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Qual é mesmo o idioma das novelas?

Sem querer querendo, como diria o Chaves (que eu adoro), volto ao assunto novelas.

Não assisto, ou por outra, não acompanho. Não gosto, e como sou extremamente ansiosa, ficar todo dia sentada em frente à tv esperando para ver situações que eu sei como vão acabar, não consigo. Porque, por mais que o autor coloque lágrimas e risos nas situações, a coisa termina do mesmo jeito. O mocinho com a mocinha, o bandido preso ou morto, o filho aceita o pai, ou vice versa, e por aí vai. Não tenho paciência prá isso. Prefiro ficar com meus quebras cabeça. (tá certo assim?)

Mas quando a gente passa em frente à tv e vê um excelente ator, como o Tony Ramos, por exemplo, não tem como parar. Então, volta e meia, vejo alguma coisa. E daí? Daí que sempre reparo no jeito como os personagens falam.

Neste momento mesmo, estão reprisando uma novela com uma personagem nordestina, mas que já está no Rio há muito tempo. Porém, ah, porém, em que pese a maravilhosa atuação da atriz que encarna a nordestina, alguém lhe “ensinou”(?) um pseudo sotaque nordestino que eu nunca vi em nenhum dos lugares do nordeste em que morei. E olha que não foram poucos. Nunca vi nem ouvi uma coisa tão grosseira.

E outras novelas seguiram na mesma rota. Em compensação, novelas que teóricamente se passam em outros países, nos trazem personagens que falam a mesma língua. Viajam de lá prá cá, daqui prá lá, e todo mundo se entende perfeitamente. O oriental se entende perfeitamente com o brasileiro, que se entende perfeitamente com o russo, que se entende perfeitamente com o português, que se entende perfeitamente com o chinês, e por aí vai.

Ninguém tem nenhum sotaquezinho. Nenhum. Bom, pode ser que alguém tenha se tocado dos vexames do passado.

Mas mesmo assim, fica muito estranho ver povos tão diferentes entre si, com cultura e situação tão distintas se comunicando tão perfeitamente, porque nunca, mas nunca mesmo, vi algum personagem que encontrasse alguma dificuldade de comunicação com outro, estejam eles onde estejam, falem a lingua que falem.

Êta povo inteligente este de novelas. São todos poliglotas.

E põe poli nisto.

Mocinha de novela não lava louça

Não sei vocês, mas eu reparei.

Como não sou muito chegada em novelas, nas vezes em que vejo, sou extremamente crítica. E uma coisa tem me intrigado.

Mocinha de novela, não lava louça. Também não varre casa, e nem arruma camas.

Mocinha de novela, no máximo, afaga o filho, ou dá uma bronca, daquelas bem politicamente corretas.

Uma das pouquíssimas mocinhas que eu vi fazendo alguma coisa foi a Isaura, a escrava Isaura, que no caso, tinha que fazer ou fazer, afinal, era uma escrava.

Mesmo aquelas mocinhas pobres, bem pobres mesmo, passam o dia chorando, ou suspirando pelo mocinho rico, ou num computador, porque hoje, todo mundo de novela navega na internet.

Ninguém ajuda o pai ou a mãe.

Aliás, um aparte. Onde os cenógrafos se inspiram prá fazer as casas pobres de novela? Ou do interior do nordeste? Ou do interior do país?

Porque toda casa é pintadinha, tem cortininha combinando, louça completa e bonita pro almoço ou café da manhã,

Na minha casa, se tiverem mais de seis pro almoço ou pro café, pronto. A louça na mesa vira um carro alegórico. Todos os modelos ou cores possíveis. As cortinas já estão ficando meia boca.

Mas em novela, não. Pode ser a casa mais pobre que for, e tá tudo bonitinho.

E voltando às mocinhas.

Nas novelas, elas são sempre lindinhas, corpo bonitinho, cabelos esvoaçantes, dentes perfeitos…E trabalhar que é bom, nada.

Ah, tá, normalmente as heroínas são menores de idade. Certo, então também não podem estar em baladas, festinhas até altas horas na casa do mocinho. Elas não podem trabalhar o dia todo, ok, senão não teria assunto pro dia a dia da novela.

Mas lavar um pratinho? Arrumar sua caminha (com aquela indefectível colcha rosa dos cenários), por que não?

Atenção, atenção. Não estou falando sobre todas as mocinhas, em todos os canais.

Além da Isaura (óóóó, buá buá, buá), lógico que outras houveram que fizeram alguma coisa, assim como já vi casas muito bem retratadas. Mas no geral, sinto muito, mas o mal feito é predominância. Infelizmente.

E esta é uma das razões pelas quais não assisto novela.

Eu não aguento estes deslizes, que parece, estão lá testando meu senso crítico.

Propagandas e outros que tais com probleminhas básicos

Novamente, pessoal, peço desculpas por ser chata.

Mas sabe o que é?

Eu estava vendo televisão, e andei percebendo uma coisa que acontece repetidamente nas propagandas, principalmente. Sejam elas na televisão, ou impressas. Na verdade, isto acontece também em novelas, filmes e outros programas.

Vocês já repararam que muitas, mas muitas vezes mesmo, quando alguém está usando um notebook nas situações que falei acima, ele está sendo usado em cima de uma cama?

Mas peraí. Quando ganhei o meu, é, ganhei, veio junto um manualzinho de instruções.

Eu, ao contrário da maior parte das pessoas, adoro ler um manual. E, naturalmente, li o do meu notebook também. E lá estava escrito: manter as saídas de ar liberadas, para que não ocorra um superaquecimento inteno, o que viria a prejudicar o funcionamento do aparelho. Falam inclusive nas temperaturas máxima e mínima ideais para a perfeita conservação do aparelho.

Pois bem, como então nas cenas que a gente observa costumeiramente, o notebook está bem acomodadinho entre cobertas e/ou lençóis? Normalmente, não dá de ver se o aparelho está ligado ou não, mas seja como for, fica o exemplo, ou por outra, o mau exemplo, ou não é?

Quem vê a propaganda, ou as outras situações,e não leu o manual de instruções, pode achar que, se o pessoal usa assim (na cama) então tudo bem. E muita gente compra um notebook pela facilidade em usá-lo. E usa errado. Bem errado, diga-se de passagem.

Na minha opinião, quando alguém propõe o uso de notebooks na televisão ou em revistas, deveria se preocupar com estes detalhes. Afinal, televisão e revistas são veículos de muita influência. Não custava muito colocar o aparelho sobre uma pataforma, ou fazer alguma observação sobre a ventilação, sei lá.
Mas acho que seria de muita utilidade.

Afinal, notebook não é um aparelho exatamente barato. E se as pessoas ainda não se acostumaram a ler os manuais, por que não dar uma dica rápida?

Ou que pelo menos que não se mostre as coisas de um jeito errado.

Já ajudaria muito.

As propagandas e eu

Acho que ainda não falei, mas não gosto de novelas. Acho profundamente maçante, chato, mesmo. Mas por força de meu trabalho (junto da papelaria funciona uma revistaria), leio a capa de toda revista que chega. Então, acabo sabendo tudo que se passa nas novelas meio por informações de tangente.

Mas gosto muito de televisão. Sou viciada em noticiários. Vejo todos que consigo. Controle remoto na minha mão não tem sossego. Fico de lá prá cá o tempo todo.

E uma coisa que me atrai muito, e sempre foi assim, é as propagandas. E ultimamente, infelizmente, tenho ficado meio triste com o pessoal da criação e/ou marketing.

Sei que um Olivetto não aparece todo ano, mas tenho certeza que a capacidade criativa dos brasileiros vai além do que se está vendo ultimamente. Tô achando as coisas meio pro repetitivas.
 
Criou-se um padrão prá cada segmento publicitário, ou pelo menos é isto que está parecendo.

Para propaganda de cerveja, bar e mulher bonita. Prá carro, velocidade e mulher bonita. Prá Banco todo mundo subindo na vida, e fazendo caras e bocas de muita inteligência. Telefonia móvel, paisagens e todo mundo falando de outros países ou lugares inacessíveis, sempre.  E por aí vai.

Aí, me bate uma saudade daquelas propagandas de antigamente. Em que a gente entendia o recado só de ouvir as musiquinhas que, diga-se de passagem, grudavam que nem chiclete…

Hoje tem propagandas que eu não entendo onde querem chegar. E não me considero tão burra assim. E aí, pergunto prá outras pessoas e elas também não entenderam. Então não sou só eu.

Será que não estaria na hora de tentarmos diminuir um pouco este excesso de tecnoligia e voltar um pouquinho só prá simplicidade?

Vocês lembram da campanha do 1. soutien, dos cobertores parahíba, do guaraná antártica, das balas de leite kids, das duchas corona? Até hoje, a gente lembra das músicas, e não havia nenhuma apelação. Era tudo muito simples, sem grandes maquiagens, sem muita trucagem, e funcionava.

Agora, parece que teremos que, a qualquer dia, prá entender o que o publicitário quis dizer, baixar na internet um manual explicando. Não vai ser fácil.
 
Mas será que não estamos caminhando prá isto?