Já falei prá voces que agora sou uma senhora twitteira (ou tuitera, como prefiro).

Tenho conhecido muitas pessoas, de diferentes lugares, idades, graus de instrução, religião, etc. Tem sido uma experiência muito boa. Engrandecedora, como se falaria lá em mil, novecentos e lá vai bolinha.

Naturalmente, que não dá de, de cara, a gente achar que as pessoas já se tornam amigos de infância, aqueles famosos sempre fui teu amigo. Mas se a gente puder e tiver condição de ir analisando devagarinho, vai percebendo que muitas pessoas podem se tornar, se não amigos, mas uma pessoa com quem se pode dialogar. Eu falei dialogar, e não simplesmente falar.

Mas há uma coisa nesta rede, dita social, que me deixa um pouco triste. É a famosa turma da patrulha. Aquela turma que pensa que pode (ou deve) ditar as regras para o bom funcionamento da rede.

Naturalmente que deve haver um bom senso. Porém este bom senso não deve ser diferente daquele que se usa (ou deveriamos usar)no nosso dia a dia. Por que alguém se arvora o direito de dizer: pode fazer assim, não pode fazer assado?

O grande problema está em quem acha que as pessoas devem usar a rede apenas para conversas “relevantes”, ou assuntos mais “técnicos” digamos assim. Eu, ao contrário destes, acho que se pode e deve falar o que se tem vontade (dentro do bom senso, como falei acima), até porque, mais das vezes, há, em mensagens consideradas bobas, um pedido de atenção. E não custa tanto assim, ajudar. Ou não?

Outra coisa é quando as pessoas falam bastante, (ou teclam), e “só dá elas” no monitor. E daí? Cadê os outros? Falem também, ué. A rede tá aí prá isso. As chances são iguais. E além disso, há o que talvez seja o mais importante prá resolver esta questão.

Há a possibilidade de você deixar de seguir a pessoa que não está lhe agradando, seja pelo que for. Você pode simplesmente dar um unfollow, e pronto. O problema está resolvido.Você não irá mais ver ou ler o que a pessoa que não está lhe agradando anda fazendo.

Eu realmente não me sinto bem com tanta “cartilha” anti isso ou anti aquilo.

Chega. Até porque, daqui a pouco vão começar a dizer que velha não pode tuitar também.

E daí, como eu fico?

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Especial

jg p blog

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Vi, li e não gostei. Por isso falo prá vocês.

Como já devem estar carecas de saber, entre quinta e sexta me atualizo com as revistas que chegam à banca.

Para algumas, dou uma atenção especial, outras simplesmente folheio. Pois foi em uma destas que eu leio de cabo a rabo, (embora não seja uma daquelas endereçadas ao público ao qual pertenço), que me provocou um estado de decepção enorme.

Já aviso que não estou questionando a qualidade das fotos, a modelo, as peças de roupa objeto da matéria, etc. O que questiono é a indução que a matéria pode sugerir.

São fotos em que a modelo apresenta lingeries, e a locação é onde? Num estacionamento de caminhões. Falam em sedução, vida bandida e outros que tais.

A revista é direcionada prum publico mais jovem. Aí, pergunto.

Com tanto trabalho que se está fazendo prá ver se diminuimos a pedofilia neste país, e me vem uma revista (que eu li desde o 1º numero) e me faz um desserviço deste? Desculpe, mas estamos vendo tanta propaganda pedindo aos caminhoneiros que se conscientizem deste problema, estamos tendo bastante ajuda deles, e fazem isso?

Depois querem o que, colocando garotas seminuas, em poses sensuais exatamente num pátio de caminhões? Despertando desejos?

Poderiam ter usado outra locação. Pena, pena mesmo.

Aliás, mais que pena. Estou é com raiva, mesmo.

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Acabo de me atualizar nos assuntos novelísticos, belezísticos, fofoquísticos e afins contidos nas revistas semanais que chegaram ontem. Algumas também mensais, estas, porém, são um pouco mais sérias, digamos assim.

Mas o que interessa neste momento, estava escrito, eu li, e li duas vezes prá ter certeza. A consulente (que palavra, credo) perguntava o que deveria fazer prá “apimentar” a comemoração pelo aniversário de 10 anos de casamento. Hã? Como assim… Me abana, não estou entendendo.

Será que ela não tem nenhuma idéia?

O que será que ela fez nestes 10 (DEZ) anos?

Se ela precisou pedir ajuda, prefiro nem pensar o que se passou neste tempo. Ou o que NÃO se passou.

Tenho pena. Dos dois.

Dela e do marido.

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Hoje minha filha chegou falando que na escola, uma professora deu uma lição em alguns alunos que faziam piadinhas e riam por conta da morte do Michael Jackson.

Ela, a professora, com muita razão, falou a eles sobre a importancia dele para a música, sobre o que ele produziu, enfim, a revolução que ele causou. Falou, inclusive, sobre as questões da justiça.

Daí que me toquei prá uma coisa. Quantas coisas aconteceram no mundo e eu acompanhei? Comecei a me lembrar e foi muita, mas muita coisa mesmo. Algumas de maior, outras de menor importância. Mas cheguei à brilhante conclusão de que a minha geração foi de fato muito privilegiada.

Quer exemplos? Bom, eu acompanhei Elvis Presley no auge, vi surgir Michael Jackson, Beatles, Rolling Stones, Roberto Carlos e muitos outros, na musica. Aliás, na musica como um todo, houve a revolução dos discos. Aqueles bolachões que a gente ouvia de um lado, levantava prá trocar o lado quase não existem mais. Aliás, o que veio atrás deles, os cd’s, me parecem que também já estão com os dias contados, não é?

Acompanhei o primeiro transplante de coração no mundo, feito pelo dr. Barnard. E no Brasil, feito pelo dr. Zerbini. Vi a primeira criança a nascer pelo método de fertilização artificial, o então chamado bebê de proveta, Louise, vi os avanços em outros transplantes, assim como vi o surgimento de doenças terríveis, como a Aids, e o aumento do número de pessoas com câncer.

Vi o surgimento da consciênca ecológica (embora com alguns exageros por parte de alguns), mas também vi aumentar a fome no mundo.

Vi o homem chegar à lua. E, sinceramente, não acredito nas teorias que dizem que o homem na lua teria sido uma montagem dos americanos.

Vi a tecnologia possibilitar que os telefones fossem diminuindo de tamanho e surgirem os celulares. E as máquinas fotográficas, então? Antes um trombolho, pareciam pedaços de paralelepípedo. Hoje pesam tanto quanto um controle remoto de televisão; esta aliás, que eu cheguei a assistir em preto e branco, e as transmissões não eram ao vivo. Eram em vídeo tape. Gravadas.

E vi, também, o surgimento disto que me permite estar aqui agora falando com vocês. O surgimento dos computadores pessoais e da internet, que possibilitaram as comunicações no mundo.

Quase que eu esqueço. Eu também vi a virada do  ano 1999 para o 2000.

Caramba, eu vi muita coisa, mesmo.

E sobrevivi.

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Eu li este texto há meses no DC (Diário Catarinense) e achei tão legal, que guardei prá dividir um dia com voces.

O autor seria Laércio de Mello Duarte, baseado numa história imputada a Rui Barbosa sobre um ladrão de patos. Vamos lá,  à versão manézinha.

“No final do arrastão, quando milhares de tainhas pulavam nas areias da praia, um rapaz surrupiava algumas e já se esgueirava entre a multidão que ali estava, assistindo à bela cena do triunfo dos manezinhos pescadores, quando foi interpelado por um deles, que, largando o balaio na areia, correu e disse-lhe:

Ó, lhó, lhó, rapagi, tás tolo, istepô, intiquento, miserento, disgraçado! Tás querendo uma camaçada de pau, sô amarelo? Num tô ti parando pelo valori das tainha, cadiquê tem peixe a migueli, magi pramode di ti dizê prá ti, caqui na Ilha num tem genti da tua parecença. Si tás brocado e maleixo, tudo bem, é só pedi qui nós dãmu: magi si é a farsafé, e di malinagi prá engabelar e morcegar nós, qui tamo aqui di sóli a sóli, no maió saragaço, ti acarqueto os zóio, ti enfenco a mão nas venta e ainda chamo os meganha prá ti alevá!

O rapaz, ainda meio atordoado, pergunta baixinho:

- Meu caro pescador, afinal, eu levo ou não levo os peixinhos?”

Quem necessitar de tradução, é só falar…

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Droga. Não há palavra melhor prá começar este post de hoje.

Umas das coisas que mais prezo na vida é a liberdade. De expressão, de pensamento, de opções, seja lá do que for.

Tenho 53 anos. Passei por muitas e muito boas já. Será que já não aprendi um pouquinho?

Deixem-me errar, dar cabeçadas, falar no diminutivo, explicar as coisas do meu jeito. Alguém pede uma explicação? Eu a dou, do meu jeito, com tudo bem explicadinho, bem detalhado, como eu gostaria que fosse comigo.

Eu penso diferente de você? Tudo bem. É só não me ler mais, seja aqui, no orkut, no twitter ou seja lá onde for. Pronto. Não vou chorar por isso. Pare de ler, simplesmente.

Sou cafona, fora de moda? Mas a minha moda eu mesma a faço. A minha moda é a não moda. Uso o que eu gosto, o que me permite o conforto que eu prezo.

Quero colocar uma foto na Internet? Ah, mas ela não está boa? Não me interessa, quem quer ver, que veja.

Chega de me policiarem.

Não dou este direito a ninguém. Aliás, a ninguém, não. Eu tenho este direito. O que me diz respeito, eu decido.

E chega.

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Só prá dar água na boca…

Neste dia, comprei uma tainha que veio nesta rede…

Assada na brasa…Delícia…

Saudade do meu tempo de criança…

acompanhei a puxada da rede

acompanhei a puxada da rede

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Neste fim de semana, como em todos os outros,  eu estava colocando a leitura de revistas em dia (muitas revistas, diga-se de passagem), e me cai em mãos a nº1  da Luluzinha teen.

A Luluzinha era um gibi (palavra antiga, mas para a qual ainda não surgiu uma melhor) do meu tempo. Aquele meu tempo, lembra? Naquele tempo, eram poucas as publicações que podiam ser lidas por meninas. É, tinha disso, sim. A grande maioria era de gibis voltados para o público masculino. Não que a gente não espiasse, às vezes, mas era tudo na maior moita.

Pois bem, a Luluzinha era mais prá nós, as meninas, embora tivesse lá a turma dos meninos, com seu clube secreto e tal.

Bastante tempo depois, começaram a aparecer outros gibis, e finalmente, a Mônica e sua turma.  Eu sempre gostei de ler as revistinhas.

E naturalmente quando começaram a pipocar os gibis com os personagens teen, me joguei na leitura.

E daí?  E daí que fiquei triste.

Com a turma da Mônica, levei um choquinho, por assim dizer. Mas foi somente no início. Talvez por perceber que, como a turminha, meus próprios filhos também cresceram.  Mas as características das personagens foram mantidas. A Mônica continua dentuça, o Cebolinha com o cabelo espetado, A Magali tendo seus arroubos de fome e o Cascão com seu cabelinho de impressão digital, dentre outros da turma.

Todos cresceram, mas mantiveram suas características.

Porém, ah, porém, com a turma da Luluzinha, o papo foi bem outro. Já li em outros blogs algumas opiniões iguais às minhas, assim como li algumas elogiando as alterações. Mas, sinceramente, acho que quem elogiou foi a turma” mais nova”.

Aqueles que viveram a época mais antiga, acho que não gostaram. Afinal, cadê o cabelo enroladinho da Lulu e a  barriga do Bolinha, por exemplo? Aí estava parte da personalidade deles.  Como que a Lulu agora tem o cabelo mais solto? Faz o que, relaxamento? e o Bolinha, sarado, barriga tanquinho?

Me poupe. Este gibi/mangá não deu prá engolir. Parece que fizeram questão de acabar um pouco com a minha infância.

Vou continuar com a Turma da Mônica, eles permaneceram mais autênticos, em que pese todas as modernidades e doideiras pelas quais estão passando. Mais gostoso.

turminha da Mônica, Bolinha e Luluzinha

turminha da Mônica, Bolinha e Luluzinha

Eu achei.

Aliás, quando chega a próxima revista da Mônica teen?

Peraí. Tá bem. Vou ler a próxima da Luluzinha também. Vou tentar. Mas se continuar não gostando, desisto.

Não vou trair minha infância. Me nego a isto.

Quero a Lulu de cabelo enroladinho e o Bolinha, bolinha.

Falei.

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Me desculpem a demora em falar sobre o resultado dos exames complementares a que me referi no post do dia 05/03/2009.

Mas a emoção ainda é muito grande. Basta eu começar a lembrar de tudo, e choro. Ainda choro mesmo. Neste momento, por exemplo, já comecei a tremer. Mas vamos lá.

Os exames complementares de meu filho foram feitos. Analisados, confirmaram o que se desejava. O coração de meu filho parou de piorar. Não quer dizer que ele esteja melhorando, ou que agora o mano poderá começar a fazer exercícios. Isto não. E como disse o cardiologista, provavelmente isto não deverá acontecer.

Porém, o fato de não continuar a piorar já é muita, mas muita coisa mesmo.

Os remédios foram suspensos aos sábados e domingos, e até agora tem dado certo.

Prá nós, é como se nosso filho nascesse novamente. Com 15 anos, ele está renascendo.

Hoje, olho prá ele e vejo a real possibilidade da vida. Do renascimento.

E continuo vendo, além de tudo, a maior, a grande possibilidade da fé.

Eu acreditei, acreditei mesmo, e este foi o prêmio que recebi.

Meu filho conosco mais tempo.

Era tudo que eu queria.

E agradeço a Deus e a todos que nos deram força neste tempo todo. Que entenderam nossos momentos de silêncio, de resguardo. Que entenderam as lágrimas por trás dos sorrisos.

E que entenderam a nossa fé. E que, junto da gente, acreditaram também.

Obrigada.

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