagrei disto ontem, e ontem era um dia muito feliz.</p>
<p>Que bom.</p>
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