Coisas que pensei ou gostaria de ter pensado.
Uma das coisas que me deixam muito pensativa, é quando vejo reportagens em televisão ou revistas sobre como as pessoas devem se vestir quando comparecem a uma entrevista de emprego.
Sempre, mas sempre mesmo é a mesma coisa. Os entrevistados indicando roupas sóbrias. No máximo, algum adereço, porém sem muito destaque para que a pessoa pareça séria.
Mas peraí. A empresa está querendo contratar um robô ou o quê? E a criatividade, e as idéias, e os ideais ficam aonde?
Porque querer moldar a pessoa é quase como dar um tiro no pé. Ela até aguenta. Mas uma hora a corda do sufoco arrebenta. E aí, adeus tudo que foi investido nela. Porque, senhores empregadores, ela vai pedir demissão.
Não quero dizer que as pessoas não devam respeitar o ambiente da empresa a que se candidataram. Claro, se elas desejam trabalhar num determinado local, elas devem estar a par do que se espera delas. Mas a rigidez no vestir, principalmente, faz com que a pessoa se tolha. E uma hora, mais cedo ou mais tarde, essa pessoa começa a se questionar. E é neste momento que ocorrem os grandes rompimentos. Quando a pessoa percebe que passou anos de sua vida tentando ser o que não é.
Então, se for prá se candidatar a uma vaga num lugar que não tem nada a ver com o que você pensa, caia fora enquanto é tempo. Porque um dia a casa cai. E, aí, pode ser tarde demais.
Isto aconteceu comigo. Felizmente a tempo de recomeçar. E estou bem feliz fazendo o que gosto e me vestindo do jeito que quero.
Não sou do esporte. Nunca fui. Nunca gostei. Sou avessa às atividades físicas, ambora concorde plenamente que elas são extremamente necessárias à nossa saúde.
Quando eu estava no colégio, no primeiro e segundo graus, era obrigada a fazer a bendita educação física. Era um tormento. E daí, talvez tenha surgido esta minha aversão ao exercício.
Não havia a mínima preocupação, naquele tempo, em fazer com que gostássemos de nos mexer. Era na marra mesmo.
E o resultado foi este.
Mas, como já falei, concordo plenamente que para a saúde o esporte é importante.
Porém, e sempre há um porém, acho um absurdo total esta turma que em nome do esporte arrisca a própria vida, quando não a vida de outros.
Aí não dá. Saber que os riscos são enormes, que, dependendo do que fizer pode lhe faltar oxigênio, o cansaço ser tão extenuante que poderá ficar pelo caminho, o espaço abaixo ser tão imenso que o risco de não voltar é quase de 100%, socar e socar sob risco de uma consequência absurda no cérebro, isto não.
Esporte é saúde, não morte.
Acho que a partir do momento em que o risco de morte é iminente, não podemos mais usar a palavra esporte. Porque não combina.
Se esporte é saúde não se pode colocar em risco a vida.
E colocar a vida em risco com consciência, é atentar contra ela.
E aí, eu pergunto, aonde fica a saúde?