Eu acredito em papai noel

Besteiras à parte, creiam-me, eu acredito em papai noel.

Não, decididamente, não acho que Natal deva ser uma data voltada únicamente a presentes, comilança, abraços e confraternização na empresa.

Natal prá mim é a celebração do nascimento Daquele que me mantém em pé, que me sustenta nas quedas, Aquele prá quem eu peço socorro, e a quem muitas vezes esqueço de agradecer por tanto amor. Natal, enfim, é a celebração máxima do amor incondicional.

Mas, eu também acredito em papai noel.

Sou daquelas que não podem ver um papai noel que se abala e embala. Porque atrás de qualquer papai noel sempre vem uma criança, e muitas vezes aquelas musiquinhas chatinhas, às vezes, mas das quais a gente sente uma falta nos outros meses do ano…

Prá mim papai noel é sinônimo de infância, de inocência, de ternura.

Quando a gente é criança, papai noel existe. Exceto, e eu sinto muito por isto, práquelas cujos pais acham que crianças não devam ter  “ilusões”. Alguns pais acham que uma decepção futura não vale a pena prá criança. Mas quando nós, pais, conduzimos tudo com naturalidade, as coisas se encaixam e se resolvem naturalmente.

Acho que foi isto que aconteceu comigo.

As coisas lá na casa de meus pais foram sempre tão bem resolvidas, que  a lembrança que ficou foi a desta entidade gostosa, bonachona, feliz, chamada papai noel.

De minha parte, nunca embolei o meio de campo. E papai noel  sempre foi papai noel. O sentido verdadeiro e cristão do Natal, sempre foi o que mais importava.

Meus filhos também passaram por tudo com tranquilidade.

E eu continuo acreditando naquela figura grande (como eu, ihihih), naquela roupa vermelha e alegre (que alguns moderninhos querem trocar por verde, benza Deus), continuo acreditando naquela risada feliz e no simbolismo de solidariedade que ela traz em si.

Sou meio criançona, embora já seja mãe, quiçá quase avó.

Vou continuar correndo atrás de papai noel, ganhando balinha (embora também as venda em minha lojinha), porque, decididamente, balinhas de papai noel são sempre as melhores, mesmo que sejam iguais as que já tenhamos nas mãos.

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