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Quebra cabeça

Não falei ainda aqui, mas o grande vício da minha vida é montar quebra cabeça.

Herdei este vício da minha mãe (bem como muitas caixas de quebra cabeça), que era a maior viciada neste passatempo que já vi na minha vida.

Todo dia, ela colocava suas pecinhas, sem a menor pressa. Levasse o tempo que levasse, ela não se preocupava. De 500 a 3.000 peças, ela os montava direto. Eu sou bem mais ansiosa. Começo, e não quero largar até que termine.

Ontem, então, aconteceu uma coisa interessante.

Ficamos sem internet em casa. E daí que nos momentos vagos, comecei mais um quebra cabeça de 2.000 peças. E daí percebi que a internet não me fez uma falta tão grande quanto eu pensei que fosse fazer. E meu dia foi mais ‘cultural’, digamos assim.

E além da diversão, deve-se lembrar que o quebra cabeça é das atividades mais aconselhadas para o exercício da memória.

Eis uma foto do que terminei há uns dias. Também de 2.000 peças.

Menopausa, TPM ou Gravidez?

Pessoas, mesmo eu sendo uma pessoa extremamente otimista, hoje tô péssima.

Há um ou dois meses atrás fui à ginecologista, e ela me falou que eu ainda não estava, fisicamente falando, mostrando sinais de uma menopausa iminente, que meu útero está bem em forma e estas coisas todas. Portanto, teóricamente, não devo estar passando por todos os incômodos da menopausa. Aliás, no meu outro blog já falei sobre isso.

Se é TPM, está durando muito,mais de mes, e tenho a impressão que isto não vai acabar nunca.

Mas, e se for gravidez? Eu, com 53 aninhos, e grávida? Por mim tudo bem, mas e o marido e os filhos, irão me aguentar? Porque sendo isso, se preparem, porque vou ficar muito, mas muito mesmo, manhosa.

E, ainda por cima, este telefone que não toca. Aliás, tocar, toca, mas não é a ligação que estou esperando. Importantíssima.

Já vi que meu dia vai ser longo, muito longo. Definitivamente, vai chegar amanhã, e o hoje ainda não terá acabado.

Dia caca.

Passei no exame (mamografia)

Passei novamente.

Há muito, mas muito tempo mesmo, desde os 30 anos,  mais ou menos, por ter antecedentes familiares de câncer de mama, me submeto à mamografia.

Uma vez por ano. Religiosamente. Bem, religiosamente vírgula. Um mês a mais, um a menos, mas sempre faço.

No ano passado, depois de passar por aquela prensa (aperta, aperta, aperta), fiquei esperando o ok prá voltar prá casa, e dali a alguns dias ir buscar o laudo.

Mas, surpresa. A técnica em radiologia vem ao meu encontro e me avisa que teria que fazer novamente o exame. Porque o médico havia detectado alguma coisa e seria absolutamente necessário fazer novas radiografias, com alguns detalhes diferentes. O que? perguntei. Bom, vamos fazer novamente tudo igual, mas as imagens serão ampliadas, para uma melhor avaliação.

Meu coração bateu mais forte, devo confessar. Mas depois de um tempo, ok, pode voltar prá casa, e dali a uma semana, mais ou menos, eu voltaria para buscar os resultados.

Bem, tenho antecedentes de câncer de mama na família, como já falei antes. Minha mãe teve, minha avó paterna teve, e parece que mais alguma mulher da família também teve. (Não investiguei, desculpem).
Não houve como não me lembrar disto. Eu realmente baqueei.

Saí da clínica meio down, muito triste, na verdade. Ainda bem, mas ainda bem mesmo que, como nãosuporto dirigir, meu marido havia me levado. (Aliás, ele sempre me leva nos lugares).

Falei prá ele. Acho que ele baqueou mais que eu. Não lembro bem, mas acho que chorei um pouquinho.

Mas um pouquinho só. Quando cheguei em casa, não havia mais resquício algum de choro.

Foi quase uma semana de espera. Diga-se de passagem uma semana que demorou mais que um ano inteiro.

Fiz as coisas em casa, fui prá minha loja, trabalhei.

Mas principalmente, tive muita fé. Neste tempo todo, em momento algum, deixei de acreditar que as coisas ficariam bem.

Eu sempre acreditei muito em Deus. No meu Deus particular, muito particular mesmo. Um dia vou falar sobre como Ele é.

Mas enfim, fui buscar o exame. E escapei. Havia uma alteração, mas não havia necessidade de maior preocupação.

Este ano, fiz o exame novamente. E novamente a alteração está lá. Não sei se maior ou não. Não me lembrei de ver.

Mas desta vez, a ginecologista me avisou que o exame deverá se repetido a cada seis meses. Parece que há uma sobreposição de imagens. Algum nódulozinho em cima de outro. Então, precisamos investigar mais a miude.

Mas por enquanto, tudo bem. Tudo bem mesmo.

Estou absolutamente tranquila.

Daqui a seis meses volto prá prensa. Isto é, volto prá mamografia.

Aí, tem novo post sobre isto. E se eu me esquecer, alguém me cobre, por favor.

As crianças batata frita (Tostadas por fora e cozidas por dentro)

Não, infelizmente você não leu errado. Não está faltando um “ezinho” entre crianças e batata frita.

É assim mesmo. Crianças batata frita.

Já falei que moro à beira mar. E tenho visto coisas que só posso descrever como estupidez.

Sabem lá o que é pais levarem crianças pequenininhas prá praia em pleno meio dia?

Tô ficando horrorizada com isto.

Campanhas não estão faltando. Até mesmo em intervalo de novela e filme se fala nos malefícios do sol,
quando da exposição em horário inapropriado,principalmente na pele sensível das crianças.

Mas parece que o povo não tá nem aí.

O que tenho visto de crianças no sol, em pleno horário de pico de insolação não é normal.

Que os pais queiram se turricar e virar verdadeiros  camarões na brasa ou ficarem com aquela cor linda
de salsicha de cachorro quente, OK, eles são grandes e sabem como aguentar as consequências.

Mas as crianças, não dá.

Na calçada (quando andam nas calçadas), pais passam carregando cadeira, toalha, brinquedo, mas
guarda sol, nem sempre, e água, nunca. Dá de ver que as crianças não estão sendo hidratadas.
Bloqueador solar? Muito, mas muito eventualmente mesmo.

E aí, os pais ficam até às 15, 16 horas no sol. E as crianças junto. Sem nem a sombra de um guarda
sol.

E quando estou saindo pro trabalho, normalmente às 16 horas, o que vejo?

Aquela montoeira de criança chorando, com certeza com o corpo ardendo, sendo levadas prá casa.

São verdadeiras batatas fritas ambulantes. Aqueles cabelinhos clarinhos, ou clareados pelo sol,
com a pele tostada, e com dor, cozidos em água salgada.

Pelo amor de Deus.

Horário prá tomar sol é sagrado. Cumpram este horário.

Pelo menos com as crianças.

A cobrança deste erro virá mais tarde, em forma de câncer de pele e outras doenças mais.

É triste? Mas é a verdade. Cuidem-se. E principalmente cuidem de seus filhos.

Prá não transformar a alegria de agora em sofrimento no futuro.

Meno e Andro, as pausas que enlouquecem

Tem pausas que, por imposição, necessidade, ou mesmo por vontade própria, temos que fazer em nossa vida.

Paramos um dia por semana prá descanso, se trabalhamos em determinadas profissões, ou até dois dias, se em outras. É lei. Embora mulheres em geral façam qualquer coisa, menos descansar.

Às vezes, jogamos tudo pro alto e damos um chega prá lá no que nos é possível. E pulamos fora de tudo, nem que seja por algumas poucas horas.

Há os que param e meditam (morro de inveja deles, eu não consigo).

Mas há as pausas que nos são impostas. Menopausa e andropausa.

Pelo que tenho lido, ainda há uma certa resistência ao termo andropausa, mas como eu gosto, vou continuar a usá-lo. Quanto a menopausa, já é um termo super batido.

Quase todas as pessoas conhecem alguma mulher que já está nela, ou está entrando na menopausa. E sabe o que isto quer dizer. São aqueles sintomas chatos, meio parecidos com uma TPM, só que bem mais fortes.

É ver uma mulher mais velha, meio chateada, não importa porque, e lá vem aquele bordão, meio pejorativo, até: Ela tá na menopausa, não liga.

Não liga uma ova. Isto é chato prá dedéu. Eu me cuido, e desde os 40 anos, mais ou menos, uso isoflavona em cápsulas, e no meu dia a dia procuro fazer uso de produtos à base de soja. Tive alguns sintomas, mas eles foram bem leves. Fora uma vez em que eu queria matar todo mundo, começando pelo meu marido, que, definitivamente não me entendia (eu pensava isto) e meus filhos que me gozavam direto, o resto passou tranquilo.

Mulheres, eu lhes digo.

Cuidem-se.

E aos seus homens também.

Que os sintomas deles também são brabos.

Quando ele começar com aquelas dorzinhas sem explicação, aquele estado amuado parecendo que o mundo inteiro lhe está sobre as costas, ou querendo comer coração na brasa (preferentemente o seu, cara colega), cuidado, é homem na andropausa.

Repito, gosto deste termo. Acho legal. E que os homens tem andropausa tem.  Tenho certeza disto porque tenho um pai que acompanhei no envelhecer, cunhados a um pé da instalação total da andro, e meu próprio marido que acabou de entrar.
 
Não tem como dizer que não há mudanças.

Tenho vivido as ditas nestes últimos anos.
 
E, amiga, prepare-se, porque se nós ficamos chatas, eles ficam muito mais que nós.