A visita

Se ninguém ler este post, não ficarei triste. O que eu queria mesmo era deixar registrado, e bem, minha epopéia matutina de hoje.

Sabe aquele dia em que você acorda, troca o pijama por uma roupinha xinfrim, escova os dentes antes do café da manhã, mas esquece de escovar depois, malemale penteia os cabelos (que estão meio lambidos porque você não quis lavá-los à noite?), resolve que não vai arrumar a casa porque está podre de cansada (4 pessoas tossindo a noite toda e você acordando assustada), começa a fazer um arroz prá misturar com a carne moída que sobrou de ontem mais uma lata de ervilha com milho e ovos, e ainda tem que estender 10 quilos de roupa que estão na lavadora?

Sabe aquele dia? Pois é. Foi HOJE.

E exatamente neste dia, plenas 10h da madrugada, toca o interfone, você atende, e aquela sua amiga que você não vê há 22 (vinte e dois) anos fala: “oi, Beth, é fulana, estou aqui na portaria do teu prédio, vim te visitar…”

Surtei, surtei legal. Acordei marido que passou a noite mal e estava aproveitando prá descansar um pouco, tentei trocar a roupa (não deu tempo), não tinha como lavar o cabelo, recolhi toalhas feias dos banheiros, não tinha como passar o bendito aspirador de pó…e o arroz no fogo.

Meu Deus, que situação…

Amo minha amiga e o marido dela. Foram inclusive meus padrinhos de casamento.

Mas o susto foi grande. Tão grande que nem os convidei prá almoçar com a gente. Embora ache que eles não aceitariam, porque a casa dela, quando está bagunçada, é igual à minha quando a faxineira acabou de sair.

Conversamos quase 3 horas. Muito papo gostoso. Mas eu me sentindo desconfortável. Logo hoje? Logo hoje?

Porque, eu esqueci de falar, como estamos vendendo a papelaria, muita coisa pessoal veio de lá prá cá. Mas no apto não tem lugar prá guardar (ainda), então estamos com caixas pela casa toda. Até isto, até isto.

Ainda estou meio trêmula. Vai passar, sei que vai.

Mas por uns dias, cada vez que o interfone tocar, sei que vou dar um pulo.

Ô susto…

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Tenho passado por uma situação no mínimo estranha.

Meu marido querido tem reclamado que está engordando muito. Que tem comido além da conta. Que cozinho bem demais.

Daí me pergunto: cozinhando bem…estou fazendo mal prá minha família?

Claro que há dias em que tudo que eu queria era não aparecer na cozinha. E em alguns destes dias, a bem da verdade, devo confessar, simplesmente não faço almoço, por exemplo. Ou meu povo come sanduíches, ou se viram com o que tiver.

Mas na grande maioria dos dias cozinhar me é prazeroso. Muito. Adoro cozinhar. E não tem valor as expressões que minha família faz quando a comidinha está gostosa.

Daí que estou num dilema. Continuar a cozinhar “com tudo”, ou me esmerar menos pro pessoal não comer tanto?

Oh, dúvida cruel.

Editei o post em 23/07/2010 prá colocar esta foto do almoço de hoje…

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Hoje precisei ir a um CFC (Centro de Formação de Condutores), prá começar as aulas de meu curso de atualização para renovação da carteira de motorista.

algumas placas de trânsito

Eu realmente fiquei muito braba quando soube que teria que ir assistir aulas depois de tanto tempo dirigindo sem jamais ter tido uma multa, nunca ter me envolvido em acidente, batido em outro carro ou atropelado alguém. Não um ponto negativo sequer na carteira.

Mas precisei me deslocar até uma cidade próxima (porque aqui não fazem) prá participar das aulas.

Não digo que foi inútil. Mas daí a dizer que foi de uma utilidade que tenha valido o transtorno, vai uma distância grande.

Mas enfim, a lei é dura mas é a lei, e manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Mais duas aulinhas e pronto. Estarei apta para dirigir em segurança(?) novamente.

Com a minha carteirinha em mãos.

E saiam da frente…

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Adoro ler. Leio tudo. Livros, revistas, folhetos, manuais, até bulas de remédio. Adoro.

Mas tenho uma certa predileção por revistas “antigas”.

E uma destas me caiu nas mãos hoje. E tinha lá, prá variar, uma reportagem daquelas sobre como envelhecer com saúde, beleza e outros que tais.

Tudo muito simples e muito básico. Alimentação correta, esportes, tratamentos estéticos, consultas médicas com uma certa regularidade, e por aí afora.

Simples, não é?

Não, não é. Alimentação eu tento e, parece, estou conseguindo. Tratamentos estéticos não tenho nem nunca tive muita paciência, muito menos $$$, médicos vou não preventivamente, e nisto quero melhorar. Agora, esportes? Não, de jeito nenhum. Acho muito lindo, sensacional, mas pros outros. Prá mim, decididamente, não. E sei que isto acaba atingindo meus filhos também, porque acabo não dando a eles o exemplo. Mas odeio, prá mim, esportes. Odeio. Não adianta o cardiologista mandar, nem o geriatra. Não faço esportes mesmo.

Não sei quanto tempo de vida vou ter a menos por não praticar esportes, mas seja quanto for, não vou me preocupar com isto. Me preocupo mais sendo feliz e tentando fazer quem estiver perto de mim feliz.

Este é meu exercício diário.

E pensam que não dá de queimar calorias? Dá sim. Se acham que não, experimentem fazer um almoço gostoso numa cozinha sem ventilador, quando a temperatura está batendo nos 40°.

Eh eh eh ehe eh…

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Recomeço

Estou de mudança.

Mudança de vida. Mudança de ocupação ou profissão.

Não tenho mais a papelaria, portanto, deixei de ser comerciante, e como aposentada não combina muito comigo, estou estudando prá fazer as provas prá ser corretora de imóveis. Realmente, estudar está sendo muito, mas muito maçante mesmo. Principalmente por ver tantos erros de português na apostila de…português.

Mas enfim, vamos lá.

E outra coisa à qual tenho me dedicado muito ultimamente, tem sido a fotografia.

Como sempre gostei de fotografar, agora tenho me dedicado mais, e estou aprendendo muito. A internet tem ajudado bastante.

Abaixo deste texto, vai uma amostra do que tenho conseguido fazer.

Tomara que gostem. Se sim, postarei mais algumas fotos, com o tempo.

minha 1ª experiência com edição de fotos. os olhos da nina

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Minhas matrioskas

minhas primeiras matrioskas

Faz um tempo, mais ou menos um ano, que ganhei este conjuntinho de matrioskas da minha filha.

Sempre fui apaixonada por estas bonequinhas, mas nunca havia comprado uma.

Acho que no fundinho, o que eu queria era ganha-las, pelo que representam prá mim.

Matrioskas são mães, que carregam em seu ventre outras gerações de mães. Pelo menos é isto o que significa prá mim.

Gostaria que estas primeiras bonequinhas fossem as primeiras de várias.

Vou torcer prá isto. Nem que eu mesma tenha que compra-las.

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a cafeteira da mãe e a xicrinha da vó

a cafeteira da minha mãe

Minha mãe querida faleceu há 3 meses. A dor ainda é imensa. Quem já passou, sabe o que é.

Ela nos deixou alguns bens materiais, coisa pouca pro bando de filhos (oito). Nada de valor extremo.

Mas eu pedi, meus irmãos concordaram, e eu trouxe prá mim uma cafeteira pequena, meio acabadinha, manchada, mas que prá mim, tô considerando um verdadeiro troféu.

Minha mãe era uma cientista social. Participou inclusive da elaboração do Estatuto do Idoso. Quando ela morreu, as bandeiras da Universidade Federal de Santa Catarina ficaram a meio mastro (ela foi professora e criadora de um Centro, lá), o que muito nos honrou.

E, talvez por isto mesmo, por trabalhar tanto com o cérebro, a parte dona de casa, digamos assim, era um total fracasso. Sabem aquela coisa de “comidinha da mamãe?” conosco não teve. Minha mãe era uma cozinheira sofrível. Mas quando ela punha uma coisa na cabeça, não havia quem tirasse a idéia dela. E uma das coisas que ela certa vez decidiu, é que iria acertar fazer café. Não café feito com café solúvel. Café café, como a gente diz. E ela fez. Primeiro numa cafeteirinha elétrica, que logo foi pro espaço. Depois ela comprou a cafeteira Bialetti, que tá na foto. Daí, todos que chegávamos na casa dela, éramos brindados com um cafezinho, inho inho. Porque a cafeteira dela era a menorzinha que tinha.

Ela acertou fazer café. E se não era com aquele coador de pano, nem com o de papel, mas pelo menos o café saía gostoso.

Por isto eu quis a cafeteira. Porque ela usava com gosto. E hoje, a cada cafezinho tomado (pena que o médico tenha pedido que eu tome o mínimo possível de café), lembro do carinho dela em preparar uma das únicas coisas “de casa” que ela fazia maravilhosamente.

Obrigada, mãe, pela herança. Que prá mim, a cafeteirinha tá valendo mais que qualquer outra coisa que a senhora nos deixou.

Um beijão, hoje e sempre.

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Ai, meus ais…

Estas 2 ou 3 últimas semanas tem sido chatérrimas.

Ais e uis não saem mais da minha boca.

Coisa chata além da conta sentir dor. Odeio. Com todas as letras em caixa alta.

E o pior é nem saber onde, como ou porque as dores estão aparecendo.

É coisa de semi idosa? Por favor, me digam que não. Eu não estou preparada prá isto.

Velha, sim. Aliás, acho mais bonito ser chamada de velha que de idosa, mas enfim…Mas com dores, tá sendo um saco.

Semana que vem, devo saber o que tem me atormentado.

Se Deus quiser.

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Eu acho que já disse isto aqui algumas vezes.

Sou brega. Breguíssima, aliás.

Adoro o que muitos chamam de breguice.

Músicas lacrimosas, fotos de crianças ou idosos, roupas fora de moda, revistas antiquadas, e por aí vai.

Mas eu gostaria de saber quem, ou o que determina que alguma coisa é brega.

Porque, até onde eu sei, gosto é gosto. E gosto não se discute, né?

Então, por que tenho que ser considerada brega? Porque meu gosto simplesmente não é igual ao dos outros. Mas só por isto? Sem justificativa.

Naturalmente, vou continuar do meu jeito. Não ligo prá moda ou modismos. Ligo somente pro que gosto e me é confortável.

E tenho dito.

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Eu estava fazendo muitos planos prá 2010. Talvez até, tenha começado cedo demais. Mas o fato é que, de todos, nenhum se salvou.

Por um daqueles acontecimentos sobre os quais não temos o menor poder de decisão, as coisas se tornaram muito difíceis desde o fim do ano.

Mas agora, tô tentando dar uma meia volta, olhar mais prá cima, me armar de uma coragem que sei que tenho, só não sei bem onde está guardada, e tocar a vida.

Pensar mais no blog, de repente até falando um pouco mais dos sentimentos, (embora confusos), e outras coisas próprias da gente.

Vamos em frente.

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