Salgado, doce, salgado

Não sei se é mania, ou se haveria uma explicação científica ou psicológica para o que se passa comigo.

Mas o fato é que eu simplesmente não consigo deixar de comer qualquer coisa salgada depois de comer alguma coisa doce.

Agora mesmo. Almocei. Até que razoávelmente bem (hihihi). Uma baita macarronada que,
modéstia à parte, faço muito bem. Depois de mais ou menos duas horas, comi um magnífico quindim, novinho, molhadinho, delicioso. Presente do maridão.

E agora, ai Meu Deus. Meu reino por um salgado.

O grande problema é que não pode ser um salgado qualquer. Tem que ser alguma coisa específica. Mas que eu não sei o que é. E este suplício ocorre sempre. É comer alguma coisa salgada, e quero um doce. Como o doce e quero um salgado. E aí, é sempre a mesma questão: O que eu quero comer?

Por conta disto, as risadas já são esperadas, aqui em casa. Naturalmente, é lógico. Afinal, como eles vão saber o que eu estou querendo comer, se nem eu mesma sei?

O pior é que já estou salivando por alguma coisa que nem sei o que é.

Já sei, já sei. Ontem comprei uma bandejinha de pastel de forno com recheio de brócolis com ricota, que eu adoro. Deve ter sobrado uns cinco, dos dez que vieram. Vou comer unzinho só. Só prá matar a vontade. Os outros eu como quando chegar do trabalho.

Não. Não vai dar. Só um é muito pouco. Dois talvez. Não. Tres. Tres é um número bom. Tres pastéizinhos. É isto.

Tchau. A geladeira me espera.

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