Hoje precisei ir a um CFC (Centro de Formação de Condutores), prá começar as aulas de meu curso de atualização para renovação da carteira de motorista.

algumas placas de trânsito

Eu realmente fiquei muito braba quando soube que teria que ir assistir aulas depois de tanto tempo dirigindo sem jamais ter tido uma multa, nunca ter me envolvido em acidente, batido em outro carro ou atropelado alguém. Não um ponto negativo sequer na carteira.

Mas precisei me deslocar até uma cidade próxima (porque aqui não fazem) prá participar das aulas.

Não digo que foi inútil. Mas daí a dizer que foi de uma utilidade que tenha valido o transtorno, vai uma distância grande.

Mas enfim, a lei é dura mas é a lei, e manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Mais duas aulinhas e pronto. Estarei apta para dirigir em segurança(?) novamente.

Com a minha carteirinha em mãos.

E saiam da frente…

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Adoro ler. Leio tudo. Livros, revistas, folhetos, manuais, até bulas de remédio. Adoro.

Mas tenho uma certa predileção por revistas “antigas”.

E uma destas me caiu nas mãos hoje. E tinha lá, prá variar, uma reportagem daquelas sobre como envelhecer com saúde, beleza e outros que tais.

Tudo muito simples e muito básico. Alimentação correta, esportes, tratamentos estéticos, consultas médicas com uma certa regularidade, e por aí afora.

Simples, não é?

Não, não é. Alimentação eu tento e, parece, estou conseguindo. Tratamentos estéticos não tenho nem nunca tive muita paciência, muito menos $$$, médicos vou não preventivamente, e nisto quero melhorar. Agora, esportes? Não, de jeito nenhum. Acho muito lindo, sensacional, mas pros outros. Prá mim, decididamente, não. E sei que isto acaba atingindo meus filhos também, porque acabo não dando a eles o exemplo. Mas odeio, prá mim, esportes. Odeio. Não adianta o cardiologista mandar, nem o geriatra. Não faço esportes mesmo.

Não sei quanto tempo de vida vou ter a menos por não praticar esportes, mas seja quanto for, não vou me preocupar com isto. Me preocupo mais sendo feliz e tentando fazer quem estiver perto de mim feliz.

Este é meu exercício diário.

E pensam que não dá de queimar calorias? Dá sim. Se acham que não, experimentem fazer um almoço gostoso numa cozinha sem ventilador, quando a temperatura está batendo nos 40°.

Eh eh eh ehe eh…

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Recomeço

Estou de mudança.

Mudança de vida. Mudança de ocupação ou profissão.

Não tenho mais a papelaria, portanto, deixei de ser comerciante, e como aposentada não combina muito comigo, estou estudando prá fazer as provas prá ser corretora de imóveis. Realmente, estudar está sendo muito, mas muito maçante mesmo. Principalmente por ver tantos erros de português na apostila de…português.

Mas enfim, vamos lá.

E outra coisa à qual tenho me dedicado muito ultimamente, tem sido a fotografia.

Como sempre gostei de fotografar, agora tenho me dedicado mais, e estou aprendendo muito. A internet tem ajudado bastante.

Abaixo deste texto, vai uma amostra do que tenho conseguido fazer.

Tomara que gostem. Se sim, postarei mais algumas fotos, com o tempo.

minha 1ª experiência com edição de fotos. os olhos da nina

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Minhas matrioskas

minhas primeiras matrioskas

Faz um tempo, mais ou menos um ano, que ganhei este conjuntinho de matrioskas da minha filha.

Sempre fui apaixonada por estas bonequinhas, mas nunca havia comprado uma.

Acho que no fundinho, o que eu queria era ganha-las, pelo que representam prá mim.

Matrioskas são mães, que carregam em seu ventre outras gerações de mães. Pelo menos é isto o que significa prá mim.

Gostaria que estas primeiras bonequinhas fossem as primeiras de várias.

Vou torcer prá isto. Nem que eu mesma tenha que compra-las.

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a cafeteira da mãe e a xicrinha da vó

a cafeteira da minha mãe

Minha mãe querida faleceu há 3 meses. A dor ainda é imensa. Quem já passou, sabe o que é.

Ela nos deixou alguns bens materiais, coisa pouca pro bando de filhos (oito). Nada de valor extremo.

Mas eu pedi, meus irmãos concordaram, e eu trouxe prá mim uma cafeteira pequena, meio acabadinha, manchada, mas que prá mim, tô considerando um verdadeiro troféu.

Minha mãe era uma cientista social. Participou inclusive da elaboração do Estatuto do Idoso. Quando ela morreu, as bandeiras da Universidade Federal de Santa Catarina ficaram a meio mastro (ela foi professora e criadora de um Centro, lá), o que muito nos honrou.

E, talvez por isto mesmo, por trabalhar tanto com o cérebro, a parte dona de casa, digamos assim, era um total fracasso. Sabem aquela coisa de “comidinha da mamãe?” conosco não teve. Minha mãe era uma cozinheira sofrível. Mas quando ela punha uma coisa na cabeça, não havia quem tirasse a idéia dela. E uma das coisas que ela certa vez decidiu, é que iria acertar fazer café. Não café feito com café solúvel. Café café, como a gente diz. E ela fez. Primeiro numa cafeteirinha elétrica, que logo foi pro espaço. Depois ela comprou a cafeteira Bialetti, que tá na foto. Daí, todos que chegávamos na casa dela, éramos brindados com um cafezinho, inho inho. Porque a cafeteira dela era a menorzinha que tinha.

Ela acertou fazer café. E se não era com aquele coador de pano, nem com o de papel, mas pelo menos o café saía gostoso.

Por isto eu quis a cafeteira. Porque ela usava com gosto. E hoje, a cada cafezinho tomado (pena que o médico tenha pedido que eu tome o mínimo possível de café), lembro do carinho dela em preparar uma das únicas coisas “de casa” que ela fazia maravilhosamente.

Obrigada, mãe, pela herança. Que prá mim, a cafeteirinha tá valendo mais que qualquer outra coisa que a senhora nos deixou.

Um beijão, hoje e sempre.

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Ai, meus ais…

Estas 2 ou 3 últimas semanas tem sido chatérrimas.

Ais e uis não saem mais da minha boca.

Coisa chata além da conta sentir dor. Odeio. Com todas as letras em caixa alta.

E o pior é nem saber onde, como ou porque as dores estão aparecendo.

É coisa de semi idosa? Por favor, me digam que não. Eu não estou preparada prá isto.

Velha, sim. Aliás, acho mais bonito ser chamada de velha que de idosa, mas enfim…Mas com dores, tá sendo um saco.

Semana que vem, devo saber o que tem me atormentado.

Se Deus quiser.

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Eu acho que já disse isto aqui algumas vezes.

Sou brega. Breguíssima, aliás.

Adoro o que muitos chamam de breguice.

Músicas lacrimosas, fotos de crianças ou idosos, roupas fora de moda, revistas antiquadas, e por aí vai.

Mas eu gostaria de saber quem, ou o que determina que alguma coisa é brega.

Porque, até onde eu sei, gosto é gosto. E gosto não se discute, né?

Então, por que tenho que ser considerada brega? Porque meu gosto simplesmente não é igual ao dos outros. Mas só por isto? Sem justificativa.

Naturalmente, vou continuar do meu jeito. Não ligo prá moda ou modismos. Ligo somente pro que gosto e me é confortável.

E tenho dito.

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Eu estava fazendo muitos planos prá 2010. Talvez até, tenha começado cedo demais. Mas o fato é que, de todos, nenhum se salvou.

Por um daqueles acontecimentos sobre os quais não temos o menor poder de decisão, as coisas se tornaram muito difíceis desde o fim do ano.

Mas agora, tô tentando dar uma meia volta, olhar mais prá cima, me armar de uma coragem que sei que tenho, só não sei bem onde está guardada, e tocar a vida.

Pensar mais no blog, de repente até falando um pouco mais dos sentimentos, (embora confusos), e outras coisas próprias da gente.

Vamos em frente.

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A pousada

Olá.

Como ando com a cabeça meio no mundo da lua, não falei ainda da minha nova vizinha.

Uma pousada. Sim, caros amigos, uma pousada. Onde antes havia uma “casa de excursão”, agora existe uma pousada.

Para quem não sabe, nestes confins em que vivo, casa de excursão é uma casa que tem alguns quartos imensos, que acomodam muitas pessoas em cada um, que vivem entupidas de gente que vem de longe em busca de alguns dias na praia, ao sol.

Pois bem, a casa que havia antes foi demolida, e devo dizer, a bem da verdade, já foi tarde, porque a especialidade dela era receber turistas arruaceiros. (acho até que a polícia já sabia: tocava o nosso número na central, e eles já vinham automaticamente. eheheh).

Oh… mas as coisas mudaram. Agora construiram a pousada. Bonita, até. (com um certo esforço, a gente pode dizer isso). E agora, finalmente, turistas que, realmente, vieram atrás de praia, sol, divertimento e descanso, também.

Cada grupo fica em média uma semana. Claro que, naturalmente, óbvio, sem querer querendo, alguns grupos estão se esbaldando um pouco, mas nada que nos fizesse acionar os “puliça”.

Que ano tranquilo. Que verão gostoso. (embora o calor esteja de matar).

E que grupo bom está neste momento na pousada. Deve ter umas 30 pessoas. Sem gritaria (fora um bebê que chora diretooooo). Mas o mais legal. Acho que o povo faz parte de algum coral destes de comunidades, e eles cantam o dia todo. Repertório super variado. Muito bem mesmo. E, pelo menos até agora, se mostraram super afinados.

Benza Deus. Se continuar neste ritmo, meu verão estará salvo. Que venham quantos grupos quiserem. Serão bem recebidos.

E se precisarem, empresto até um pouco de açúcar.

Mas que continuem com a cantoria.

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É muito triste, e também muito estranho.

De repente, sem preparação, fiquei orfã.

Minha mãe faleceu.

Repentinamente, repito, embora ela estivesse se sentindo meio mal, ultimamente.

Mas como ela sempre foi extremamente lutadora, ninguém acreditava que, tendo sido internada num hospital para exames, ela não saísse de lá viva.

Mas aconteceu. Não me perguntem como, porque até agora não entendi direito.

Quem quiser conhecer minha mãe, veja o post anterior a este, em que fiz uma pequena homenagem a ela. Agradeço a Deus a inspiração de tê-la feito, e de minha mãe a ter visto. E gostado. Que bom.

E algumas certezas ficaram.

O exemplo dela e a ventura por ter compartilhado nossas vidas.

Agradecerei a Deus até o fim da minha existência por ter me dado esta oportunidade.

Como toda mãe, com certeza, a minha foi única.

E foi mais que especial, porque foi (e continuará sendo) a minha mãe.

MÃE: TE AMO E TE AMAREI ETERNAMENTE.

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