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Se fosse tão simples…

Adoro ler. Leio tudo. Livros, revistas, folhetos, manuais, até bulas de remédio. Adoro.

Mas tenho uma certa predileção por revistas “antigas”.

E uma destas me caiu nas mãos hoje. E tinha lá, prá variar, uma reportagem daquelas sobre como envelhecer com saúde, beleza e outros que tais.

Tudo muito simples e muito básico. Alimentação correta, esportes, tratamentos estéticos, consultas médicas com uma certa regularidade, e por aí afora.

Simples, não é?

Não, não é. Alimentação eu tento e, parece, estou conseguindo. Tratamentos estéticos não tenho nem nunca tive muita paciência, muito menos $$$, médicos vou não preventivamente, e nisto quero melhorar. Agora, esportes? Não, de jeito nenhum. Acho muito lindo, sensacional, mas pros outros. Prá mim, decididamente, não. E sei que isto acaba atingindo meus filhos também, porque acabo não dando a eles o exemplo. Mas odeio, prá mim, esportes. Odeio. Não adianta o cardiologista mandar, nem o geriatra. Não faço esportes mesmo.

Não sei quanto tempo de vida vou ter a menos por não praticar esportes, mas seja quanto for, não vou me preocupar com isto. Me preocupo mais sendo feliz e tentando fazer quem estiver perto de mim feliz.

Este é meu exercício diário.

E pensam que não dá de queimar calorias? Dá sim. Se acham que não, experimentem fazer um almoço gostoso numa cozinha sem ventilador, quando a temperatura está batendo nos 40°.

Eh eh eh ehe eh…

O pão e o tecido

Hoje lembrei de um assunto que me ocorre há bastante tempo.

Eu amo pão. Pão de qualquer tipo. Doce ou salgado. Inteiro, fatiado, seja como for, gosto muito de pão.

Assim como, por achar mágico a confecção de um tecido, durante um tempo razoável, trabalhei com máquinas de tecelagem. Não exatamente deste tecido fininho, era de trico. Mas o princípio é o mesmo. Do entrelaçamento dos fios, nasce o tecido. Tecido este que também pode ser feito à mão.

E eu sempre penso na simplicidade que é a confecção de um pão ou de um tecido.

Para o pão, a farinha (seja trigo, mandioca ou o que for), água e fermento, que pode ser obtido da fermentação do próprio trigo. Eventualmente coloca-se sal ou açucar. Mas a base é farinha e água.

Para o tecido, um fio já basta, também havendo inúmeras opções de material. Hoje, aliás, até de garrafas plásticas já se faz um tecido.

Eu acho a transformação destes ingredientes básicos num alimento, ou numa vestimenta uma coisa maravilhosa.

Sempre se vê referencias ao pão e ao tecido quando se lê sobre a antiguidade. Quer dizer, o mundo evoluiu, mudou, cresceu, modernizou-se. Mas a essência da alimentação e do vestir não mudou. Acrescentamos, tão sómente, mais alguns elementos. Mas aquele alimento indispensável primordial, continua exatamente igual. Assim como o tecido, cuja maneira de ser tecido continua exatamente a mesma.

Eu agradeço sempre aos céus por este alimento maravilhoso, e pelo tecido que me protege do frio.

Não custa.