Relógios desencontrados

Aqui em casa, temos muitos relógios. Porque tenho mania de ver as horas. Até quando acordo à noite, olho a hora. Deve haver uma explicação prá isto.

Psicólogos, atenção.

Mas voltando ao assunto. Tenho em casa relógio de cabeceira, de pulso, de parede, no celular, aparelho de som, na televisão. Tudo perfeitamente funcionando.

Porém há um pequeno detalhe em tudo isto. Cada um marca um horário diferente. Horários bem próximos, é verdade, mas desencontrados. A diferença é em média de 10 minutos.
 
Não existe nesta casa dois relógios iguais.

Só que assim não me atraso. Atraso me deixa maluca. Nem eu gosto de me atrasar prá nada, nem suporto que se atrasem se marcaram comigo alguma coisa. Então, que não marquem hora exata. Digam: Mais ou menos, tal hora.

Mas eu entendo médicos e dentistas (até outras profissões que lidam com pessoas). Afinal, não dá de interromper uma consulta porque tem alguém esperando.

Naturalmente sem exageros. Eles poderiam reservar mais tempo para as consultas, mas mesmo assim, prefiro saber que vou esperar um pouco, sabendo que o médico (ou outros profissionais) está atendendo bem um paciente. Conheço uma médica muito legal que se atrasa horrores, mas vale a pena esperar. Ela jamais olha o relógio e a gente sente que pode falar e pedir as explicações que precisa. Claro, conheço outro (por coincidência, ambos da mesma especialidade) que não se atrasa nunca. E atende sem pressa do mesmo jeitinho da outra. E para um paciente, saber que o médico não está com pressa de manda-lo embora, já ajuda, e muito. Parece que podemos confiar mais nele. Que ele vai nos ouvir.

E como meu relógio não está batendo mesmo, sempre parece que já passou um tempão, quando na verdade o tempo nem foi tão grande assim.

E eu fico no lucro.

Pelo menos com relação ao meu tempo.

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