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Era uma vez uma máquina fotográfica

Lá no título eu disse: uma máquina, não uma câmera.

Sou, sim, do tempo em que câmeras eram tão somente máquinas. Até hoje uso mais este termo. Tem quem ria de mim, mas enfim, fazer o que, né? Entender estes pobres de espírito. Ahahahahahah.

Pois bem, eu sempre gostei de tirar (bater) fotos. Adoro. Não sou muito chegada em filmagens. Agora, fotos, amo. Captar aquele instante, o momento, sem pose, sem preparação. Não tem preço.

Ontem, por exemplo, fomos almoçar na casa do meu genro querido. Tirei algumas fotos. E quando cheguei em casa, em questão de 5 minutinhos, eu já estava enviando para os pais dele as fotos. Tudo instantâneo.

E enquanto eu as mandava, conversava com minha filha mais nova. Contava a ela que, há menos de 10 anos (mais ou menos) isto seria impossível. Teríamos que esperar pela segunda-feira prá mandar revelar o filme. Esperar prá ver quais fotos ficaram boas, mandar fazer cópias das que queríamos, e daí, sim, enviar pelo correio ou ir entregar as fotos. (mas, neste caso, por exemplo, eles moram em outra cidade). Minha filhota ficou me olhando com uma carinha surpresa. Porque, embora ela conheça as fotos impressas, nunca tinha se apercebido da trabalheira e do tempo que levava prá ver as fotos que havíamos tirado.

E daí, lembram quando o filme emperrava na máquina? ou quando o flash ficava errado? ou não tínhamos fechado bem a tampa do compartimento do filme e ele velava todinho?

Hoje a gente ri. Mas naquele tempo, dava uma dor ver o resultado ruim de fotos de acontecimentos que não se repetiriam…

Mas agora, o progresso está em nossas mãos. Não gostou da foto? apaga na hora. Se não for o caso, joga no computador e com um programa, “arruma” as fotos, e elas ficam aquele espetáculo.

Hoje está tudo mais fácil, mas que aqueles tempos eram mais românticos, eram.

Afinal, as surpresas faziam parte…e que surpresas…

Que papelão (eu acho)

Vi, li e não gostei. Por isso falo prá vocês.

Como já devem estar carecas de saber, entre quinta e sexta me atualizo com as revistas que chegam à banca.

Para algumas, dou uma atenção especial, outras simplesmente folheio. Pois foi em uma destas que eu leio de cabo a rabo, (embora não seja uma daquelas endereçadas ao público ao qual pertenço), que me provocou um estado de decepção enorme.

Já aviso que não estou questionando a qualidade das fotos, a modelo, as peças de roupa objeto da matéria, etc. O que questiono é a indução que a matéria pode sugerir.

São fotos em que a modelo apresenta lingeries, e a locação é onde? Num estacionamento de caminhões. Falam em sedução, vida bandida e outros que tais.

A revista é direcionada prum publico mais jovem. Aí, pergunto.

Com tanto trabalho que se está fazendo prá ver se diminuimos a pedofilia neste país, e me vem uma revista (que eu li desde o 1º numero) e me faz um desserviço deste? Desculpe, mas estamos vendo tanta propaganda pedindo aos caminhoneiros que se conscientizem deste problema, estamos tendo bastante ajuda deles, e fazem isso?

Depois querem o que, colocando garotas seminuas, em poses sensuais exatamente num pátio de caminhões? Despertando desejos?

Poderiam ter usado outra locação. Pena, pena mesmo.

Aliás, mais que pena. Estou é com raiva, mesmo.

Medo de fotos?

Eu não sei porque. Mas vivo tendo inspirações e pensamentos “mágicos” durante o banho.

Talvez por ser um momento meu, bem meu, (já falei que meu presente predileto é um bom sabonete? Um sabonete bom; não caro, necessariamente)é durante o banho que me inspiro.

Eu literalmente voo.

Hoje eu estava pensando. Por que esta minha verdadeira paranóia em ser fotografada?

Até alguns anos atrás, poucos anos atrás, se eu batesse a cassuleta, fosse prá terra dos pés juntos, vestisse um paletó de pijama, meus entes queridos quase não teriam lembranças minhas por fotos.

Quando percebi isso, passei a aceitar algumas fotografias, mas bem poucas, e em situações em que eu estivesse bem à vontade.

Mas hoje, procurando uma foto prá colocar no orkut e no twitter, me vi sem nenhuma que eu gostasse, e aí percebi.

O negócio é o meu excesso de auto crítica.

Sempre acho que não fiquei bem.

Sabe, o meu braço? Pura pelanca. A pálpebra? Desabada, literalmente. A barriga? Parece gravidez, e de gêmeos. O cabelo? Ralinho, ralinho.

Mas peraí.

E a felicidade que eu estava sentindo naquele momento? Onde fica? Quero dizer, a essência da foto era o momento, a vida que eu vivia naquele instante. Que passaria em branco, não fosse uma foto. Prá lembrar depois. E prá rir, com certeza. De mim, claro.

Agora vou deixar que me fotografem mais.

Pode ser meio difícil no começo. Mas vou conseguir.

Ah, as fotos prá internet?

É, bem, fiz caquinha. Sei lá o que fiz. Eram duas, as que eu gostava, e elas sumiram, simplesmente sumiram, e eu não apertei nenhum delete.

Se a Nina encontrar, eu coloco aqui, e vocês vão ver.

E podem até comentar. Não vou ficar braba, não.