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Bolo de caneca da Nina (editado em 18/02)

Inauguramos a categoria Comidinhas da mamãe com a deliciosa receita de Bolo de caneca que a filhotinha fez prá mim há uns dias.

É interessante que cada um faça suas adaptações com relação a sabores.

Este bolo ficou delicioso.

Receita:

Bolo de caneca da Nina (adaptação de outros achados na internet)

1 ovo pequeno

3 col sopa de óleo

4 col sopa rasas de açucar

4 col sopa de leite ou suco (ela usou laranja)

5 col sopa rasas de farinha de trigo

1 col chá rasa de fermento em pó

Misturar tudo bem misturadinho. Pode ser diretamente na caneca.

Para o meu paladar, acho que fica melhor bater primeiro o ovo sozinho, acrescentar os líquidos, bater mais um pouquinho e por fim os secos, e daí mexer bem, mas sem bater.

Colocar no microondas por aproximadamente 3 min (nosso forno é meio capenga).

Após tirar do micro, com o bolinho ainda quente, colocar a calda feita com 2 col rasas de açucar e 1 col de suco de laranja ou leite.

Comer.

Ficou assim…

bolo de caneca da

Blog novinho

Com certeza, tenho alma cigana.

Ao contrário de muita gente, adoro mudanças. De casa, de trabalho, de cidade. Adoro mudar as cores das paredes e os móveis da casa de lugar. Mudo a cor do cabelo sem pestanejar e passo facilmente de um esmalte clarinho prá um bem escuro.

Por isto, estas mudanças todas no blog.

Agora tem até a possibilidade de me seguirem e receberem o aviso quando coloco posts novos.

Fiquei super feliz com o resultado, e devo tudo isto à minha filha Renata, dona dos blogs http://queroficarbonita.com.br , do http://renatapinheiro.com e do http://dietadalua.com .

E lá vamos nós prá nova fase. Uma fase mais clean (palavra da moda). Tudo mais clarinho e leve.

Que assim seja…

A cafeteira da minha mãe

a cafeteira da mãe e a xicrinha da vó
a cafeteira da minha mãe

Minha mãe querida faleceu há 3 meses. A dor ainda é imensa. Quem já passou, sabe o que é.

Ela nos deixou alguns bens materiais, coisa pouca pro bando de filhos (oito). Nada de valor extremo.

Mas eu pedi, meus irmãos concordaram, e eu trouxe prá mim uma cafeteira pequena, meio acabadinha, manchada, mas que prá mim, tô considerando um verdadeiro troféu.

Minha mãe era uma cientista social. Participou inclusive da elaboração do Estatuto do Idoso. Quando ela morreu, as bandeiras da Universidade Federal de Santa Catarina ficaram a meio mastro (ela foi professora e criadora de um Centro, lá), o que muito nos honrou.

E, talvez por isto mesmo, por trabalhar tanto com o cérebro, a parte dona de casa, digamos assim, era um total fracasso. Sabem aquela coisa de “comidinha da mamãe?” conosco não teve. Minha mãe era uma cozinheira sofrível. Mas quando ela punha uma coisa na cabeça, não havia quem tirasse a idéia dela. E uma das coisas que ela certa vez decidiu, é que iria acertar fazer café. Não café feito com café solúvel. Café café, como a gente diz. E ela fez. Primeiro numa cafeteirinha elétrica, que logo foi pro espaço. Depois ela comprou a cafeteira Bialetti, que tá na foto. Daí, todos que chegávamos na casa dela, éramos brindados com um cafezinho, inho inho. Porque a cafeteira dela era a menorzinha que tinha.

Ela acertou fazer café. E se não era com aquele coador de pano, nem com o de papel, mas pelo menos o café saía gostoso.

Por isto eu quis a cafeteira. Porque ela usava com gosto. E hoje, a cada cafezinho tomado (pena que o médico tenha pedido que eu tome o mínimo possível de café), lembro do carinho dela em preparar uma das únicas coisas “de casa” que ela fazia maravilhosamente.

Obrigada, mãe, pela herança. Que prá mim, a cafeteirinha tá valendo mais que qualquer outra coisa que a senhora nos deixou.

Um beijão, hoje e sempre.

Ai, meus ais…

Estas 2 ou 3 últimas semanas tem sido chatérrimas.

Ais e uis não saem mais da minha boca.

Coisa chata além da conta sentir dor. Odeio. Com todas as letras em caixa alta.

E o pior é nem saber onde, como ou porque as dores estão aparecendo.

É coisa de semi idosa? Por favor, me digam que não. Eu não estou preparada prá isto.

Velha, sim. Aliás, acho mais bonito ser chamada de velha que de idosa, mas enfim…Mas com dores, tá sendo um saco.

Semana que vem, devo saber o que tem me atormentado.

Se Deus quiser.

Sou brega, sim. E daí?

Eu acho que já disse isto aqui algumas vezes.

Sou brega. Breguíssima, aliás.

Adoro o que muitos chamam de breguice.

Músicas lacrimosas, fotos de crianças ou idosos, roupas fora de moda, revistas antiquadas, e por aí vai.

Mas eu gostaria de saber quem, ou o que determina que alguma coisa é brega.

Porque, até onde eu sei, gosto é gosto. E gosto não se discute, né?

Então, por que tenho que ser considerada brega? Porque meu gosto simplesmente não é igual ao dos outros. Mas só por isto? Sem justificativa.

Naturalmente, vou continuar do meu jeito. Não ligo prá moda ou modismos. Ligo somente pro que gosto e me é confortável.

E tenho dito.

A pousada

Olá.

Como ando com a cabeça meio no mundo da lua, não falei ainda da minha nova vizinha.

Uma pousada. Sim, caros amigos, uma pousada. Onde antes havia uma “casa de excursão”, agora existe uma pousada.

Para quem não sabe, nestes confins em que vivo, casa de excursão é uma casa que tem alguns quartos imensos, que acomodam muitas pessoas em cada um, que vivem entupidas de gente que vem de longe em busca de alguns dias na praia, ao sol.

Pois bem, a casa que havia antes foi demolida, e devo dizer, a bem da verdade, já foi tarde, porque a especialidade dela era receber turistas arruaceiros. (acho até que a polícia já sabia: tocava o nosso número na central, e eles já vinham automaticamente. eheheh).

Oh… mas as coisas mudaram. Agora construiram a pousada. Bonita, até. (com um certo esforço, a gente pode dizer isso). E agora, finalmente, turistas que, realmente, vieram atrás de praia, sol, divertimento e descanso, também.

Cada grupo fica em média uma semana. Claro que, naturalmente, óbvio, sem querer querendo, alguns grupos estão se esbaldando um pouco, mas nada que nos fizesse acionar os “puliça”.

Que ano tranquilo. Que verão gostoso. (embora o calor esteja de matar).

E que grupo bom está neste momento na pousada. Deve ter umas 30 pessoas. Sem gritaria (fora um bebê que chora diretooooo). Mas o mais legal. Acho que o povo faz parte de algum coral destes de comunidades, e eles cantam o dia todo. Repertório super variado. Muito bem mesmo. E, pelo menos até agora, se mostraram super afinados.

Benza Deus. Se continuar neste ritmo, meu verão estará salvo. Que venham quantos grupos quiserem. Serão bem recebidos.

E se precisarem, empresto até um pouco de açúcar.

Mas que continuem com a cantoria.

O pão e o tecido

Hoje lembrei de um assunto que me ocorre há bastante tempo.

Eu amo pão. Pão de qualquer tipo. Doce ou salgado. Inteiro, fatiado, seja como for, gosto muito de pão.

Assim como, por achar mágico a confecção de um tecido, durante um tempo razoável, trabalhei com máquinas de tecelagem. Não exatamente deste tecido fininho, era de trico. Mas o princípio é o mesmo. Do entrelaçamento dos fios, nasce o tecido. Tecido este que também pode ser feito à mão.

E eu sempre penso na simplicidade que é a confecção de um pão ou de um tecido.

Para o pão, a farinha (seja trigo, mandioca ou o que for), água e fermento, que pode ser obtido da fermentação do próprio trigo. Eventualmente coloca-se sal ou açucar. Mas a base é farinha e água.

Para o tecido, um fio já basta, também havendo inúmeras opções de material. Hoje, aliás, até de garrafas plásticas já se faz um tecido.

Eu acho a transformação destes ingredientes básicos num alimento, ou numa vestimenta uma coisa maravilhosa.

Sempre se vê referencias ao pão e ao tecido quando se lê sobre a antiguidade. Quer dizer, o mundo evoluiu, mudou, cresceu, modernizou-se. Mas a essência da alimentação e do vestir não mudou. Acrescentamos, tão sómente, mais alguns elementos. Mas aquele alimento indispensável primordial, continua exatamente igual. Assim como o tecido, cuja maneira de ser tecido continua exatamente a mesma.

Eu agradeço sempre aos céus por este alimento maravilhoso, e pelo tecido que me protege do frio.

Não custa.