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O monte fujiema

Sou apaixonada pelo Monte Fuji, lá do Japão. Acho lindo aquela neve eternamente adormecida sobre seu cume. É uma imagem tão deslumbrante, prá mim, que até um quebra cabeça com a imagem do monte eu tenho.

Pois bem, daqui da minha sacada, bem em frente, vejo um monte também. Tá bem, um montinho, se comparado ao do Japão, mas isto é uma informação irrelevante. Prá mim é, e sempre será, um monte.

Daí que ontem, manhã cedo, quando olho em direção a ele, o que vejo? o que? o que?  Nuvens, fazendo às vezes de neve, exatamente na posição em que a neve do Fuji costuma ficar.

Corrida prá pegar as máquinas fotográficas. Foram muitas, mas muitas mesmo as fotos prá eternizar este momento, que em 4 anos morando neste apartamento eu nunca tinha visto. Fotos tiradas por mim e pela filhotinha, duas máquinas prá garantir que alguma foto ficasse boa, né?

Escolhi esta aqui prá mostrar prá vocês.

o nosso Monte Fujiema

Ah, o nome? Seguinte. Como moro em Itapema, resolvi que este monte será o nosso Fujiema (mistura pobre de Fuji com Itapema). Ok, senhores, o monte na verdade nem fica em Itapema. Fica no vizinho município de Porto Belo. Mas não ficou bonita a mistura de Fuji com Porto nem com Belo.

E como fui eu que vi a “neve”, dei-me o direito de rebatizar o monte. A partir de ontem ele é o Monte Fujiema.

Ps.: Torcendo muito prá que a palavra fujiema não seja um palavrão em japonês. Se for, alguém me avisa?

Desmontando duas vidas

Já falei aqui que minha mãe faleceu em novembro de 2009. Logo após meu pai precisou ir para uma clínica geriátrica, pois seu estado mental piorou sensivelmente, e a conselho dos médicos, psiquiatra e outros profissionais que cuidam dele, cocordamos com a internação, não sem uma dor horrível no peito. Lá ele está bem, considera aquela a sua casa, visto que seu estado regrediu até os 10/12 anos. Está feliz.

Restou para nós, os filhos, na verdade mais especificamente para minha irmã mais nova, que mora perto, a tarefa de desmontar o apartamento, organizar papéis, estas coisas dolorosas.

Sinceramente, não sei como ela tem aguentado rever tudo que significou duas vidas. A vida do meu pai e da minha mãe.

Duas vidas que estão sendo desmontadas.

Cada móvel que foi indo embora, cada pedacinho de papel distribuido, cada foto, era um pedaço da vida deles que ia, porque cada um tem uma história, tem um momento.

um dos quartos do apartamento sendo desmontado

Hoje o apartamento já está quase vazio, e o pintor já está acabando a pintura.

Ele será vendido, pois para meu pai ele não significa mais nada, e só por ele o lar poderia ser mantido.

É muito triste ver esta desmontagem de vidas.

Mas ela é necessária. Infelizmente.

Resta o consolo de saber que lá eles foram felizes.

Foi o que ficou…