Pode não ser a minha hora, mas, e se for a do piloto?

Meu genro Daniel tem um blog muito legal. Vai lá, depois de ler este post, é claro, e dá uma olhada.

No post que acabei de ler, ele fala sobre um simulador de vôo. Sobre um aviãozão, e claro, em sobre como seria a sensação de voar. Ou, por outra, do medo de…

Pois bem, a certa altura do texto ele cita a avó, que sempre diz que a gente só se vai deste mundo quando é chegada a nossa hora. E eu completo – nem um minuto a mais, nem um minuto a menos.

E ele comenta que tudo bem, mas faz duas observações. A primeira é que, quando for a hora dele, ele quer estar com os pés bem na terra, e não a muitos pés de altura, caindo desabaladamente. E a segunda, que achei uma grande tirada é que, como diz o título deste post, pode não ser a hora dele, mas, e se for a do piloto?

Esta foi boa.

Passei um tempo razoável da minha vida dentro de aviões. De norte a sul e de leste a oeste deste país. Hoje, até entro num avião. Mas dopada. Completamente. Medo de que o avião desabe lá de cima? Também. Mas, principalmente por uma claustrofobia que passou a me acompanhar de uns anos prá cá. E o pior é que ainda não consegui identificar a partir de quando isto começou.

Quando preciso entrar num elevador desconhecido é um Deus nos acuda. Suo frio. O coração dispara, e vou num rezar frenético. Coitados de todos os santos. Devem ficar de orelhas quentes, fervendo, e tudo por uns míseros segundos, às vezes.

E agora pensa comigo. Uma claustrofobia básica, e dentro de um elevador sem correntes de sustentação, ainda por cima, que é como a gente pode considerar um avião?

Normalmente entupido de gente. A grande maioria com tanto medo quanto eu, tudo de sorriso amarelo, acompanhando cada passo das comissárias de bordo, cochichando baixinho se acham que viram algum movimento estranho, sentindo aquele movimento esquisito do avião, aquela inclinação leve prá direita, acho que tem coisa errada, ai Meu Deus, deve ser agora.

Ok. Ok, vou ficar calma. Com certeza não é a minha hora.

Mas, e se for a do piloto?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *