15 anos

Mexendo em alguns papéis há poucos dias, encontrei este, que me é muito especial. Meu pai o escreveu prá mim no dia em que fiz 15 anos. Lá se vão quase 40 anos. O papel está bem manchadinho e meio amassado. É o tempo…

É interessante observar que a grafia de algumas palavras mudou, de lá prá cá. Não foram erros cometidos, não.

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Estou às vésperas do aniversário de 1 ano de falecimento de minha mãe.

Naturalmente que os pensamentos voam, ora tristes, ora alegres. Mas de todos, houve um que me ‘pegou’.

De tudo que pensei, lembrei, chorei, acho que o mais importante foi a constatação de que, mais que as vezes em que minha mãe me dava força, me dizia que tudo iria dar certo, men ajudava com uma garra que só ela tinha, mais que isso, ficou a lembrança de todas as vezes em que ela me incentivou, me colocou em frente, me elogiou. Qualquer coisa que fizésse, qualquer coisa mesmo, por mais estranha que fosse, ela me animava a ir em frente. Não que ela não me alertasse dos ‘problemas’ ou ‘erros’ no que foi feito ou seria, mas sempre havia um que de ‘bonito’, ‘lindo’, ‘ficou ótimo’.

Daí lembrei desta bonequinha de pano, que depois que ela morreu, voltou prá mim.

Minha mãe teve muitos irmãos, e, naturalmente, a vida não foi fácil pros meus avós. Daí  que bonecas e sapatos eram artigos de extremo luxo. Minha mãe contava que usou sapatos somente com 12 anos, e mesmo assim, herdados de um irmão. Quer dizer, sapatos velhos e ainda por cima masculinos. Então, desde quando pode, ela comprava sapatos. Muitos.

A mesma coisa com as bonecas. Ela era louca por bonecas. Todos que viajavam traziam bonecas prá ela, de onde fossem.

Daí que uma vez, nós conversando, ela me falou que adorava bonequinhas de pano, que ela chamava de bruxinhas, pois era com elas que conseguia brincar na infância.

Então me animei e pensei: Por que não? Vou tentar fazer uma bruxinha prá minha mãe.

E saiu. Esta bruxinha que vocês podem ver na foto.

a 'bruxinha' da minha mãe

Foi minha primeira ‘obra bruxística’. E minha mãe deixou rolar uma lagriminha quando a dei prá ela. Ela adorava esta bonequinha. Elogiou tudo e mais um pouco. Nesta bruxinha, ela não conseguia ver defeitos. Tudo ficou perfeito, segundo ela.

E quis dividir isto com vocês.

Porque foi um momento lindo, único e perfeito. Até o fim dos meus dias haverei de lembrar dele.

A bruxinha que eu fiz, foi morar com a minha mãe, e agora voltou prá mim. Com o perfume da mãe, com o sorriso dela, com o abraço dela nestes bracinhos curtos da bonequinha. Bracinhos curtos, como aliás eram os braços da minha mãe. Mas que nem por isso abraçavam com menos força, menos paixão, ou menos amor.

Até qualquer hora, mãe, e não se preocupa. Estou cuidando bem da sua filhinha, a agora ‘nossa’ bruxinha.

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Já falei antes, algumas vezes, que gostaria de começar a falar sobre beleza/cosméticos/cremes e outras coisinhas próprios prá minha geração, a geração que hoje tem entre 50 e 60 anos.

Depois de muito pensar, eis aqui o primeiro post sobre.

Coloquei no título ‘Potinhos mágicos’, porque é assim que tenho sentido estes produtos.

Mas antes, naturalmente, um aparte.

Há uns meses minha filha recebeu num sorteio, dois cremes. Potinhos tipo amostra grátis, pequeninhos. Ambos os cremes da Kenzoki, marca que eu nem sabia que existia. Ela me pediu que os testasse, pois os cremes não serviam prá ela. Eram prá uma pele mais vivida, digamos assim. Eu os usei até o finzinho. Eles são ótimos. Mas, quando pensei em comprá-los na embalagem normal, a que está à venda, caí dura. No total, os dois potes me custariam por volta de R$ 400,00. E eu não pago este valor de forma nenhuma.

Fui então pesquisar produtos nacionais. Foi quando, oh grata surpresa, me deparei com estes produtos da Natura. Nova fórmula, me pareceu. E nesta, havia alguns componentes exatamente daqueles importados que eu havia usado.

imagens retiradas do site da natura

Comprei primeiro os dois pro rosto, e uma semana depois o do contorno dos olhos. Confesso que minha expectativa era grande. mas os produtos superaram e muito.

Realmente minha pele melhorou muito, mas muito mesmo. Os sinais, marcas de expressão, ruguinhas, amenizaram. Eu diria, até, que melhoraram mais que com os produtos importados. E eu os estou usando há menos de um mes.

Pena que não tenho fotos prá mostrar prá vocês o antes e o agora. Como não sabia que faria este post tão cedo, não fotografei.

Mas creiam, pelo menos em mim, o resultado que a empresa promete, funcionou.

Vou continuar a usar os cremes, e com certeza me tornarei usuária fiel.

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infinito

O QUE?

ONDE?

LÁ…

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Hoje estava lendo um dos trocentos feeds que assino (feed é uma coisinha que a gente assina, clicando num íconezinho laranja que tem em algum lugar nos blogs, e que faz com que a gente receba os posts novos dos blogs que gostamos), quando me deparo com um tema que me chamou a atenção. Aliás, este tema SEMPRE me chama atenção, porque sou simplesmente fascinada por elas. Elas, as máscaras de cílios. Nosso querido e popular rímel. (a gente fala rímel, mas rímel é marca. tal como gilete, durex, e outros).

Pois bem. No post, a moça fala mais ou menos isso. Que o rímel tal é maravilhoso, curvou os cílios dela, alongou-os, deixou-os volumosos. OK. Mas como eu acompanho este blog há muito tempo, tenho conhecimento do tipo de cílios da mulher. Os cílios dela são naturalmente longuíssimos, curvadíssimos e volumosíssimos. Quer dizer, QUALQUER rímel fica bom nela. O que muda, simplesmente, é o fato de um secar mais ou menos rápido. Dar um pouco mais ou menos de volume. Borrar um pouco mais ou menos. E só. Todos os rímeis que ela testou até hoje deixaram os cílios dela bonitos, embora eles, ‘peladinhos’, já o sejam.

Quero dizer com isso tudo, que algumas pessoas deveriam pensar um pouquinho mais, sabem?  Talvez mostrar o efeito em outras pessoas, não sei. Ou observar que nela, NELA, o rímel ficou bom.

Mas daí a recomendar, dizer que funciona super bem, que é maravilhoso e tal, sem que tenha testado em alguém que, como eu, por exemplo, tem os cílios ralinhos, curtinhos e absolutamente retos, vai uma diferença. Porque estes blogs são bastante lidos, e daí a pessoa se entusiasma, compra o bendito, usa, e…tcham tcham tcham tcham…necas daquele efeito mágico.

Decepção total. Nadinha de nada.

Somente dinheirinho (ou dinheirão) gasto à toa.

Estou pensando seriamente em começar a fazer estes testes aqui, sabem? Será que ajudaria o povo de mais de 50 anos? Já que tenho 54 anos, pele mais envelhecida e todas aquelas consequências clássicas da menopausa?

Acho que vou tentar…

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O título deste post é uma pergunta. Para a qual ainda não encontrei uma resposta.

Há 3 dias, específicamente dia 3, ocorreu o primeiro turno das eleições para presidente e outros cargos, neste país.

Como alguns deles não foram devidamente preenchidos, incluindo-se aí o de presidente da república, dia 31 iremos novamente às urnas.

Não quero discorrer aqui sobre o processo eletivo, partidos, candidatos ou outros que tais.

O que me interessa neste momento é falar da minha emoção na hora de votar.

Apertar aquelas teclinhas me levaram às lágrimas. Devidamente contidas enquanto na cabine.

Não sei exatamente o porque da emoção, porque no meu entender o país não está lá estas coisas, mas simplesmente a possibilidade de poder participar de uma escolha que vai de uma forma ou de outra determinar o rumo da minha vida e de outras tantas milhões de pessoas é incrível.

É do que gosto. Participar das decisões. Principalmente quando envolve a mim ou minha família.

Que seja o que Deus quiser.

Mas claro que eu torço prá um, não é? Mas não declaro nem sob tortura.

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Pessoas queridas.

No sábado passado, dia 25, houve em Balneário Camboriu um encontro de blogueiras. (pessoas que mantém um blog, como este aqui)

Passamos uma tarde linda, muita conversa, conhecimentos trocados, sorteios, brindes, um coquetelzinho, enfim, tudo muito legal.

Porém, e sempre há um porém, ao chegar em casa, uma coisa chamou-me a atenção.  Conversando com minha filha mais velha, que também foi ao encontro, começamos a falar sobre as pessoas que lá se encontravam. E neste conversar, fui percebendo que, sem mais nem menos, sem razão alguma, eu havia feito pré julgamentos de algumas pessoas. E pior, percebi que estes pré julgamentos quase descambavam prá um preconceito. Meu Deus. Justo eu, que sempre fui contra toda e qualquer forma de preconceito com as pessoas, percebi que simplesmente eu aliviava o que sentia ao ver algumas pessoas.

Porque eu via quase todas aquelas que estavam super maquiadas, super bem vestidas, super lindas de uma forma quase caricata. Como se elas fossem aquelas burrinhas que se vê em filmes, sabem?

Não tenho motivo algum prá invejá-las. Poderia andar super maquiada, super bem vestida, ser um pouquinho mais bonita. Mas não sou assim. Sou, hoje, mais voltada pro ‘visto o que me dá na telha na hora’ do que pela moda ou outra coisa qualquer. Mas daí eu julgar as outras pessoas pelo que eu penso e quero prá mim não é certo.

Conheci duas meninas, e não vou citar-lhes os nomes pois me envergonharia quando as encontrasse de novo, que quando as olhei imaginei que, ao abrir a boca, delas só ouviria sandices ou inutulidades e futilidades. No entanto, as meninas demonstraram um conhecimento tão grande dos assuntos que fiquei boquiaberta.

Pré julguei, e quase perdi a possibilidade de conhecer as pessoas maravilhosas que conheci.

Peço perdão a elas, mesmo que elas não saibam quem são. Mas eu sei.

E a partir de sábado, tomo muito mais cuidado com meus pré julgamentos.

Foi um baque grande. Mas que serviu prá que eu me conhecesse melhor. E percebesse o grande erro que cometia. Mesmo que sem perceber.

Bom que tudo aconteceu agora. Porque antes tarde do que nunca, não é?

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imagem tirada da internet

Quando meus dois filhos mais novos eram bem pequenos, a menina ganhou um peixinho. Um beta. Muito parecido com este da foto. Ela cuidou muito bem dele, apesar da idade. Aliás, todos os peixinhos que ela teve viveram bastante tempo.

Mas um dia o peixinho morreu. E aí, aproveitamos o momento para falar de morte prás crianças.

Nascer, viver e morrer. Dentro da capacidade deles de compreensão, explicamos tudo.

O nascimento, o tempo de vida e como viver e o fim deste tempo aqui na terra, a morte.

E para que eles captassem bem a idéia da morte, e entendessem toda a sua simbologia, fizemos o enterro do peixinho.

Encapei uma caixinha de fósforos, o peixinho foi colocado dentro, fizemos o cortejo até o fundo do quintal, onde o pai já havia cavado um buraquinho, a Nina fez um pequeno discurso de adeus, e enterramos o bichinho. Com direito a chorinho também.

E foi assim que as crianças tomaram conhecimento da morte. A entenderam. E aprenderam a lidar com ela.

Simples assim.

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Meu filho acaba de sair com o pai prá ir comprar o seu primeiro barbeador. Elétrico.

Deu um nó na garganta, uma emoção sem nome, um que de: já?

Mas ele ainda é um menino, tão novinho. Quase uma criança…

Não, ele não é mais uma criança. Ele já fez 16 anos. Já é um homem. Não completamente formado em toda sua plenitude. Mas já um homem. Já tem barba e bigode, que estão precisando ser aparados, e não por um barbeiro, ou pelo pai. Precisam ser aparados por ele mesmo. Quando sentir necessidade. Quando quiser.

Acho que o sentimento é o mesmo de quando, missão paterna, o pai saiu prá comprar o primeiro absorvente prás meninas.Tantos anos de diferença entre elas, mas a emoção teve o mesmíssimo tamanho.

Aquele primeiro pacotinho, recebido com um sorriso meio encabulado por elas, enquanto nosso coração de pai e mãe batia descompassado.

Ela já não é mais uma menina. Ela agora é uma mulher.

Assim foi nosso debut como pais de um homem especial e duas mulheres  maravilhosas.

Nossas eternas crianças.

Nossos filhos.

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pó de arroz

Ultimamente, como já é do conhecimento de vocês, ando voltando (lentamente) a lidar com maquiagens e afins.

Daí que , naturalmente, procurando o que ainda tinha, encontrei inúmeros itens vencidos. Alguns com vencimento há anos, inclusive. Então, tendo que nos atualizar, fomos às pesquisas.

E agora a descoberta. Ou a gente entende um pouco de inglês, ou fica boiando nos nomes e nas aplicações. Porque maior parte das empresas de cosméticos e tratamentos resolveu que, mesmo estando no Brasil, fica mais bonito (?) chamativo(?) ou sei lá o que, colocar os nomes dos produtos em inglês. Algumas empresas, até, colocam nomes franceses. Mais chique, talvez.

Mas o problema é que daí a gente não entende.

Tudo bem que não precisa continuar com aqueles nominhos chinfrins que dão título a este post. Mas precisa mudar tudo? Prá poder hidratar os lábios (nesta secura de clima), precisa pedir um balm? Um pó solto tem que ser um powder sei lá das quantas? Um pó que também é base agora é Duo qualquer coisa.

Olha, que mudassem os nomes. Eu aceito e até acho legal. Mas precisa ser tudo em inglês ou francês?

Porque assim está ficando difícil, sabe? Prá comprar um simples batonzinho estou tendo primeiro que pesquisar na internet prá entender como pedir e não passar vergonha.

Empresas queridas, por favor. Pensem um pouco na gente que não é bi ou trilingue, ok?

Grata.

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