Já faz um tempo razoável que eu pretendia me comunicar mais diretamente com algumas pessoas. Aquelas com as quais estou me identificando muito, ultimamente. Afinal, passei dos 50, e não foi bem ontem, foi há 3 anos.

Então, é mais ou menos deste tempo o desejo de escrever prá nós.

Prá nós, que vivemos todas as maravilhas dos anos dourados. Que ouvimos Beatles e Bee Gees, Elvis Presley e Roberto Carlos. Dentre outros.

Prá nós que usamos calça calhambeque, ou similar. Tomamos cuba libre (escondidas, porque isto não era prá meninas de família). Fomos às matinês ver John Wayne. Adorávamos o Tarzan, e aquela sua tanga absolutamente indecente (prá época,claro).

Prá nós, que como ninguém, sabemos até hoje fazer um olho “gatinho”, com aquele risquinho dando uma voltinha. Prá nós, as precursoras do delineador e do rímel que borravam só de a gente rir. Prá nós que  (atire a primeira pedra quem nunca usou), nos perfumamos com o toque de amor ou charisma, da avon. Ou usou o esmalte mestiça, da Risqué.

Prá nós que usamos aqueles soutiens mais armados e bicudos que o da Madonna. Que usamos aquele absorvente que até hoje denomina qualquer absorvente, o Modess.

Poderia nominar e descrever muitas das coisas pelas quais passamos. E tudo foi muito bom, mesmo o que não tenha sido, necessariamente.

Mas principalmente, este blog vai tentar nos ajudar a  realizar o que  sonhamos, continuar a ser o que somos e entender o que ainda poderemos ser.

Muito bem vindas. (claro, os semidosos também).

Aguardo vocês.

Beijão.

Nestes últimos dias, precisei acompanhar uma parente próxima que precisou ficar internada num hospital.

Decididamente depois destes dias, passei a valorizar muito as pessoas que acompanham enfermos em geral.

Foi uma experiência que eu diria, nada agradável. Talvez por causa da minha idade (porque sempre fui escalada nestas situações, pela minha facilidade em ficar alerta, mesmo no período da noite), desta vez a coisa foi braba.

Foi muito ruim, mesmo.

Mas andei questionando a turma da enfermagem (pessoal muito desvalorizado, que não tem o reconhecimento que merece, diga-se de passagem), e até estas pessoas falavam a mesma coisa. Praticamente todos que ficam internados ficam muito chatos.

Quem eu estava acompanhando, também ficou, e muito.

Naturalmente que às vezes a chatice vem da própria debilidade física, que gera também uma debilidade emocional. Mas muitas vezes não é isto. A internação só faz exacerbar o que a pessoa é.

Caramba. É como se não existissem outras pessoas no mundo, e que o problema de cada um seja sempre maior do que o do outro.

Sim, já fiquei internada, e muitas vezes. Muitas mesmo. Mas eu sempre evitei me sentir a mais sofredora das pessoas, até porque acho que o meu problema sempre é menor que o do meu vizinho do quarto ao lado. Mesmo que muitas vezes não seja.

Já estive em UTI, sei o que é. Mas mesmo lá, mesmo estando completamente entregue a tubos, sempre tem alguém pior que a gente.

E se pensarmos que vamos ficar bem, aconteça o que acontecer, já teremos andado meio caminho para a cura. Ou pelo menos para a melhora.

Quem se entrega tem mais chance de ficar pior. Porque o organismo não reage. E nem a cabeça.

Eu não me entrego. Nem sob suspeita de câncer. O que não ocorreu somente uma vez, na minha vida. Mas sigo firme.

Sempre achando que, aconteça o que acontecer, amanhã o dia será bem melhor. E o outro, melhor ainda.

Sempre otimista.

Sempre olhando prá frente.

Sempre olhando pro alto.

E sempre agradecendo a Deus.

Até.

Hello world!

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Sempre disse que não gosto de shopping. Não gosto de supermercado (hiper, então, nem pensar). Não gosto de fazer compras.

Mas ontem resolvi me desarmar, e ir às compras.  Marido, filhos e eu.

E não é que foi bom?

Passamos incríveis quatro horas experimentando roupas. Isto mesmo, quatro longuíssimas horas entrando e saindo de provadores. Foram calças, camisetas, camisas, vestidos e até sapato.

Não, não foram compras fúteis. Os tempos não estão prá isto. O meu tempo e o meu dinheiro, pelo menos, não.

Foi necessidade mesmo.

A gente aguentou até onde pode. Mas quando alguém não identifica direito se a camiseta é cinza claro ou cinza desbotado, opa epa.  E o marido tendo que frequentar lugares mais formais em função da profissão, chegou a hora de rever conceitos.

Gosto de usar as roupas e sapatos até que cheguem no limite. E este limite tanto pode ser o desgaste natural das fibras, quanto o limite do corpo. Isto é, se a gente emagrece, aperta a roupa e tudo bem. Mas se a gente engorda (o que é muito comum depois dos 50 anos), fica muito difícil emagrecer. E alargar roupas nem sempre é possível. Este é o limite do corpo.

Nossa tarde foi boa.

Eu, particularmente, precisei provar somente tres peças, das quais só comprei uma. Mas ficou linda.
Os outros passaram bastante tempo provando.

Depois de tudo, um lachinho muito gostoso, com tudo a que todos tinham direito.

Uma tarde inteira em família, comprando roupas, comendo, andando (todos chegamos com os pés doendo em casa), foi uma coisa maravilhosa. Temos sorte por poder fazer isto numa quinta feira. Não são todos que podem fazer isto. Que bom que pudemos fazê-lo.

Todos dormimos cansados, mas a partir de ontem, acho que comecei a ver sessões de compras com outros olhos.

Acho que vou visitar shoppings mais vezes.

Me aguardem.

Já falei que agora estou no twitter também.

Por enquanto só observando o comportamento do povo. Lendo o que e como escrevem.

São bem poucas adições, tô indo bem devagar. Aliás, bem devagarinho, mesmo.

É gozado, pessoas que a gente não conhece, nem sabe que existe (naturalmente) te pedem a adição.

Como sou meio chata, a primeira coisa que observo é como a pessoa escreve. Sem discriminação por causa do português, não. Eu aceito até o internetês. Só não aceito português muito errado. Sempre tenho a impressão de que, se alguém escreve muito errado, é porque também pensa muito errado. Coisa minha.

Mas o que interessa hoje é a internet. Ou tudo que podemos absorver de bom através dela. Como o orkut, por exemplo, onde a gente pode encontrar amigos ou conhecidos que não encontramos há muito tempo. Eu mesma já localizei pessoas que eu jamais poderia rever não fosse o orkut. Outra coisa é este tal de twitter. Li sobre ele, não entendi bulhufas, pedi a ajuda da minha filha, e hoje já começo a utilizá-lo.

Mas só pude fazer isto porque alguém com muita, mas muita paciência mesmo, conseguiu me colocar no ar. Foram passos explicados uma, duas, tres, até quatro vezes. Bem devagarinho. Passinho por passinho.

Se eu fosse me aventurar sozinha, teria sido impossível.

Por que, pergunto eu, quando aparece uma novidade na internet, não aparece alguém atrás com uma explicação simples, básica, para que nós, os lesadinhos, possamos usar as ferramentas?

Parece que hoje, tudo é pensado prá quem já entende bem de tudo na internet.

Mas e nós? Nós que não entendemos muito, como ficamos?

Eu tenho quem me ajude. Alguém, como já falei, com muita paciência. (ou muito juizo, talvez).

Mas, e quem não tem?

Hoje entrei prá mais uma nova tecnologia.

Entrei no twitter.

No fim de semana li uma reportagem sobre twitter numa destas revistas semanais ditas sérias, e não entendi lhufas. Pedi explicações a quem de direito (minha filha mais velha, que aliás, ganhou novamente um prêmio numa promoção de frases), consegui entender, pelo menos o básico, que o resto a gente vai entendendo à medida que vai usando, e lá estou eu.

Agora, além destas coisitas que penso e coloco aqui, teremos notícias breves, ou mais urgentes, caso sejam.

E quem, por acaso, quiser me mandar notícias também, esteja à disposição.

Hoje, vou tentar aprender mais.

Depois conto mais coisas prá quem eventualmente estiver interessado.

Até.

Moro em frente ao mar. Numa praia linda.

Sol nas janelas, brisa e cheiro do mar, aquele barulhinho de ondas quebrando embalando meu sono.

E uma lua que quando está cheia, me faz a gentileza de se colocar em frente a minha janela.

Esta descrição parece começo de romance água com açúcar, mas juro, é o meu lugar.

Hoje, por exemplo, 16 de setembro de 2008, mais ou menos 20.30h (meu relógio está sempre errado e outro dia explico) e a lua está esplendorosa.

Está frio, mas vale a pena ficar na sacada olhando prá ela, refletindo num mar que parece uma piscina, com a superfície da água tranquila. É de enlouquecer.

E lembrar do Criador de tudo isto.

Agradeço diariamente a Deus por esta criação maravilhosa.

Embora tenha eu medo do mar, olhar prá ele, principalmente com a lua refletindo, é como ficar olhando uma obra de arte pendurada em minha janela, e sabendo que a obra que estou admirando é a mais perfeita que existe.

Sem erros. Sem nada a ser reparado. Perfeita.

E esta lua.

Ah, a lua.

Que continue a ser cantada em verso e prosa, que ela merece.

Deixei passar um tempinho, depois do carnaval, prá não dizerem que estou perseguindo alguém.

Quando eu era beeem pequena, gostava de carnaval, daqueles de salão, as famosas matinês. Eu ia normalmente com minha tia, a queridíssima tia Cléa. Ela ia nos bailes da AABB e levava, junto com os três filhos, todos os sobrinhos que conseguia enfiar no carro. Era maravilhoso. Ela nos pagava até lanche. Sandubas e refris. Muitas das vezes, balas, chocolates e tudo que poderia agradar ao nosso paladar da crianças. Foi uma época muito legal.

E os bailes eram outra coisa. Aquelas marchinhas eternizadas na voz de grandes cantores… Músicas que até hoje estão na boca do povo.

Mas eu sempre gostei também de ver os desfiles de escolas de samba pela televisão. Como tenho claustrofobia e outras fobiazinhas mais, prá mim, mais de dois é multidão. Então, ir a um sambódromo, nem pensar. Fico mal só de pensar. Então, desde sempre, o negócio é acompanhar pela televisão.

Vejo os desfiles até aguentar. O que não consigo ver no dia, vejo o compacto depois, no outro dia. Que sempre passam um compacto.

Também fico estática na frente da televisão aguardando a apuração do resultado prá saber quem foi a campeã do ano. Não torço por nenhuma em especial, todo ano mudo. Sou politicamente correta. Acho. Torço pela que eu achar que foi melhor no ano. E torço mesmo. Gritando, aplaudindo votos, sofrendo junto com a comunidade que escolhi.

Mas últimamente, uma coisinha tem me chamado atenção.

Vocês já repararam nas mãozinhas das passistas atuais? Por atuais quero dizer estas que foram descobertas mais recentemente. Estas que vivem esculpindo o corpo em academias e/ou consultórios médicos.

Vocês já prestaram atenção nas mãos delas?

Praticamente todas tem a mesma postura de mãos e dedos.

O mindinho sempre flexionado para cima, como a mostrar uma feminilidade e uma leveza que muitas vezes o corpo cisma em não acompanhar.

As passistas, rainhas de bateria, madrinhas etc, até algum tempo atrás não tinham esta mesma preocupação, e no entanto, sambavam com uma leveza absolutamente natural. Vejam, só por exemplo, a Luiza Brunet e a Luma de Oliveira. Ambas mantem a mesma postura de mãos e se mostram levinhas, levinhas. Mesmo que uma foto ou outra mostre um pouquinho daquela celulite que insiste em não abandoná-las. Quanto às garotas que eu denomino “fabricadas”, não tem jeito. Parece que todas aprenderam a sambar vendo o mesmo vídeo. Todas rebolam do mesmo jeito. Todas olham do mesmo jeito. Todas sorriem do mesmo jeito.

Ver uma, é ver quase todas. Até as pernas abundantes de músculo, porque este ano, por exemplo, foi das musculosas. Porém, quem mais apareceu, foi exatamente quem tinha menos músculo, como a Paola de Oliveira, por exemplo.

Tudo bem, buscar um aprendizado maior, buscar outras fontes de conhecimento, ok.

Mas precisava ser todo mundo no mesmo lugar?

Precisava ser tudo clone?

Precisava?

Esperança

Não poderia deixar de partilhar com todos a felicidade que estamos sentindo hoje.

Acho que Deus confia muito em mim, pois me mandou três filhos com algum tipo de problema mais sério de saúde.

Temos problemas para todos os gostos, e de todas as ordens e intensidades.

Mas alguns chamam mais a atenção, mesmo que não sejam, necessariamente, mais difíceis de resolver do que outros. Alguns são insolúveis, pelo menos por ora, pelo que se conhece até hoje na medicina.

Mas eu sempre fui extremamente positiva. Sempre fui muito esperançosa. Mas, principalmente, sempre tive muita fé. E é o que sempre falo a todos. Nada como uma fé cega, inconteste.

Ontem fez um mês, exatamente, que um exame oftalmológico no meu filho (ele deve fazer este exame a cada cinco ou seis meses), constatou que, depois de 13 anos de perda constante na visão, ela deu uma boa estacionada. Pela primeira vez, o grau das lentes não aumentou. Dá de imaginar a nossa alegria, não dá?

Pois então, ontem, um mês depois daquele diagnóstico, fomos ver como andava a parte cardiológica.

E nova surpresa, absolutamente inesperada e muito feliz.

Novamente, depois de 6 anos de medicação diária para manter o coração regular, a dosagem do remédio não aumentou. Pelo contrário. Se os resultados dos exames complementares confirmarem, vamos tentar começar a diminuir a dosagem do medicamento.

Vitória. Da esperança. Da fé.

Porque, segundo me falou o cardiologista, isto não era esperado. Mas aconteceu.

Na hora que o cardio começou a falar, comecei a tremer, e deve ter sido bem visível, porque ele sorriu. E era um sorriso feliz. Era um sorriso me dizendo da vitória. Que inesperada, mas não impossível.

Prá quem acredita. Prá quem tem fé.

Como eu. Como a nossa família.

Devo pedir desculpas a vocês, que eventualmente me leem. Não foi por querer que andei tanto tempo afastada.

É que meu notezinho deu pane, ou pânico, visto que foi na minha mão. Algo com a tela. Branqueou tudo. Depois de um tempo razoável, porém com atendimento muito bom por parte da autorizada, tudo está resolvido.

Talvez alguém me pergunte: “E por que não usou o computador do marido ou dos filhos?”. Porque tenho medo. Um medo danado de detonar os computadores. Porque, modéstia à parte, sou especialista nisto. Já consegui queimar dois aparelhos de fax, um na Bahia e outro aqui mesmo. Lá, liguei com a tomadinha no 220v, mas lá é 110v. Aqui, tentei ligar junto com outro aparelho num “T”, e parece que os plugs se tocaram, e adivinhem? Buum, de novo.

Aliás, minhas experiências com aparelhos eletro eletrônicos destruidos não é exatamente recente. Já tive problemas com um secador de cabelos (buuum). Televisores só ficam ruins quando eu ligo. E, talvez o pior, fora meu notezinho, é claro, uma máquina de xerox. Eu já consegui me atrapalhar com uma máquina de xerox.

Hoje sou traumatizada com máquinas e equipamentos. Temos uma máquina de bottons e outras de silk screen que eu opero, mas com um medo danado. E olha que estas máquinas são robustas, exatamente. É tudo bem pesado. Mas tenho medo.

E é por isto que não escrevi em outro computador.

Não foi por falta de vontade, não.

É que o  medo falou mais alto. Já pensou se detono os trabalhos de meu marido? Ou os jogos, fotos, musicas, tarefas, dos filhos?

Deus me livre. Antes eu que eles.

Se era prá sentir falta de escrever, sempre primeiro eu, eles não.

Bem vindos, então, novamente.

E obrigada prá quem me esperou.

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