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Maravilhosamente, Marina.

 

Maravilhosamente, Marina.

 

Não é hoje. Foi no dia 20 deste mes que meu bebezinho fez 15 anos. E, por mais incrível que lhes possa parecer, este está sendo o post mais difícil de escrever de todos que já escrevi até hoje.

Eu comecei a escreve-lo inúmeras vezes. Muitas. Mas a cada vez, emoções mais e mais fortes me vinham ao coração, e este batia descompassado. E eu chorava, chorava muito. Lágrimas de pura alegria, felicidade, por ter a ventura de ter minha filha linda, meiga, brava, corajosa e justa.

 

Marina, momentos depois do nascimento.

 

Ela nasceu prematura. Se nascesse ao tempo certo, teria sido um bebe super rechonchudo, porque com 8 meses de gestação ela, embora levinha, era meio bolinha, bochechuda que só. Ela seria meu presente de 40 anos, se tivesse ido a termo. Meu aniversário de 40 anos era a data prevista pro nascimento dela. Mas como os outros filhos, ela teve pressa. Ansiedade. Aliás, esta ansiedade com a vida, ela a mantém até hoje. Eheheheh.

 

Marina com 1 ano, rindo como sempre.

A Nina é, com toda a certeza, a pessoa mais justa que já conheci na vida. Daquelas pessoas que se metem em briga dos outros, que enfrentam quaisquer paradas prá defende a justiça. Ela não sossega até conseguir o resultado correto e justo.

 

Marina com 4 anos,e, claro, rindo.

 

Nina, meu bebê, cresceu, cresceu, cresceu, e se tornou daquela bolinha rosada, numa mocinha magrela, que já recebeu convites prá ‘modelar’, prá ser manequim.

Não sei se este é o futuro que a espera. Se for, que seja. Se não for, que ela escolha sempre o que lhe der mais prazer na vida.

 

Marina, sorrindo, com a camiseta do seu time do coração. Figeuirense.

 

Tudo que desejo, tudo que espero, é que meu bebezinho seja feliz. Somente isso. nada mais que isso.

 

Marina pensativa. Mas o sorriso sempre lá...

 

Não dá prá continuar. Já estou chorando de novo…

 

 

Minhas rugas e cicatrizes

eu e minhas rugas

Há poucos dias, vendo um canal de documentários na tv, numa séria sobre saúde, a mulher não se conformava com o fato de ter que fazer uma cesariana. Não lembro grandes coisas da história, mas em certo ponto ela falou: “ok, a cicatriz vai estar aí, e meu marido sempre fala que cicatrizes são histórias vividas”. Ou algo assim.

E é verdade, rugas e cicatrizes estão aí como prova do que vivemos e do que passamos, de bom ou de ruim.

Minhas rugas tem período de nascimento e crescimento. Elas foram surgindo devagarinho, foram se fortalecendo com a minha vivência, com os acontecimentos. E estão aí, firmes, fortes, quase inabaláveis. Porque um creminho as disfarça, mas fazê-las desaparecer por completo não, e na verdade, eu nem quero que desapareçam. Já as cicatrizes tiveram até hora de nascimento. Todas tem nome e sobrenome. Todas tem um porque. Umas nasceram num momento mais, outras num momento um pouco menos nobre, como a cicatriz na perna e a no braço que são resultado de uma desobedência aos mesmos pais. Conhece arame farpado? Pois é, eu me enrosquei num. Outras cicratizes ruins são lembranças das inúmeras cirurgias a que já tive que me submeter. Já as cicatrizes boas, eu as tenho como lembranças do nascimento dos meus filhos. Eu os trouxe ao mundo, e a assinatura destas vindas podem ser traduzidas nas cicatrizes que carrego. Elas são como que a assinatura do nascimento de cada filho.

Por isso que não consigo pensar em cirurgias plásticas. Cirurgia reparadora, ok. Eu preciso operar as pálpebras, mas não porque elas sejam desabadas e sim porque o desabamento chegou a tal ponto que está atrapalhando a visão. Não é uma questão estética. É uma questão funcional, digamos assim. Se já não enxergo direito normalmente, imaginem com uma pele na frente do olho. É uma névoa constante…

No resto do meu corpo não mexo. Somente se algum médico me disser que é imprescindível. Se não for assim, deixarei minhas rugas e cicatrizes como marcas da minha vivência. Elas irão junto comigo até o fim.

Assim espero.

Como é que a gente lembra?

Ontem minha filha mais nova completou 13 anos.

Meu Deus, como o tempo passou rápido.

E daí, percebi uma coisa. Quem já é mãe, com certeza haverá de concordar comigo.

O nascimento da minha filha estava previsto para 17 de junho, mais ou menos. Aliás, este é o dia do meu aniversário. Seria meu presente de 40 anos. Mas a garotinha resolveu dar o ar da graça antes. Quero dizer com isto, que não havia cesárea marcada, portanto o dia transcorria como outro dia qualquer. Não havia expectativa nenhuma com relação a nascimento, maternidade, nada.

Mas eis que por volta de 18 h, começou. E a filhota nasceu às 22:55 h. E aí, chego onde queria.

Por mais incrível que possa parecer, eu lembro de cada momento daquele dia. Uma segunda feira. E me toquei que assim como lembrava desta segunda feira, me lembrava também do sábado em que o menino nasceu e do domingo em que a mais velha veio ao mundo.

Nenhum dos partos foi programado. Muito pelo contrário. Todos foram no sistema surpresa total. O menino, mesmo, era previsto nascer em 7 de setembro (patriota) e resolveu dar as caras em 30 de julho. Pouquinha coisa antes.

A mais velha nasceu num tempo em que não havia ainda (pelo menos na cidade em que ela nasceu) um ultrassom. Portanto, tudo era na base do RX, e não era possível ficar fazendo RX direto. Seria muito prejuizo pro bebê. O jeito, neste caso, era esperar e torcer.

Portanto, todos os partos foram surpresa.

E aí eu pergunto: o que é isto que faz com que a gente lembre de todos os momentos de um dia que não tinha nada de especial até que a criança nascesse?

Não é de pensar? Porque se o bebê não tivesse nascido neste dia, será que a gente conseguiria lembrar do que se passou durante o dia todo?

Claro que isto tambem ocorre com outras situações, felizes ou infelizes, mas me flagrei disto ontem, e ontem era um dia muito feliz.

Que bom.