Mania de qualificar as pessoas? Ou seria preconceito?

Por estes dias, está ocorrendo aquele evento famosíssimo de moda.

Daí, lê-se as notícias sobre os chiques, os famosos, os ricos, os poderosos e as figuras que desfilam.

E a gente começa a ler coisas como: “Fulana, transexual, irá desfilar pela grife tal…”, ou “Sicrano, astro de H, trouxe a família..”, e coisas do gênero. E em muitos outros comentários, percebe-se, lá no fundinho, aquele preconceito velado, aquela coisa que as palavras, mesmo bem escolhidas, deixam à mostra.

Que me importa se a Fulana é transexual, bi, tri, homo? Ela está aqui prá desfilar, certo? Desfila bem? Então porque simplesmente não falar da forma como ela desfila, de como apresenta uma roupa? Por que dar a ela a qualificação sexual? Isso fgaz diferença na qualidade do seu trabalho?

Estou me atendo neste post mais a qualificação sexual que as pessoas impõem a outras. Mas isso se aplica a muitas situações. Muitas vezes uma pessoa deixa de ser valorizada pelo que faz, pelo que pensa, pelo que é. Tudo em função de um título que lhe é dado para descrevê-la.

Não estou falando aqui de profissões/ocupações. Se alguém é bibliotecário, fisioterapeuta, juíz, gari, motorista, isto é outra coisa.

Prá mim, as pessoas são o que são. E ponto. Sem titulos desnecessários…

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