Arquivos da categoria: Natureza

O monte fujiema

Sou apaixonada pelo Monte Fuji, lá do Japão. Acho lindo aquela neve eternamente adormecida sobre seu cume. É uma imagem tão deslumbrante, prá mim, que até um quebra cabeça com a imagem do monte eu tenho.

Pois bem, daqui da minha sacada, bem em frente, vejo um monte também. Tá bem, um montinho, se comparado ao do Japão, mas isto é uma informação irrelevante. Prá mim é, e sempre será, um monte.

Daí que ontem, manhã cedo, quando olho em direção a ele, o que vejo? o que? o que?  Nuvens, fazendo às vezes de neve, exatamente na posição em que a neve do Fuji costuma ficar.

Corrida prá pegar as máquinas fotográficas. Foram muitas, mas muitas mesmo as fotos prá eternizar este momento, que em 4 anos morando neste apartamento eu nunca tinha visto. Fotos tiradas por mim e pela filhotinha, duas máquinas prá garantir que alguma foto ficasse boa, né?

Escolhi esta aqui prá mostrar prá vocês.

o nosso Monte Fujiema

Ah, o nome? Seguinte. Como moro em Itapema, resolvi que este monte será o nosso Fujiema (mistura pobre de Fuji com Itapema). Ok, senhores, o monte na verdade nem fica em Itapema. Fica no vizinho município de Porto Belo. Mas não ficou bonita a mistura de Fuji com Porto nem com Belo.

E como fui eu que vi a “neve”, dei-me o direito de rebatizar o monte. A partir de ontem ele é o Monte Fujiema.

Ps.: Torcendo muito prá que a palavra fujiema não seja um palavrão em japonês. Se for, alguém me avisa?

Ipês amarelos

Acho que nunca falei aqui, mas gosto de ipês amarelos. Gosto muito.

Quando eles são novos, ficam maravilhosos pela abundância de suas flores amarelas, que se sobressaem em qualquer paisagem, por mais deslumbrante que ela seja. Aliás, acho que eles muito ajudam a deixar as paisagens assim.

Porém, mesmo quando os ipês já estão meio indo pro seu fim, quando o seu ciclo está se completando, mesmo assim, ele não deixa de florescer. Poucas flores, galhos sem folhas, quase secos, mas parece que o pouco que lhes resta de energia, ele a segura prá dar vida às flores.

A foto que tem neste post, eu mesma a tirei, num local perto aqui de casa, na BR 101. Foi irresistível. Como sempre tenho uma máquina comigo, mesmo a mais simples, aproveitei e fotografei este ipê.

E daí me ocorreu que na vida, também somos meio assim. Mesmo com o tempo passando, e trazendo pro nosso corpo o cansaço natural da vida, mesmo assim, sempre buscamos e encontramos forças prum sorriso. E sorrisos são prá nós o que as flores são pro ipê. Mostram às pessoas que ainda vivemos, que ainda temos forças, que ainda estamos tentando.

Sorrisos. Flores que brotam da alma.

Amarelas, simplesmente


Alguns sabem, outros não. Mas enfim, adoro amarelo. Em todos os seus matizes. Também gosto do vermelho e do laranja. Todas cores ditas quentes. Mas o amarelo, ah, o amarelo. Este me atrai mais que todas as outras cores.

Não é à toa que a flor que mais gosto seja o lindo girassol. Seguido da perfumadíssima rosa amarela.

Mas na falta de ambas, uma flor amarela qualquer, nascida num jardinzinho de calçada já me traz alegria.

E quando ainda posso ver uma abelha (amarelinha, é claro) em seu doce trabalho, isto me comove.

A abelhinha nem tomou tomou conhecimento da minha presença. Não me atacou, não me olhou, simplesmente continuou seu trabalho. E pude fotografá-la como e quantas vezes eu quis.


A Linda Lua Cheia

Moro em frente ao mar. Numa praia linda.

Sol nas janelas, brisa e cheiro do mar, aquele barulhinho de ondas quebrando embalando meu sono.

E uma lua que quando está cheia, me faz a gentileza de se colocar em frente a minha janela.

Esta descrição parece começo de romance água com açúcar, mas juro, é o meu lugar.

Hoje, por exemplo, 16 de setembro de 2008, mais ou menos 20.30h (meu relógio está sempre errado e outro dia explico) e a lua está esplendorosa.

Está frio, mas vale a pena ficar na sacada olhando prá ela, refletindo num mar que parece uma piscina, com a superfície da água tranquila. É de enlouquecer.

E lembrar do Criador de tudo isto.

Agradeço diariamente a Deus por esta criação maravilhosa.

Embora tenha eu medo do mar, olhar prá ele, principalmente com a lua refletindo, é como ficar olhando uma obra de arte pendurada em minha janela, e sabendo que a obra que estou admirando é a mais perfeita que existe.

Sem erros. Sem nada a ser reparado. Perfeita.

E esta lua.

Ah, a lua.

Que continue a ser cantada em verso e prosa, que ela merece.

Meu quintal

Perdoem-me, mas foi impossível escapar deste assunto no bloguinho.

Preciso falar do meu quintal.

Hoje o dia amanheceu lindo, e continua maravilhoso.

É começo de tarde. Estou aguardando uma encomenda do correio. Estou, enfim, de plantão.

Mas estou esperando, e também escrevendo, numa sacada de frente pro mar.

Um mar lindo, neste exato momento, de um verde clarinho, com algumas faixas azul forte. Está lindíssimo.

Realmente,é um privilégio poder estar onde estou neste momento. Ou pelo menos estar na situação em que estou.

Amo este barulho das ondas quebrando na areia. Que, aliás, mesmo com as fortes chuvas está limpinha.

E o cheiro do mar. Insuperável. É uma brisa gostosa, embora, neste momento, um pouco morna além da conta. Mas é só passar um tempinho que este ventinho passa a ser bem fresquinho.

Vou ficar mais um pouco por aqui, na sombra, é claro, senão vou turricar mais que camarão na brasa. E como tenho evitado um pouco o sol (coisas da idade, lembram?) ainda estou com aquela maravilhosa cor de vela.

Vou continuar olhando a praia.

Bom que, apesar de todos os problemas que tivemos aqui em santa Catarina, as pessoas parece que estão entendendo que estamos conseguindo nos recuperar. E que, em verdade, os problemas foram bem localizados.

E este nosso litoral maravilhoso já está a postos novamente.

Lindíssimo.

E esperando vocês de braços abertos.