Começou a gincana novamente

No colégio dos meus filhos menores, todo ano eles realizam uma gincana.

A gincana é muito legal. Na verdade são duas. Uma para os alunos até a quarta série, e outra para os maiores. Meus filhos já estão nesta segunda. Mas desde pequenos participam.

A gincana dos pequeninhos é muito interessante. São jogos, brincadeiras, mas sem esquecer o aspecto educacional e de fazer o bem. Desde pequenos eles aprendem que, além de se divertir, podem estar ajudando pessoas que não tiveram oportunidades como as que eles tem. E é muito legal ver o empenho das crianças.

E a gincana dos grandes, então? É muito bom participar. Aqui em casa a gente se envolve mesmo. Talvez por serem dois participando, a empolgação seja maior.

Como eu sou meio metida (só meio? perguntariam meus filhos), não vou ao colégio, participo nos bastidores, fazendo bandeiras, enfeites, indo atrás das doações, dando idéias. Se eu for até a escola, acabo mandando em tudo, o que é absolutamente desaconselhável, visto que um dos objetivos é a interação entre os alunos.

Como já falei anteriormente, tal qual na gincana dos pequenos, nesta também, além dos testes de conhecimento, agilidade física, estratégia e outros, há um aspecto muito bonito. Todos os anos, são arrecadados muitos, mas muitos quilos mesmo de alimentos. Até um tempo atrás também havia o recolhimento de roupas. Ano passado não teve, mas em compensação o que os alunos conseguiram de alimentos e cobertores foi uma coisa absurda.

Mas, naturalmente, por se tratar de um colégio particular, sempre há aqueles que deturpam tudo.

Já falei que tenho uma papelariazinha. Pois bem, há uns anos atrás, no dia da carreata que encerrava a gincana, uma das equipes teve seu ponto de reunião exatamente na frente de minha loja. (não era a equipe dos meus filhos). Estava tudo muito bonito, tudo que caía no chão, os garotos recolhiam. Até porque isto fazia parte da prova. Não poderia haver resto de sujeira na via publica.

Pois bem, entra uma madame na loja, faz o pedido do que queria comprar, e começa a soltar o verbo contra a escola. contra os garotos, contra tudo.

Coisas tipo “eu conheço escola particular, as doações vão todas prá eles mesmos, a comida eles ficam prá eles, a sujeira depois pagam alguém prá limpar, e olha o som” (ótimo, diga-se de passagem) e outrasbesteiras do tipo.

Foi quando entrou um dos alunos e me pediu alguma coisa, não lembro o que, e a mulher exigiu, isto mesmo, exigiu que eu mandasse o garoto se retirar. Não deu de aguentar, não. Afinal, mandando o garoto se retirar da minha loja, seria quase como mandar meu filho embora. Afinal, mesmo que em outro ponto da rua, ele também estava participando. Nesta hora, a baiana rodou. A pessoa ouviu o que quis e o que não quis. Falei da grandeza da ajuda. Falei de quantas famílias na cidade seriam beneficiadas. Falei que o que ela dizia era mentira, pois varias vezes eu estava no colégio quando as cestas básicas e as roupas eram distribuidas.

Eu sempre vi agradecimento nos olhos das pessoas que recebem as doações. Tudo é feito de forma organizada. Há um cadastramento das famílias, a distribuição é com muita ordem, sem atropelos.

Eu participo, e minha família também. Meus filhos pedem doações aos avós, aos tios, a amigos.

É por uma excelente causa. Por eles mesmos e pelos outros.

Eles, por se aproximarem mais dos colegas e os outros por poderem receber um pouco de carinho e atenção.

São entusiasta desta gincana. E mesmo quando meus filhos já não estiverem mais estudando no colégio, vou tentar continuar participando.

Participem também, se puderem. Ou pelo menos torçam para que a gincana continue o sucesso que tem sido.

E que a equipe dos meus filhos ganhe de novo. ( só prá variar um pouquinho, eheheheh).

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