Coisas que pensei ou gostaria de ter pensado.

Coragem e dignidade

ago 24, 2009 Autor: Beth Pinheiro | Categoria: Solidariedade

Hoje pela manhã, estávamos, meu marido e eu, assistindo ao noticiário. Naturalmente que uma das notícias dizia respeito àquele famosíssimo médico especialista em reprodução humana que se encontra preso sob suspeita/acusação de assédio sexual, estupros, manipulação genética e outros crimes praticados contra clientes que procuraram sua ajuda na clinica de reprodução humana de sua propriedade.

Mas o que quero falar não é a respeito deste monstro, não. Quero falar exatamente das pessoas que foram enganadas e/ou abusadas por este verme.

Meu marido e eu comentávamos sobre a coragem que tiveram estas pessoas que vieram a público, se expuseram, falaram e hoje tem sua revolta ouvida.

Pelo que tem aparecido na mídia, estes casos tem acontecido desde muito tempo atrás. É estranho que,já tendo havido outras denúncias, somente agora as coisas comecem a ser esclarecidas, não é?

Mas novamente, o que me levou a falar aqui, foi uma frase que meu marido falou: “Eu queria ter o dom da escrita, prá mandar uma mensagem prá estas mulheres e homens que tiveram suas vidas manipuladas e abusadas. Queria saber agradecer a eles o que fizeram, dando sua cara a tapa, falando. É muita coragem, neste país, mulheres mostrarem o rosto num caso tão absurdo e doloroso, e também os homens, maridos destas mulheres, que, se ainda estão com elas, acreditaram nelas, lhes apoiaram. E com certeza estão sofrendo junto com elas esta dor.Parabéns e obrigado a eles.”

Meu marido queria ter escrito isto, e como concordo plenamente com ele, falei que não se preocupasse, que eu, com minha voz fraca e pequena, faria isto por ele. Que hoje ainda eu tentaria gritar a todos a beleza da coragem e da dignidade destas pessoas que estão se expondo, e das que já se expuseram, e que talvez nem tenhamos ficado sabendo.

Não gosto de fazer posts em homenagem a pessoas que já faleceram. Gosto de homenagens quando as pessoas ainda estão vivas, prá que possam saber o quanto são queridas e admiradas.

Este meu post é justamente prá estas mulheres e homens que tiveram a coragem de falar, porque, com este ato, quantas outras mulheres terão sido salvas das humilhações? Quantas famílias deixarão de ser desfeitas pela dúvida, pelo que as mulheres poderiam falar? Quantos pais deixarão de olhar pros seus filhos com dúvida?

Gostaria que, embora este médico/monstro tenha muito dinheiro prá gastar com advogados, a justiça seja levada a sério. E seja feita em sua plenitude.

Mas, mais que qualquer coisa gostaria, hoje,de dar parabéns a vocês, mulheres corajosas e dignas, que com seu gesto, ajudaram a salvar muitas outras.

Parabéns.

O Sanduíche

ago 20, 2009 Autor: Beth Pinheiro | Categoria: Comportamento

Até um tempo atrás, frequentávamos uma lanchonete na cidade, que servia um pastel e um sanduíche  maravilhosos. Moramos no extremo sul e a lanchonete fica no extremo norte da cidade. Mas o pastel e o sanduíche de lá compensavam a distância.

Sempre fomos lá pela qualidade da comida e atendimento. Até que o “garoto da cozinha” foi despedido, e os atendentes da lanchonete trocados. Acabou a qualidade, na comida, e no atendimento.

O caso se passou nesta lanchonete. E foi verdade. Inclusive com testemunhas.

Foi numa noite muito fria. Fomos, meu marido e eu, comer um sanduíche. Chegando lá, fizemos o pedido, e ficamos conversando.

A lanchonete fica em frente a uma Igreja. Como era sábado, estava sendo celebrada a missa.

Enquanto conversávamos, observamos um guardador de carros, encolhido num canto, no pátio ao lado da Igreja. Como já era noite, e estava muito frio, pensamos que seria bom oferecer ao homem um sanduiche quentinho, pois isto pelo menos o esquentaria um pouco, e, quem sabe? ele até poderia estar com fome.

Chamamos o atendente, e pedimos um outro sanduíche, com tudo a que tivéssemos direito. Ele estranhou, e perguntou se este deveria vir depois dos outros dois que havíamos pedido antes. Dissemos a ele que não. Que poderia vir logo.

O sanduíche era muito parecido com este.

O sanduíche era muito parecido com este.

E assim ele fez.

Quando os sanduíches chegaram, antes de comermos, meu marido levantou, atravessou a rua, e, numa sacolinha, entregou o sanduíche pro homem.

E daí, a reação. O moço olhou pro meu marido, perguntou o que era, ele falou: um sanduíche assim, assado,pro senhor.

Sabem o que ele respondeu? Não quero não, eu não gosto deste tipo de sanduíche. Desculpe, falou meu marido, o sr. não quer comer? E o homem novamente, não, eu não gosto deste sanduíche.

Meu marido voltou cabisbaixo, e daí o atendente da lanchonete, que havia presenciado tudo, e vendo a nossa cara de decepção, nos falou: Ele é assim mesmo, só come determinados tipos de sanduíche. Não adianta insistir. Ele passa fome, mas é exigente.

Até agora, esta história me pega. Porque já passamos por situações em que um sanduíche daquele, poderíamos recebe-lo como um presente. E agora, que podíamos oferecer a alguém a possibilidade de saciar a fome, fomos “esnobados”.

Foi difícil de entender. Mas hoje passou. Embora, claro, a gente não vá esquecer.

Porque, convenhamos, foi inusitado. Uma situação completamente atípica.

Alguém tentando fazer um carinho, e este carinho  não sendo aceito.

Mas enfim…

Eu tô cheia

ago 13, 2009 Autor: Beth Pinheiro | Categoria: Brasil

Conseguiram me encher o pote.

Que eu já estava cansada do que anda acontecendo atualmente no brasil, todos já devem saber. Até porque, com certeza, você também deve estar muito estressado com tudo. Ou não?

Agora, porém, as coisas estão chegando num ápice que está me deixando sem dormir.

Esta gripe, a suína, está aí com tudo. E não me venha o sr. Ministro da Saúde dizer que tá tudo bem, tudo sob controle, que é óbvio que as coisas não estão.

Como podemos conceber que hoje, em pleno século 21, alguém morra por causa de uma gripe? Ah, mas a gripe normal também mata. Mata, sim, mas será que com a agilidade que esta gripe suína tem mostrado?

Como é que eu posso aceitar que tantas crianças e grávidas estejam morrendo? Com os postos de saúde entupidos de gente. Nos hospitais gente saindo pelo ladrão?

E os srs deputados, solicitando que o posto de saúde da câmara receba doses do remédio tamiflu, porque é “trabalhoso” ir buscar o remédio nos postos (como se eles levantassem suas maravilhosas bundinhas da cadeira prá ir buscar), alegando que o posto atende também o público que frequenta a cas, em caso, claro, de emergência?

Pessoal, então, vamos todos correr pro posto de saúde da câmara. Lá vai ter o tamiflu. Todo mundo que está mal, corre pro posto que os srs. deputados mandarão os médicos lhes atender.

Que é isso? Onde estamos?

Chega.

Chorei a noite por medo que meus filhos estejam com a maldita gripe. Eles nem foram prá aula. Afinal, um tem problemas cardíacos, a outra tem asma. Eu e meu marido também somos cardíacos. Que dizer, estamos todos no grupo de risco.

Pensei em me mudar prá brasília. Mas o cheiro daquela cidade deve estar cada vez mais horrível. Cheiro de podre. De coisa estragada. De carniça.

Quero ir embora deste país. E cada vez mais meu pensamento se firma nisso.

Não quero meus filhos vivendo esta sordidez.É muita podridão. E por que não fico e ajudo a mudar as coisas? Porque estou cheia. Cansada. Horrorizada. E temo pelos meus.

E olha, prá quem notou que escrevi brasil, câmara dos deputados e outras palavras que normalmente se escreve com letras maíusculas, com minúsculas, é porque este país não merece mais o meu respeito. Este vai ser meu grito. brasil.Com letra minúscula, seja no começo, meio ou fim de alguma frase.

País que não merece mais o meu coração, meus melhores sentimentos, meu respeito.

E para aqueles srs, desejo de todo o coração, que a eles, ou a algum dos seus, a gripe lhes pegue, e os faça sofrer por tudo que outros sofreram.

Especial

jul 30, 2009 Autor: Beth Pinheiro | Categoria: Família, Geral

jg p blog

Que papelão (eu acho)

jul 19, 2009 Autor: Beth Pinheiro | Categoria: Comportamento

Vi, li e não gostei. Por isso falo prá vocês.

Como já devem estar carecas de saber, entre quinta e sexta me atualizo com as revistas que chegam à banca.

Para algumas, dou uma atenção especial, outras simplesmente folheio. Pois foi em uma destas que eu leio de cabo a rabo, (embora não seja uma daquelas endereçadas ao público ao qual pertenço), que me provocou um estado de decepção enorme.

Já aviso que não estou questionando a qualidade das fotos, a modelo, as peças de roupa objeto da matéria, etc. O que questiono é a indução que a matéria pode sugerir.

São fotos em que a modelo apresenta lingeries, e a locação é onde? Num estacionamento de caminhões. Falam em sedução, vida bandida e outros que tais.

A revista é direcionada prum publico mais jovem. Aí, pergunto.

Com tanto trabalho que se está fazendo prá ver se diminuimos a pedofilia neste país, e me vem uma revista (que eu li desde o 1º numero) e me faz um desserviço deste? Desculpe, mas estamos vendo tanta propaganda pedindo aos caminhoneiros que se conscientizem deste problema, estamos tendo bastante ajuda deles, e fazem isso?

Depois querem o que, colocando garotas seminuas, em poses sensuais exatamente num pátio de caminhões? Despertando desejos?

Poderiam ter usado outra locação. Pena, pena mesmo.

Aliás, mais que pena. Estou é com raiva, mesmo.

Eu li isto, sim…

jul 10, 2009 Autor: Beth Pinheiro | Categoria: Comportamento

Acabo de me atualizar nos assuntos novelísticos, belezísticos, fofoquísticos e afins contidos nas revistas semanais que chegaram ontem. Algumas também mensais, estas, porém, são um pouco mais sérias, digamos assim.

Mas o que interessa neste momento, estava escrito, eu li, e li duas vezes prá ter certeza. A consulente (que palavra, credo) perguntava o que deveria fazer prá “apimentar” a comemoração pelo aniversário de 10 anos de casamento. Hã? Como assim… Me abana, não estou entendendo.

Será que ela não tem nenhuma idéia?

O que será que ela fez nestes 10 (DEZ) anos?

Se ela precisou pedir ajuda, prefiro nem pensar o que se passou neste tempo. Ou o que NÃO se passou.

Tenho pena. Dos dois.

Dela e do marido.

Ladrão de peixes. (eu queria ter escrito isto)

jun 30, 2009 Autor: Beth Pinheiro | Categoria: Geral

Eu li este texto há meses no DC (Diário Catarinense) e achei tão legal, que guardei prá dividir um dia com voces.

O autor seria Laércio de Mello Duarte, baseado numa história imputada a Rui Barbosa sobre um ladrão de patos. Vamos lá,  à versão manézinha.

“No final do arrastão, quando milhares de tainhas pulavam nas areias da praia, um rapaz surrupiava algumas e já se esgueirava entre a multidão que ali estava, assistindo à bela cena do triunfo dos manezinhos pescadores, quando foi interpelado por um deles, que, largando o balaio na areia, correu e disse-lhe:

Ó, lhó, lhó, rapagi, tás tolo, istepô, intiquento, miserento, disgraçado! Tás querendo uma camaçada de pau, sô amarelo? Num tô ti parando pelo valori das tainha, cadiquê tem peixe a migueli, magi pramode di ti dizê prá ti, caqui na Ilha num tem genti da tua parecença. Si tás brocado e maleixo, tudo bem, é só pedi qui nós dãmu: magi si é a farsafé, e di malinagi prá engabelar e morcegar nós, qui tamo aqui di sóli a sóli, no maió saragaço, ti acarqueto os zóio, ti enfenco a mão nas venta e ainda chamo os meganha prá ti alevá!

O rapaz, ainda meio atordoado, pergunta baixinho:

- Meu caro pescador, afinal, eu levo ou não levo os peixinhos?”

Quem necessitar de tradução, é só falar…

Luluzinha e Bolinha, Mônica e Cebolinha, e euzinha

jun 15, 2009 Autor: Beth Pinheiro | Categoria: Comportamento

Neste fim de semana, como em todos os outros,  eu estava colocando a leitura de revistas em dia (muitas revistas, diga-se de passagem), e me cai em mãos a nº1  da Luluzinha teen.

A Luluzinha era um gibi (palavra antiga, mas para a qual ainda não surgiu uma melhor) do meu tempo. Aquele meu tempo, lembra? Naquele tempo, eram poucas as publicações que podiam ser lidas por meninas. É, tinha disso, sim. A grande maioria era de gibis voltados para o público masculino. Não que a gente não espiasse, às vezes, mas era tudo na maior moita.

Pois bem, a Luluzinha era mais prá nós, as meninas, embora tivesse lá a turma dos meninos, com seu clube secreto e tal.

Bastante tempo depois, começaram a aparecer outros gibis, e finalmente, a Mônica e sua turma.  Eu sempre gostei de ler as revistinhas.

E naturalmente quando começaram a pipocar os gibis com os personagens teen, me joguei na leitura.

E daí?  E daí que fiquei triste.

Com a turma da Mônica, levei um choquinho, por assim dizer. Mas foi somente no início. Talvez por perceber que, como a turminha, meus próprios filhos também cresceram.  Mas as características das personagens foram mantidas. A Mônica continua dentuça, o Cebolinha com o cabelo espetado, A Magali tendo seus arroubos de fome e o Cascão com seu cabelinho de impressão digital, dentre outros da turma.

Todos cresceram, mas mantiveram suas características.

Porém, ah, porém, com a turma da Luluzinha, o papo foi bem outro. Já li em outros blogs algumas opiniões iguais às minhas, assim como li algumas elogiando as alterações. Mas, sinceramente, acho que quem elogiou foi a turma” mais nova”.

Aqueles que viveram a época mais antiga, acho que não gostaram. Afinal, cadê o cabelo enroladinho da Lulu e a  barriga do Bolinha, por exemplo? Aí estava parte da personalidade deles.  Como que a Lulu agora tem o cabelo mais solto? Faz o que, relaxamento? e o Bolinha, sarado, barriga tanquinho?

Me poupe. Este gibi/mangá não deu prá engolir. Parece que fizeram questão de acabar um pouco com a minha infância.

Vou continuar com a Turma da Mônica, eles permaneceram mais autênticos, em que pese todas as modernidades e doideiras pelas quais estão passando. Mais gostoso.

turminha da Mônica, Bolinha e Luluzinha

turminha da Mônica, Bolinha e Luluzinha

Eu achei.

Aliás, quando chega a próxima revista da Mônica teen?

Peraí. Tá bem. Vou ler a próxima da Luluzinha também. Vou tentar. Mas se continuar não gostando, desisto.

Não vou trair minha infância. Me nego a isto.

Quero a Lulu de cabelo enroladinho e o Bolinha, bolinha.

Falei.

Esperança (parte 2)

jun 8, 2009 Autor: Beth Pinheiro | Categoria: Família

Me desculpem a demora em falar sobre o resultado dos exames complementares a que me referi no post do dia 05/03/2009.

Mas a emoção ainda é muito grande. Basta eu começar a lembrar de tudo, e choro. Ainda choro mesmo. Neste momento, por exemplo, já comecei a tremer. Mas vamos lá.

Os exames complementares de meu filho foram feitos. Analisados, confirmaram o que se desejava. O coração de meu filho parou de piorar. Não quer dizer que ele esteja melhorando, ou que agora o mano poderá começar a fazer exercícios. Isto não. E como disse o cardiologista, provavelmente isto não deverá acontecer.

Porém, o fato de não continuar a piorar já é muita, mas muita coisa mesmo.

Os remédios foram suspensos aos sábados e domingos, e até agora tem dado certo.

Prá nós, é como se nosso filho nascesse novamente. Com 15 anos, ele está renascendo.

Hoje, olho prá ele e vejo a real possibilidade da vida. Do renascimento.

E continuo vendo, além de tudo, a maior, a grande possibilidade da fé.

Eu acreditei, acreditei mesmo, e este foi o prêmio que recebi.

Meu filho conosco mais tempo.

Era tudo que eu queria.

E agradeço a Deus e a todos que nos deram força neste tempo todo. Que entenderam nossos momentos de silêncio, de resguardo. Que entenderam as lágrimas por trás dos sorrisos.

E que entenderam a nossa fé. E que, junto da gente, acreditaram também.

Obrigada.

Aquelas duas fotocópias

mai 25, 2009 Autor: Beth Pinheiro | Categoria: Solidariedade

Estava conversando com meu marido sobre pequenos gestos e me lembrei de uma situação que passei há uns quatro ou cinco anos, lá na papelaria.

Naquele dia, o primeiro cliente que entrou na loja foi um rapaz. Talvez uns 25, 26 anos. Após desejar-lhe um bom dia, ele retribuiu meu cumprimento e perguntou, com um olhar muito, mas muito suplicante mesmo, se eu tiraria 2 fotocópias da certidão de nascimento de suas filhas. É que ele tinha conseguido um trabalho. Deveria começar naquele dia. Mas precisava da certidão das meninas prá apresentar ao novo empregador. E ele me explicou que, se não apresentasse as certidões, ele não poderia trabalhar, porém, se pagasse pelas cópias, as meninas não comeriam pão naquele dia. (e me pareceu que aquele seria o único alimento do dia prá elas).

Sinceramente, ele não precisaria ter me justificado nada. Só pela forma como me pediu as cópias, eu já as tiraria sem cobrar. Mas ele fez questão de explicar, e me disse: “moça, quando receber meu primeiro salário, passo aqui prá lhe pagar, faço questão”.

Naturalmente fiz as cópias, ele me agradeceu muito e saiu. Passou o dia, a semana, o mês.

Eu nem me lembrava mais do fato, e eis que entra na loja um rapaz com um olhar feliz. Sabe quando você acha que conhece a pessoa, mas não sabe de onde? Foi isso que senti. Aí ele falou: “Lembra de mim? A senhora fez 2 fotocópias da certidão de nascimento de minhas filhas, há um mes. Hoje recebi o pagamento, vim pagar. E me entregou uma moeda de R$ 0,25″. (na época, a cópia era R$ 0,10, cada).

Sabe quando você perde o chão? Ele voltou prá me pagar 20 centavos. E não queria o troco. Embora eu tentasse convencê-lo do contrário, ele pagou. E mais, no dia seguinte, foi levar-me um vasinho com uma plantinha que sua esposa tinha preparado especialmente prá mim.

Foi uma emoção tão grande, que a sinto até hoje.

Vez por outra o rapaz passa na frente da loja e quando me vê, entra e conversa um pouquinho. Me fala sobre as meninas, sobre a esposa, me fala da casinha que está construindo.

E me agradece sempre pelas duas fotocópias.

R$ 0,20 que mudaram e, talvez, salvaram quatro vidas.

Simples assim.

R$ 0,20.

Página 2 de 10123456...Last »