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Démodé. A brega chique.

Já falei. Digo e repito. Sou brega. Breguíssima. Pelo menos para os padrões atuais de moda, maquiagem, acessórios e outros afins, sou brega. Continuo gostando das mesmas estampas, cores e modelos de roupa que eu gostava há 20 ou 30 anos atrás. Continuo com minha maquiagem básica igualzinha à de sempre, continuo usando as mesmas cores em sapatos e bolsas que sempre gostei.

Não incorporo nada ao meu gosto tão antigo? Incorporo, sim. Quando o que vejo, gosto. Se alguma coisa me é oferecida em nome da moda, se acho que combinou comigo, ok. Mas tem que ser coisa baratinha, que eu não vá me arrepender em 2 meses do gasto efetuado.

Mas o importante é que eu me gosto quando me olho no espelho.

Não uso roupas curtas porque a celulite sempre foi minha companheira de guerra. A base pro meu rosto tem que ser leve, porque sempre tive umas ruguinhas que insistem em comer base, e daí eu fico cheia de listras na cara. Não posso usar sombras coloridas na pálpebra porque ela sempre foi desabada, então qualquer coisa colorida que uso, transfere rápidamente prá  parte de cima do olho e daí fico parecendo uma palhaça. Gosto de sapatos e bolsas de cores tradicionais porque sou pão dura e extremamente apegadas a eles, então quero que durem muito, e prá usar bastante eles tem que ter uma cor ‘usável’ com qualquer cor de roupa.

Enfim, não fui, não sou e espero, nunca serei escrava de modinhas. Gosto do que gosto e pronto.

Naturalmente não desdenho de ‘toques’ que possam me dar se alguém perceber que eu errei na medida. Mas que eu me lembre, isto até hoje não aconteceu. eheheheh.

Provei que sou brega. Aqui no Brasil. Porque se eu morasse na França eu seria chique. Pelo menos o adjetivo com que eu seria qualificada seria alguma coisa de lindo. Démodé. Acho chiquerrérrimo este termo. Démodé.

Acho que vou me dar o direito de ser um pouquinho besta e me permitir me qualificar assim. Démodé.

A partir de hoje não serei mais brega. Assumo-me como démodé. A brega chique.

Aquela gaveta cheia de maquiagem.

Nestes dias de saudades, lembrei de uma pessoa que também foi muito importante na minha vida, além daquela que citei em meu post no outro blog. A que citei no outro post é mais que especial. A do poste de hoje foi e será sempre querida.

Pois bem, esta, da qual me lembrei agora, posso citar-lhe o nome. Lurdes. Não Lourdes, simplesmente Lurdes. Ela era uma morena muito querida, humilde, de uma religiosidade exemplar, mas que nunca tentou me “doutrinar” para que eu passasse a seguir a religião que ela seguia. Mas o mais curioso na biografia dela é que, sendo evangélica, de uma confissão que não permitia o uso de maquiagens, ela era vendedora de cosméticos numa grande rede de farmácias da minha cidade. E como demonstradora, ela tinha que usar os produtos. Ela sofria, mas sempre, antes de sair prá casa, ela tirava tudo. Sei que era um sofrimento muito grande prá ela, mas não tinha como ela sair deste trabalho, pois a remuneração era excelente e ela era, além de tudo, meio arrimo de família.

E daí, como demonstradora, ela ganhava amostras de todos os produtos que vendia. E não eram estas amostrinhas diminutas que se ganha hoje, não. Amostras, naquela época, eram unidades normais dos produtos. E como ela não os usava fora do local de trabalho, e neste havia as amostras para demonstração (além das que ela ganhava prá ela), prá quem ela os dava? Advinharam. Prá mim. Por diversas vezes, minha mãe, fuçando minhas gavetas, achava aquela montoeira de maquiagem, me dava uma bronca danada pelo excesso de dinheiro gasto com estas superficialidades, e não havia quem a convencesse que eu as havia ganho. Acho que até hoje ela não acreditaria.

Mas amigas, se vocês acham que quando eu falo “muito”, estou falando numa mísera gavetinha, erraram. A minha gaveta era muito, mas muito grande mesmo. E eram somente marcas famosíssimas, e que até hoje ainda existem, pelo menos a grande maioria. E, daqueles produtos, muitos eram importados, imaginem. Lembro de algumas, como Helena Rubinstein, Max Factor, Revlon, dentre muitas outras.

Naquele tempo, jamais, em tempo algum, alguém me via de “cara limpa”. Eu usava mesmo. E melhor, usava direito, porque ela me ensinava tudo. Passo a passo.

Uma maquiagem que hoje é ultrapassada, é verdade, mas que naquela época era um sucesso total.

Depois de um tempo, quando fui morar no nordeste, principalmente, com o calor de lá, e com minha pele ultra, super, hiper oleosa, fui abandonando aos poucos, até perceber que, de tudo, eu havia passado a usar tão somente um batonzinho, um blushezinho e um rimelzinho, e olhe lá. E isto somente quando estava muito, mas muito animada mesmo.

Mas, como tudo um dia muda, de repente, eis-me novamente às voltas com eles. Os produtos de maquiagem. Ando procurando me reciclar. Porque agora sou uma semi idosa, e por isso, não posso mais fazer as loucuras que fazia. Ou usar as coisas do jeito que usava.

No mínimo, no mínimo, eu seria taxada de velha ridícula. Embora eu ache, com toda sinceridade, que ninguém deveria se meter no que faço, penso, ou uso. Mas enfim…Vamos nos adaptar aos tempos, né?

A maquiagem da estrela

Ontem, através da minha filha Renata, conheci um blog legal. E o achei muito legal, mesmo. Até já coloquei nos favoritos. Tem posts muito bons.

Porém, ai, porém…

Li o post de ontem e confesso, no começo, fiquei triste pelas fotos postadas. Em princípio, achei um baita desrespeito. Não sei se, na verdade, a garota que o escreve teve ou tem próxima dela, uma pessoa de mais de 50 ou 60 anos. Ou pelo menos alguém que, com esta idade, gosta de se maquiar, é vaidosa.

Mas continuando na leitura, fui aos comentários. (adoro lê-los). E o último de então, de alguém que assina Cris, me foi particularmente tocante. Ela fala numa avó que gostava de se maquiar, e deu aos outros comentários a resposta que eu gostaria de ter dado.

É muito fácil ridicularizar pessoas que estão com uma maquiagem forte, over, diriam elas. O blush errado, muito forte, um batom além das medidas e a sobrancelha parecendo a de uma louca.

Primeiro, devo dizer que  própria autora do post pede que a avisem quando for mais velha, se ela estiver exagerando nalguma coisa. Isto é porque ela sabe que aos 88 anos, como é o caso da sra da foto, ela talvez não esteja enxergando bem, ou a moda da época vá ser outra. E se ela mesma admite que poderá errar, por que esta sra não tem este direito?

Eu tenho 53 anos. Sou da época de dancing days, de embalos de sábado à noite e hair. Naquela época, tudo era muito mais intenso, assim como, pesquisando a gente pode saber que, no tempo em que aquela senhora era novinha, as sobrancelhas eram absolutamente marcadas e os olhos excessivamente pretos. Porém, eram a moda da época.

Hoje, é tudo muito mais sutil (mesmo assim, a gente vê cada coisa no meio da rua), as informações correm a mil, temos a internet. Mas pessoas mais velhas às vezes demoram um pouco mais a se desligarem daqueles hábitos do passado. E há mais um detalhe. Todos falam, falam, mas ajudar que é bom, necas.

Eu mesma tenho procurado na internet, blogs que tenham posts ensinando maquiagem prá minha idade. O máximo que encontrei, sob o título “maquiagem para pálpebras caídas”, foram fotos ensinando como maquiar um olho japonês. Ora, o olho dos japoneses são dotados de uma pálpebra até caída, mas a pele é firme, clarinha. Mas a nossa não. A nossa, mesmo com todos os cremes à disposição, é, não apenas caída, mas também flácida.

Aí está a diferença. Não deu de adaptar, ou não consegui. (um aparte: não fale em plástica, nem todas temos dinheiro ou coragem ou condições físicas para fazê-la).

Eu gostaria que alguém nos olhasse com carinho. Que alguém nos ensinasse, como ensinam milhares de possibilidades de maquiagem para as mais novinhas. Eu queria que nos entendessem.

E não que simplesmente rissem de mim e dos meus erros.

Obrigada.

Já tenho 53 e não sei me maquiar

Bom, pelo menos, não como desejaria saber.

A minha filha Renata tem um blog muito legal, o Quero ficar bonita, que fala exatamente sobre isto. Ela despertou para a necessidade de uma maquiagem melhor, mais bem feita, mais elaborada do que sempre usou.

No blog dela, ela fala de produtos próprios. Mas prá nossa idade, nada. Eu gostaria de poder saber mais, e aplicar mais, então, o que aprendi.

Hoje, pela manhã, estávamos falando exatamente sobre isto, sobre maquiagem para pessoas mais velhas, sobre uns produtos que gostaríamos de comprar, e falávamos sobre os produtos que uma moça, a Marina, do 2beauty, usa. Alguns inclusive que a mãe dela produz. Os vídeos desta menina são muito bons, extremamente didáticos. Dá de aprender bem. Prá mim, aliás, é, senão o melhor, um dos melhores que tem por aí.

E não é que, no meio da conversa com a minha filha, recebo uma twittadazinha da Marina? Fui ver e ela falava ter sugerido prá mãe dela lançar uma coluna no blog exatamente prá nossa idade? E que fale sobre maquiagens, cremes e afins. Achei sensacional, principalmente pelo que ela poderá nos ensinar.

Agora, vou pegar minha maletinha com os produtos que já tenho, e tentar fazer uma maquiagem basiquinha com o que aprendi vendo a Marina, embora minha base tenha vencido, daí que não vou poder usá-la.

Vou tentar fazer, minha filha Marina (coincidência, não?) vai fotografar, e outro dia coloco as fotos no blog.

Podem ter certeza. Se por acaso eu conseguir, é sinal que qualquer uma vai conseguir também.

Porque, se como dizem, eu tenho duas mãos direitas prá artesanato, prá maquiagem até os pés são esquerdos.

Até.

Eu vou indo que a caravana passa, como já diria Ibrahim Sued, aquele, sabe?