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	<title>Não nasci ontem &#187; Família</title>
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	<description>Coisas que pensei ou gostaria de ter pensado.</description>
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		<title>Sala, quartos e corredor. OK?</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 19:35:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Pinheiro</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Consegui. Venci. Depois de semanas na labuta, tentando colocar/achar lugar prá guardar o que veio da papelaria que fechamos (por absoluta falta de tempo prá cuidar), consegui. Estantes nos dois lados do corredor que dá pros quartos e mudança na posição de alguns móveis da sala e dos quartos, consegui. Finalmente. Na verdade, meio finalmente. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Consegui. Venci. Depois de semanas na labuta, tentando colocar/achar lugar prá guardar o que veio da papelaria que fechamos (por absoluta falta de tempo prá cuidar), consegui. Estantes nos dois lados do corredor que dá pros quartos e mudança na posição de alguns móveis da sala e dos quartos, consegui. Finalmente.</p>
<p>Na verdade, meio finalmente. Pois que ainda falta colocar os enfeitezinhos nos locais próprios, na sala. E por que falo enfeitezinhos? Porque quase todos são bem pequenos. Presentes dos filhos, em sua grande maioria. Outros, poucos, comprados em alguma viagem.</p>
<p>Porém, e sempre há um porém, talvez esta seja a mais difícil das tarefas. Senão vejamos.</p>
<p>Como conciliar num mesmo ambiente um dragão chinês verde e vermelho, uma dupla de cangaceiros, duas garrafinhas de areia colorida do Ceará, um golfinho numa concha azul, um burrico de argila cheio de cestinhos, um cavalinho azul, tres vasos azul e branco, um vaso coloridíssimo, uma árvore de bolinhas douradas, um vaso fininho cor de chumbo, um ovo/vela de vidro beeeem colorido, duas matrioskas (uma em azul e outra em vermelho), um porta-retrato de madeira feito pelo meu avô, crucifixo, bíblia, um enfeite de flores que fiz pras bodas de ouro dos meus pais, dentre outras pequenas coisinhas?</p>
<p>É tudo tem um valor imenso prá mim. Simplesmente, tenho que expor tudo. Tudo me lembra algo. E me é extremamente gratificante olhar prá cada coisa e lembrar da sua história.</p>
<p>Só mais um detalhe, na sala ainda tem um conjunto de poltronas e sofá comidos pelo cachorro, duas mesinhas de canto (que antes eram baus do quarto das crianças), uma mesa de centro, a tv (naturalmente), um home theater (herdado dos meus pais), um XBox com todos os acessórios a que tem direito (duas guitarras e bateria), dois aparelhos de fax, e, prá fechar com chave de ouro, um escritório completo do marido (móveis, papéis, aparelhos etc).</p>
<p>Mas eu vou conseguir. Sou brasileira, e, dizem, brasileiros não desistem nunca. Então&#8230;</p>
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		<title>A visita</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 20:13:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[arroz]]></category>
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		<description><![CDATA[Se ninguém ler este post, não ficarei triste. O que eu queria mesmo era deixar registrado, e bem, minha epopéia matutina de hoje. Sabe aquele dia em que você acorda, troca o pijama por uma roupinha xinfrim, escova os dentes antes do café da manhã, mas esquece de escovar depois, malemale penteia os cabelos (que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se ninguém ler este post, não ficarei triste. O que eu queria mesmo era deixar registrado, e bem, minha epopéia matutina de hoje.</p>
<p>Sabe aquele dia em que você acorda, troca o pijama por uma roupinha xinfrim, escova os dentes antes do café da manhã, mas esquece de escovar depois, malemale penteia os cabelos (que estão meio lambidos porque você não quis lavá-los à noite?), resolve que não vai arrumar a casa porque está podre de cansada (4 pessoas tossindo a noite toda e você acordando assustada), começa a fazer um arroz prá misturar com a carne moída que sobrou de ontem mais uma lata de ervilha com milho e ovos, e ainda tem que estender 10 quilos de roupa que estão na lavadora?</p>
<p>Sabe aquele dia? Pois é. Foi HOJE.</p>
<p>E exatamente neste dia, plenas 10h da madrugada, toca o interfone, você atende, e aquela sua amiga que você não vê há 22 (vinte e dois) anos fala: &#8220;oi, Beth, é fulana, estou aqui na portaria do teu prédio, vim te visitar&#8230;&#8221;</p>
<p>Surtei, surtei legal. Acordei marido que passou a noite mal e estava aproveitando prá descansar um pouco, tentei trocar a roupa (não deu tempo), não tinha como lavar o cabelo, recolhi toalhas feias dos banheiros, não tinha como passar o bendito aspirador de pó&#8230;e o arroz no fogo.</p>
<p>Meu Deus, que situação&#8230;</p>
<p>Amo minha amiga e o marido dela. Foram inclusive meus padrinhos de casamento.</p>
<p>Mas o susto foi grande. Tão grande que nem os convidei prá almoçar com a gente. Embora ache que eles não aceitariam, porque a casa dela, quando está bagunçada, é igual à minha quando a faxineira acabou de sair.</p>
<p>Conversamos quase 3 horas. Muito papo gostoso. Mas eu me sentindo desconfortável. Logo hoje? Logo hoje?</p>
<p>Porque, eu esqueci de falar, como estamos vendendo a papelaria, muita coisa pessoal veio de lá prá cá. Mas no apto não tem lugar prá guardar (ainda), então estamos com caixas pela casa toda. Até isto, até isto.</p>
<p>Ainda estou meio trêmula. Vai passar, sei que vai.</p>
<p>Mas por uns dias, cada vez que o interfone tocar, sei que vou dar um pulo.</p>
<p>Ô susto&#8230;</p>
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		<title>Cozinhar bem&#8230;faz mal?</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 20:05:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[comidinha]]></category>
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		<description><![CDATA[Tenho passado por uma situação no mínimo estranha. Meu marido querido tem reclamado que está engordando muito. Que tem comido além da conta. Que cozinho bem demais. Daí me pergunto: cozinhando bem&#8230;estou fazendo mal prá minha família? Claro que há dias em que tudo que eu queria era não aparecer na cozinha. E em alguns [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho passado por uma situação no mínimo estranha.</p>
<p>Meu marido querido tem reclamado que está engordando muito. Que tem comido além da conta. Que cozinho bem demais.</p>
<p>Daí me pergunto: cozinhando bem&#8230;estou fazendo mal prá minha família?</p>
<p>Claro que há dias em que tudo que eu queria era não aparecer na cozinha. E em alguns destes dias, a bem da verdade, devo confessar, simplesmente não faço almoço, por exemplo. Ou meu povo come sanduíches, ou se viram com o que tiver.</p>
<p>Mas na grande maioria dos dias cozinhar me é prazeroso. Muito. Adoro cozinhar. E não tem valor as expressões que minha família faz quando a comidinha está gostosa.</p>
<p>Daí que estou num dilema. Continuar a cozinhar &#8220;com tudo&#8221;, ou me esmerar menos pro pessoal não comer tanto?</p>
<p>Oh, dúvida cruel.</p>
<p><a href="http://naonasciontem.com/wp-content/uploads/2010/04/almoço-de-23-de-julho-de-20101.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-468" title="almoço de 23 de julho de 2010" src="http://naonasciontem.com/wp-content/uploads/2010/04/almoço-de-23-de-julho-de-20101-300x226.jpg" alt="" width="300" height="226" /></a></p>
<p>Editei o post em 23/07/2010 prá colocar esta foto do almoço de hoje&#8230;</p>
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		<title>Agora, eu também sou órfã</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 22:11:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Euzinha]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>

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		<description><![CDATA[É muito triste, e também muito estranho. De repente, sem preparação, fiquei orfã. Minha mãe faleceu. Repentinamente, repito, embora ela estivesse se sentindo meio mal, ultimamente. Mas como ela sempre foi extremamente lutadora, ninguém acreditava que, tendo sido internada num hospital para exames, ela não saísse de lá viva. Mas aconteceu. Não me perguntem como, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É muito triste, e também muito estranho.</p>
<p>De repente, sem preparação, fiquei orfã.</p>
<p>Minha mãe faleceu.</p>
<p>Repentinamente, repito, embora ela estivesse se sentindo meio mal, ultimamente.</p>
<p>Mas como ela sempre foi extremamente lutadora, ninguém acreditava que, tendo sido internada num hospital para exames, ela não saísse de lá viva.</p>
<p>Mas aconteceu. Não me perguntem como, porque até agora não entendi direito.</p>
<p>Quem quiser conhecer minha mãe, veja o post anterior a este, em que fiz uma pequena homenagem a ela. Agradeço a Deus a inspiração de tê-la feito, e de minha mãe a ter visto. E gostado. Que bom.</p>
<p>E algumas certezas ficaram.</p>
<p>O exemplo dela e a ventura por ter compartilhado nossas vidas.</p>
<p>Agradecerei a Deus até o fim da minha existência por ter me dado esta oportunidade.</p>
<p>Como toda mãe, com certeza, a minha foi única.</p>
<p>E foi mais que especial, porque foi (e continuará sendo) a minha mãe.</p>
<p>MÃE: TE AMO E TE AMAREI ETERNAMENTE.</p>
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		<title>Especial</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 14:46:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Pinheiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-341 aligncenter" title="jg p blog" src="http://naonasciontem.com/wp-content/uploads/2009/07/jg-p-blog2.jpg" alt="jg p blog" width="400" height="401" /></p>
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		<title>Esperança (parte 2)</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 12:25:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[coração]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>
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		<description><![CDATA[Me desculpem a demora em falar sobre o resultado dos exames complementares a que me referi no post do dia 05/03/2009. Mas a emoção ainda é muito grande. Basta eu começar a lembrar de tudo, e choro. Ainda choro mesmo. Neste momento, por exemplo, já comecei a tremer. Mas vamos lá. Os exames complementares de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me desculpem a demora em falar sobre o resultado dos exames complementares a que me referi no post do dia <a href="http:///naonasciontem.com/esperanca/" target="_blank">05/03/2009.</a></p>
<p>Mas a emoção ainda é muito grande. Basta eu começar a lembrar de tudo, e choro. Ainda choro mesmo. Neste momento, por exemplo, já comecei a tremer. Mas vamos lá.</p>
<p>Os exames complementares de meu filho foram feitos. Analisados, confirmaram o que se desejava. O coração de meu filho parou de piorar. Não quer dizer que ele esteja melhorando, ou que agora o mano poderá começar a fazer exercícios. Isto não. E como disse o cardiologista, provavelmente isto não deverá acontecer.</p>
<p>Porém, o fato de não continuar a piorar já é muita, mas muita coisa mesmo.</p>
<p>Os remédios foram suspensos aos sábados e domingos, e até agora tem dado certo.</p>
<p>Prá nós, é como se nosso filho nascesse novamente. Com 15 anos, ele está renascendo.</p>
<p>Hoje, olho prá ele e vejo a real possibilidade da vida. Do renascimento.</p>
<p>E continuo vendo, além de tudo, a maior, a grande possibilidade da fé.</p>
<p>Eu acreditei, acreditei mesmo, e este foi o prêmio que recebi.</p>
<p>Meu filho conosco mais tempo.</p>
<p>Era tudo que eu queria.</p>
<p>E agradeço a Deus e a todos que nos deram força neste tempo todo. Que entenderam nossos momentos de silêncio, de resguardo. Que entenderam as lágrimas por trás dos sorrisos.</p>
<p>E que entenderam a nossa fé. E que, junto da gente, acreditaram também.</p>
<p>Obrigada.</p>
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		<title>Indecisões de pai e mãe</title>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 14:36:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
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		<category><![CDATA[coração]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem falou que pai e mãe sempre sabem tudo, não imaginava o que possíveis decisões fazem com a cabeça e o coração de quem tem que toma-las. Hoje, por exemplo, temos que dar a resposta se a filha menor vai ou não participar do casting de uma agência de modelos. Foram dias e dias colocando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem falou que pai e mãe sempre sabem tudo, não imaginava o que possíveis decisões fazem com a cabeça e o coração de quem tem que toma-las.</p>
<p>Hoje, por exemplo, temos que dar a resposta se a filha menor vai ou não participar do casting de uma agência de modelos. Foram dias e dias colocando as coisas na balança. Prós e contras, contras e prós.</p>
<p>Parece bobeira, mas é uma decisão que pode mudar muita coisa. Permito que ela vá? Não? Sim? Não?</p>
<p>Isto esta parecendo britadeira na minha cabeça. Sim, não, sim, não. Eu poderia ficar o dia todo aqui, iria encher o saco de todo mundo, e, mesmo assim, talvez não conseguisse responder. Vou continuar a pensar e ponderar.</p>
<p>Sim, não, sim, não&#8230;</p>
<p>Quem falou mesmo que pai e mãe sempre sabem decidir tudo?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Minha casa alegria de camelô</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 08:39:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[camelô]]></category>
		<category><![CDATA[cozinha]]></category>
		<category><![CDATA[pescaria]]></category>
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		<description><![CDATA[Meio estranho o título,não é? Mas é isso mesmo. Alegria de camelô. Foi assim que minha casa foi chamada certa vez por um colega de trabalho. Aliás, um ex colega de ex trabalho. (é uma delícia falar isto). Explico. Meu marido adora novidades. Ele é um gênio prá achar coisas novas. Tem um faro incrível. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meio estranho o título,não é?</p>
<p>Mas é isso mesmo. Alegria de camelô.</p>
<p>Foi assim que minha casa foi chamada certa vez por um colega de trabalho. Aliás, um ex colega de ex trabalho. (é uma delícia falar isto).</p>
<p>Explico.</p>
<p>Meu marido adora novidades. Ele é um gênio prá achar coisas novas. Tem um faro incrível. Ele descobre utensílios prá pescaria, prá cozinha, pro computador, prás crianças, enfim, ele descobre as coisas.</p>
<p>Prá terem uma idéia, quando surgiram os absorventes embalados um a um, foi ele quem viu.E não apenas viu. Também comprou prá mim.</p>
<p>Com este exemplo, dá de saber porque o apelido da minha casa, né?</p>
<p>Quando o pessoal se reunia em casa, era o máximo.</p>
<p>Se alguém queria pegar azeitonas de um vidro grande, era só achar o utensílio que o ajudaria. Raspar coco prá sobremesa? Tem um raspador super prático. Tirar o miolo do abacaxi? Fácil com o instrumento certo. Cortar as batatas em lâminas ou palito? Também é fácil.</p>
<div id="attachment_294" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-294" title="algumas-coisinhas" src="http://naonasciontem.com/wp-content/uploads/2009/05/algumas-coisinhas.jpg" alt="algumas poucas coisinhas" width="400" height="317" /><p class="wp-caption-text">Algumas poucas coisinhas</p></div>
<p>Por mais incrível que possa parecer, nunca me foi pedido algo, ou alguma coisa prá facilitar um trabalho, que eu não tivesse em casa.</p>
<p>Algumas coisas hoje já não existem mais. Afinal, foram muitas, mas muitas mudanças mesmo. (mas outro dia falo sobre isto).</p>
<p>Muita coisa desapareceu, muita coisa perdi, muita coisa se quebrou.</p>
<p>As residências mudaram. Ora um apartamento, ora uma casa térrea, ora uma com mais andares.</p>
<p>Mas o apelido, este continua o mesmo.</p>
<p>Alegria de camelô.</p>
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		<title>Esperança</title>
		<link>http://naonasciontem.com/esperanca/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 12:48:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Não poderia deixar de partilhar com todos a felicidade que estamos sentindo hoje. Acho que Deus confia muito em mim, pois me mandou três filhos com algum tipo de problema mais sério de saúde. Temos problemas para todos os gostos, e de todas as ordens e intensidades. Mas alguns chamam mais a atenção, mesmo que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não poderia deixar de partilhar com todos a felicidade que estamos sentindo hoje.</p>
<p>Acho que Deus confia muito em mim, pois me mandou três filhos com algum tipo de problema mais sério de saúde.</p>
<p>Temos problemas para todos os gostos, e de todas as ordens e intensidades.</p>
<p>Mas alguns chamam mais a atenção, mesmo que não sejam, necessariamente, mais difíceis de resolver do que outros. Alguns são insolúveis, pelo menos por ora, pelo que se conhece até hoje na medicina.</p>
<p>Mas eu sempre fui extremamente positiva. Sempre fui muito esperançosa. Mas, principalmente, sempre tive muita fé. E é o que sempre falo a todos. Nada como uma fé cega, inconteste.</p>
<p>Ontem fez um mês, exatamente, que um exame oftalmológico no meu filho (ele deve fazer este exame a cada cinco ou seis meses), constatou que, depois de 13 anos de perda constante na visão, ela deu uma boa estacionada. Pela primeira vez, o grau das lentes não aumentou. Dá de imaginar a nossa alegria, não dá?</p>
<p>Pois então, ontem, um mês depois daquele diagnóstico, fomos ver como andava a parte cardiológica.</p>
<p>E nova surpresa, absolutamente inesperada e muito feliz.</p>
<p>Novamente, depois de 6 anos de medicação diária para manter o coração regular, a dosagem do remédio não aumentou. Pelo contrário. Se os resultados dos exames complementares confirmarem, vamos tentar começar a diminuir a dosagem do medicamento.</p>
<p>Vitória. Da esperança. Da fé.</p>
<p>Porque, segundo me falou o cardiologista, isto não era esperado. Mas aconteceu.</p>
<p>Na hora que o cardio começou a falar, comecei a tremer, e deve ter sido bem visível, porque ele sorriu. E era um sorriso feliz. Era um sorriso me dizendo da vitória. Que inesperada, mas não impossível.</p>
<p>Prá quem acredita. Prá quem tem fé.</p>
<p>Como eu. Como a nossa família.</p>
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		<title>O atleta das letras</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Nov 2008 00:57:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Beth Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu filho tem hoje 14 anos. Por questões de saúde, ele foi impedido desde novinho de praticar esportes. No começo, fiquei extremamente preocupada, mas as coisas não acontecem por acaso. Definitivamente. É aquela história. Deus sempre escreve certo. A gente, às vezes, é que não sabe interpretar os avisos que Ele nos manda. Não tenho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu filho tem hoje 14 anos.</p>
<p>Por questões de saúde, ele foi impedido desde novinho de praticar esportes.</p>
<p>No começo, fiquei extremamente preocupada, mas as coisas não acontecem por acaso. Definitivamente. É aquela história. Deus sempre escreve certo. A gente, às vezes, é que não sabe interpretar os avisos que Ele nos manda.</p>
<p>Não tenho um atleta musculoso nem campeão em casa. Mas em compensação, não conheço outro jovem que, com a idade dele, já tenha lido tantos livros. Eu o considero um atleta das letras.</p>
<p>Sei que há outros garotos que gostam de ler. Mas é muito difícil aqueles que, em pleno aniversário ou Natal,  peçam um livro de presente. E que leiam e releiam os livros.</p>
<p>Garotos que busquem o conhecimento na leitura. E que o façam com prazer. O que é muito diferente de ler, tão somente. Absorver conhecimento e cultura não é uma coisa exatamente fácil.  A gente tem que gostar do que se lê. Mas até hoje, foram pouquíssimas as vezes em que ouvi meu filho reclamar por não ter gostado de algum livro.</p>
<p>E ele lê tudo que lhe cai às mãos.</p>
<p>Já leu desde literatura brasileira e internacional, a livros sobre as religiões no mundo. Já devorou livros de ficção e de psicologia. E revistas com conteúdo cultural. Estas são de perder as contas. Se livros ele já os tem aos montes, imaginem revistas.</p>
<p>E este é um gasto que, sempre que posso, não me importo de fazer. Cultura não tem preço, e o que absorvemos para nós ninguém nos haverá de tirar.</p>
<p>O conhecimento que adquirimos é uma riqueza nossa, que podemos um dia até dividi-la, mas  mesmo a dividamos, muitas e muitas vezes que sejam, seu tamanho jamais diminuirá.</p>
<p>E há uma coisa que acho muito interessante.</p>
<p>Ele desenvolveu uma forma de leitura que chamo de leitura fotográfica. Não sei se este termo é correto, mas é o que acho o mais proximo do que acontece. Ele olha para a página, e seus olhos se movem no movimento de uma leitura rapidíssima. É muito interessante. Inclusive muitas e muitas vezes questionei-o sobre o que achei que ele teria lido, mas claro, com uma ponta de dúvida, e confirmei, ele não apenas leu, como quase que instantaneamente, já interpretou o que leu.</p>
<p>Realmente, tantos anos de leitura diária o tornaram um atleta.</p>
<p>Mas um atleta não do físico. Um atleta dos livros.</p>
<p>E eu tenho um orgulho muito, muito grande dele.</p>
<p>Ele é o meu campeão das letras.</p>
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