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Era uma vez panquecas. Era uma vez lasanhas.

Era uma vez uma farinha de beterraba. A cor mais linda que se possa imaginar pruma farinha. Naturalmente que a primeira idéia foi: vamos fazer panquecas com a farinha de beterraba.

Mas a farinha é fininha, quase um talco de beterraba, na verdade. E vamos tentando. E somente na terceira porção de receita agregada, a consistência da massa ficou certa.

Vamos à frigideira. Deu zebra. Tenta a segunda frigideira. Deu outra zebra.

E estamos neste momento com 3 porções de receita de massa prá panqueca de beterraba. Jogar fora nem pensar. Enrolar a panquequinha em torno da carne, impossível.

Mas deu-se a luz.

Panquecas, como num passe de mágica, transformaram-se em massa prá lasanha.

E fez-se as lasanhas. Uma de carne moída, molho branco e queijo muzzarela e outra de presunto, queijo prato, tomate picadinho e muzzarela.

Resumo do quase desastre.

As lasanhas estavam tão, mas tão gostosas, que nem prá fotografia elas ligaram.

E não sobrou tiquinho sobre tiquinho.

Já era. Se foram. Inteirinhas.

Nhammmm Nhammmm

Trajes para entrevistas

Uma das coisas que me deixam muito pensativa, é quando vejo reportagens em televisão ou revistas sobre como as pessoas devem se vestir quando comparecem a uma entrevista de emprego.

Sempre, mas sempre mesmo é a mesma coisa. Os entrevistados indicando roupas sóbrias. No máximo, algum adereço, porém sem muito destaque para que a pessoa pareça séria.

Mas peraí. A empresa está querendo contratar um robô ou o quê? E a criatividade, e as idéias, e os ideais ficam aonde?

Porque querer moldar a pessoa é quase como dar um tiro no pé. Ela até aguenta. Mas uma hora a corda do sufoco arrebenta. E aí, adeus tudo que foi investido nela. Porque, senhores empregadores, ela vai pedir demissão.

Não quero dizer que as pessoas não devam respeitar o ambiente da empresa a que se candidataram. Claro, se elas desejam trabalhar num determinado local, elas devem estar a par do que se espera delas. Mas a rigidez no vestir, principalmente, faz com que a pessoa se tolha. E uma hora, mais cedo ou mais tarde, essa pessoa começa a se questionar. E é neste momento que ocorrem os grandes rompimentos. Quando a pessoa percebe que passou anos de sua vida tentando ser o que não é.

Então, se for prá se candidatar a uma vaga num lugar que não tem nada a ver com o que você pensa, caia fora enquanto é tempo. Porque um dia a casa cai. E, aí, pode ser tarde demais.

Isto aconteceu comigo. Felizmente a tempo de recomeçar. E estou bem feliz fazendo o que gosto e me vestindo do jeito que quero.

Esporte e morte não combinam

Não sou do esporte. Nunca fui. Nunca gostei. Sou avessa às atividades físicas, ambora concorde plenamente que elas são extremamente necessárias à nossa saúde.

Quando eu estava no colégio, no primeiro e segundo graus, era obrigada a fazer a bendita educação física. Era um tormento. E daí, talvez tenha surgido esta minha aversão ao exercício.

Não havia a mínima preocupação, naquele tempo, em fazer com que gostássemos de nos mexer. Era na marra mesmo.

E o resultado foi este.

Mas, como já falei, concordo plenamente que para a saúde o esporte é importante.

Porém, e sempre há um porém, acho um absurdo total esta turma que em nome do esporte arrisca a própria vida, quando não a vida de outros.

Aí não dá. Saber que os riscos são enormes, que, dependendo do que fizer pode lhe faltar oxigênio, o cansaço ser tão extenuante que poderá ficar pelo caminho, o espaço abaixo ser tão imenso que o risco de não voltar é quase de 100%, socar e socar sob risco de uma consequência absurda no cérebro, isto não.

Esporte é saúde, não morte.

Acho que a partir do momento em que o risco de morte é iminente, não podemos mais usar a palavra esporte. Porque não combina.

Se esporte é saúde não se pode colocar em risco a vida.

E colocar a vida em risco com consciência, é atentar contra ela.

E aí, eu pergunto, aonde fica a saúde?