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	<title>Não nasci ontem &#187; Televisão</title>
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		<title>Qual é mesmo o idioma das novelas?</title>
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		<pubDate>Tue, 05 May 2009 05:14:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[língua]]></category>
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		<category><![CDATA[sotaque]]></category>

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		<description><![CDATA[Sem querer querendo, como diria o Chaves (que eu adoro), volto ao assunto novelas. Não assisto, ou por outra, não acompanho. Não gosto, e como sou extremamente ansiosa, ficar todo dia sentada em frente à tv esperando para ver situações que eu sei como vão acabar, não consigo. Porque, por mais que o autor coloque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sem querer querendo, como diria o Chaves (que eu adoro), volto ao assunto novelas.</p>
<p>Não assisto, ou por outra, não acompanho. Não gosto, e como sou extremamente ansiosa, ficar todo dia sentada em frente à tv esperando para ver situações que eu sei como vão acabar, não consigo. Porque, por mais que o autor coloque lágrimas e risos nas situações, a coisa termina do mesmo jeito. O mocinho com a mocinha, o bandido preso ou morto, o filho aceita o pai, ou vice versa, e por aí vai. Não tenho paciência prá isso. Prefiro ficar com meus quebras cabeça. (tá certo assim?)</p>
<p>Mas quando a gente passa em frente à tv e vê um excelente ator, como o Tony Ramos, por exemplo, não tem como parar. Então, volta e meia, vejo alguma coisa. E daí? Daí que sempre reparo no jeito como os personagens falam.</p>
<p>Neste momento mesmo, estão reprisando uma novela com uma personagem nordestina, mas que já está no Rio há muito tempo. Porém, ah, porém, em que pese a maravilhosa atuação da atriz que encarna a nordestina, alguém lhe &#8220;ensinou&#8221;(?) um pseudo sotaque nordestino que eu nunca vi em nenhum dos lugares do nordeste em que morei. E olha que não foram poucos. Nunca vi nem ouvi uma coisa tão grosseira.</p>
<p>E outras novelas seguiram na mesma rota. Em compensação, novelas que teóricamente se passam em outros países, nos trazem personagens que falam a mesma língua. Viajam de lá prá cá, daqui prá lá, e todo mundo se entende perfeitamente. O oriental se entende perfeitamente com o brasileiro, que se entende perfeitamente com o russo, que se entende perfeitamente com o português, que se entende perfeitamente com o chinês, e por aí vai.</p>
<p>Ninguém tem nenhum sotaquezinho. Nenhum. Bom, pode ser que alguém tenha se tocado dos vexames do passado.</p>
<p>Mas mesmo assim, fica muito estranho ver povos tão diferentes entre si, com cultura e situação tão distintas se comunicando tão perfeitamente, porque nunca, mas nunca mesmo, vi algum personagem que encontrasse alguma dificuldade de comunicação com outro, estejam eles onde estejam, falem a lingua que falem.</p>
<p>Êta povo inteligente este de novelas. São todos poliglotas.</p>
<p>E põe poli nisto.</p>
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		<title>Mocinha de novela não lava louça</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 06:15:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[louça]]></category>
		<category><![CDATA[mocinhas]]></category>
		<category><![CDATA[novelas]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei vocês, mas eu reparei. Como não sou muito chegada em novelas, nas vezes em que vejo, sou extremamente crítica. E uma coisa tem me intrigado. Mocinha de novela, não lava louça. Também não varre casa, e nem arruma camas. Mocinha de novela, no máximo, afaga o filho, ou dá uma bronca, daquelas bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei vocês, mas eu reparei.</p>
<p>Como não sou muito chegada em novelas, nas vezes em que vejo, sou extremamente crítica. E uma coisa tem me intrigado.</p>
<p>Mocinha de novela, não lava louça. Também não varre casa, e nem arruma camas.</p>
<p>Mocinha de novela, no máximo, afaga o filho, ou dá uma bronca, daquelas bem politicamente corretas.</p>
<p>Uma das pouquíssimas mocinhas que eu vi fazendo alguma coisa foi a Isaura, a escrava Isaura, que no caso, tinha que fazer ou fazer, afinal, era uma escrava.</p>
<p>Mesmo aquelas mocinhas pobres, bem pobres mesmo, passam o dia chorando, ou suspirando pelo mocinho rico, ou num computador, porque hoje, todo mundo de novela navega na internet.</p>
<p>Ninguém ajuda o pai ou a mãe.</p>
<p>Aliás, um aparte. Onde os cenógrafos se inspiram prá fazer as casas pobres de novela? Ou do interior do nordeste? Ou do interior do país?</p>
<p>Porque toda casa é pintadinha, tem cortininha combinando, louça completa e bonita pro almoço ou café da manhã,</p>
<p>Na minha casa, se tiverem mais de seis pro almoço ou pro café, pronto. A louça na mesa vira um carro alegórico. Todos os modelos ou cores possíveis. As cortinas já estão ficando meia boca.</p>
<p>Mas em novela, não. Pode ser a casa mais pobre que for, e tá tudo bonitinho.</p>
<p>E voltando às mocinhas.</p>
<p>Nas novelas, elas são sempre lindinhas, corpo bonitinho, cabelos esvoaçantes, dentes perfeitos&#8230;E trabalhar que é bom, nada.</p>
<p>Ah, tá, normalmente as heroínas são menores de idade. Certo, então também não podem estar em baladas, festinhas até altas horas na casa do mocinho. Elas não podem trabalhar o dia todo, ok, senão não teria assunto pro dia a dia da novela.</p>
<p>Mas lavar um pratinho? Arrumar sua caminha (com aquela indefectível colcha rosa dos cenários), por que não?</p>
<p>Atenção, atenção. Não estou falando sobre todas as mocinhas, em todos os canais.</p>
<p>Além da Isaura (óóóó, buá buá, buá), lógico que outras houveram que fizeram alguma coisa, assim como já vi casas muito bem retratadas. Mas no geral, sinto muito, mas o mal feito é predominância. Infelizmente.</p>
<p>E esta é uma das razões pelas quais não assisto novela.</p>
<p>Eu não aguento estes deslizes, que parece, estão lá testando meu senso crítico.</p>
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		<title>Propagandas e outros que tais com probleminhas básicos</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 16:24:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Televisão]]></category>

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		<description><![CDATA[Novamente, pessoal, peço desculpas por ser chata. Mas sabe o que é? Eu estava vendo televisão, e andei percebendo uma coisa que acontece repetidamente nas propagandas, principalmente. Sejam elas na televisão, ou impressas. Na verdade, isto acontece também em novelas, filmes e outros programas. Vocês já repararam que muitas, mas muitas vezes mesmo, quando alguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Novamente, pessoal, peço desculpas por ser chata.</p>
<p>Mas sabe o que é?</p>
<p>Eu estava vendo televisão, e andei percebendo uma coisa que acontece repetidamente nas propagandas, principalmente. Sejam elas na televisão, ou impressas. Na verdade, isto acontece também em novelas, filmes e outros programas.</p>
<p>Vocês já repararam que muitas, mas muitas vezes mesmo, quando alguém está usando um notebook nas situações que falei acima, ele está sendo usado em cima de uma cama?</p>
<p>Mas peraí. Quando ganhei o meu, é, ganhei, veio junto um manualzinho de instruções.</p>
<p>Eu, ao contrário da maior parte das pessoas, adoro ler um manual. E, naturalmente, li o do meu notebook também. E lá estava escrito: manter as saídas de ar liberadas, para que não ocorra um superaquecimento inteno, o que viria a prejudicar o funcionamento do aparelho. Falam inclusive nas temperaturas máxima e mínima ideais para a perfeita conservação do aparelho.</p>
<p>Pois bem, como então nas cenas que a gente observa costumeiramente, o notebook está bem acomodadinho entre cobertas e/ou lençóis? Normalmente, não dá de ver se o aparelho está ligado ou não, mas seja como for, fica o exemplo, ou por outra, o mau exemplo, ou não é?</p>
<p>Quem vê a propaganda, ou as outras situações,e não leu o manual de instruções, pode achar que, se o pessoal usa assim (na cama) então tudo bem. E muita gente compra um notebook pela facilidade em usá-lo. E usa errado. Bem errado, diga-se de passagem.</p>
<p>Na minha opinião, quando alguém propõe o uso de notebooks na televisão ou em revistas, deveria se preocupar com estes detalhes. Afinal, televisão e revistas são veículos de muita influência. Não custava muito colocar o aparelho sobre uma pataforma, ou fazer alguma observação sobre a ventilação, sei lá.<br />
Mas acho que seria de muita utilidade.</p>
<p>Afinal, notebook não é um aparelho exatamente barato. E se as pessoas ainda não se acostumaram a ler os manuais, por que não dar uma dica rápida?</p>
<p>Ou que pelo menos que não se mostre as coisas de um jeito errado.</p>
<p>Já ajudaria muito.</p>
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		<title>As propagandas e eu</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 23:57:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Televisão]]></category>

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		<description><![CDATA[Acho que ainda não falei, mas não gosto de novelas. Acho profundamente maçante, chato, mesmo. Mas por força de meu trabalho (junto da papelaria funciona uma revistaria), leio a capa de toda revista que chega. Então, acabo sabendo tudo que se passa nas novelas meio por informações de tangente. Mas gosto muito de televisão. Sou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que ainda não falei, mas não gosto de novelas. Acho profundamente maçante, chato, mesmo. Mas por força de meu trabalho (junto da papelaria funciona uma revistaria), leio a capa de toda revista que chega. Então, acabo sabendo tudo que se passa nas novelas meio por informações de tangente.</p>
<p>Mas gosto muito de televisão. Sou viciada em noticiários. Vejo todos que consigo. Controle remoto na minha mão não tem sossego. Fico de lá prá cá o tempo todo.</p>
<p>E uma coisa que me atrai muito, e sempre foi assim, é as propagandas. E ultimamente, infelizmente, tenho ficado meio triste com o pessoal da criação e/ou marketing.</p>
<p>Sei que um Olivetto não aparece todo ano, mas tenho certeza que a capacidade criativa dos brasileiros vai além do que se está vendo ultimamente. Tô achando as coisas meio pro repetitivas.<br />
 <br />
Criou-se um padrão prá cada segmento publicitário, ou pelo menos é isto que está parecendo.</p>
<p>Para propaganda de cerveja, bar e mulher bonita. Prá carro, velocidade e mulher bonita. Prá Banco todo mundo subindo na vida, e fazendo caras e bocas de muita inteligência. Telefonia móvel, paisagens e todo mundo falando de outros países ou lugares inacessíveis, sempre.  E por aí vai.</p>
<p>Aí, me bate uma saudade daquelas propagandas de antigamente. Em que a gente entendia o recado só de ouvir as musiquinhas que, diga-se de passagem, grudavam que nem chiclete&#8230;</p>
<p>Hoje tem propagandas que eu não entendo onde querem chegar. E não me considero tão burra assim. E aí, pergunto prá outras pessoas e elas também não entenderam. Então não sou só eu.</p>
<p>Será que não estaria na hora de tentarmos diminuir um pouco este excesso de tecnoligia e voltar um pouquinho só prá simplicidade?</p>
<p>Vocês lembram da campanha do 1. soutien, dos cobertores parahíba, do guaraná antártica, das balas de leite kids, das duchas corona? Até hoje, a gente lembra das músicas, e não havia nenhuma apelação. Era tudo muito simples, sem grandes maquiagens, sem muita trucagem, e funcionava.</p>
<p>Agora, parece que teremos que, a qualquer dia, prá entender o que o publicitário quis dizer, baixar na internet um manual explicando. Não vai ser fácil.<br />
 <br />
Mas será que não estamos caminhando prá isto?</p>
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