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Depois de 36 anos de carteira de motorista…

Hoje precisei ir a um CFC (Centro de Formação de Condutores), prá começar as aulas de meu curso de atualização para renovação da carteira de motorista.

algumas placas de trânsito

Eu realmente fiquei muito braba quando soube que teria que ir assistir aulas depois de tanto tempo dirigindo sem jamais ter tido uma multa, nunca ter me envolvido em acidente, batido em outro carro ou atropelado alguém. Não um ponto negativo sequer na carteira.

Mas precisei me deslocar até uma cidade próxima (porque aqui não fazem) prá participar das aulas.

Não digo que foi inútil. Mas daí a dizer que foi de uma utilidade que tenha valido o transtorno, vai uma distância grande.

Mas enfim, a lei é dura mas é a lei, e manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Mais duas aulinhas e pronto. Estarei apta para dirigir em segurança(?) novamente.

Com a minha carteirinha em mãos.

E saiam da frente…

Recomeço

Estou de mudança.

Mudança de vida. Mudança de ocupação ou profissão.

Não tenho mais a papelaria, portanto, deixei de ser comerciante, e como aposentada não combina muito comigo, estou estudando prá fazer as provas prá ser corretora de imóveis. Realmente, estudar está sendo muito, mas muito maçante mesmo. Principalmente por ver tantos erros de português na apostila de…português.

Mas enfim, vamos lá.

E outra coisa à qual tenho me dedicado muito ultimamente, tem sido a fotografia.

Como sempre gostei de fotografar, agora tenho me dedicado mais, e estou aprendendo muito. A internet tem ajudado bastante.

Abaixo deste texto, vai uma amostra do que tenho conseguido fazer.

Tomara que gostem. Se sim, postarei mais algumas fotos, com o tempo.

minha 1ª experiência com edição de fotos. os olhos da nina

Minhas matrioskas

minhas primeiras matrioskas

Faz um tempo, mais ou menos um ano, que ganhei este conjuntinho de matrioskas da minha filha.

Sempre fui apaixonada por estas bonequinhas, mas nunca havia comprado uma.

Acho que no fundinho, o que eu queria era ganha-las, pelo que representam prá mim.

Matrioskas são mães, que carregam em seu ventre outras gerações de mães. Pelo menos é isto o que significa prá mim.

Gostaria que estas primeiras bonequinhas fossem as primeiras de várias.

Vou torcer prá isto. Nem que eu mesma tenha que compra-las.

A cafeteira da minha mãe

a cafeteira da mãe e a xicrinha da vó
a cafeteira da minha mãe

Minha mãe querida faleceu há 3 meses. A dor ainda é imensa. Quem já passou, sabe o que é.

Ela nos deixou alguns bens materiais, coisa pouca pro bando de filhos (oito). Nada de valor extremo.

Mas eu pedi, meus irmãos concordaram, e eu trouxe prá mim uma cafeteira pequena, meio acabadinha, manchada, mas que prá mim, tô considerando um verdadeiro troféu.

Minha mãe era uma cientista social. Participou inclusive da elaboração do Estatuto do Idoso. Quando ela morreu, as bandeiras da Universidade Federal de Santa Catarina ficaram a meio mastro (ela foi professora e criadora de um Centro, lá), o que muito nos honrou.

E, talvez por isto mesmo, por trabalhar tanto com o cérebro, a parte dona de casa, digamos assim, era um total fracasso. Sabem aquela coisa de “comidinha da mamãe?” conosco não teve. Minha mãe era uma cozinheira sofrível. Mas quando ela punha uma coisa na cabeça, não havia quem tirasse a idéia dela. E uma das coisas que ela certa vez decidiu, é que iria acertar fazer café. Não café feito com café solúvel. Café café, como a gente diz. E ela fez. Primeiro numa cafeteirinha elétrica, que logo foi pro espaço. Depois ela comprou a cafeteira Bialetti, que tá na foto. Daí, todos que chegávamos na casa dela, éramos brindados com um cafezinho, inho inho. Porque a cafeteira dela era a menorzinha que tinha.

Ela acertou fazer café. E se não era com aquele coador de pano, nem com o de papel, mas pelo menos o café saía gostoso.

Por isto eu quis a cafeteira. Porque ela usava com gosto. E hoje, a cada cafezinho tomado (pena que o médico tenha pedido que eu tome o mínimo possível de café), lembro do carinho dela em preparar uma das únicas coisas “de casa” que ela fazia maravilhosamente.

Obrigada, mãe, pela herança. Que prá mim, a cafeteirinha tá valendo mais que qualquer outra coisa que a senhora nos deixou.

Um beijão, hoje e sempre.

Meus planos submergiram

Eu estava fazendo muitos planos prá 2010. Talvez até, tenha começado cedo demais. Mas o fato é que, de todos, nenhum se salvou.

Por um daqueles acontecimentos sobre os quais não temos o menor poder de decisão, as coisas se tornaram muito difíceis desde o fim do ano.

Mas agora, tô tentando dar uma meia volta, olhar mais prá cima, me armar de uma coragem que sei que tenho, só não sei bem onde está guardada, e tocar a vida.

Pensar mais no blog, de repente até falando um pouco mais dos sentimentos, (embora confusos), e outras coisas próprias da gente.

Vamos em frente.

Agora, eu também sou órfã

É muito triste, e também muito estranho.

De repente, sem preparação, fiquei orfã.

Minha mãe faleceu.

Repentinamente, repito, embora ela estivesse se sentindo meio mal, ultimamente.

Mas como ela sempre foi extremamente lutadora, ninguém acreditava que, tendo sido internada num hospital para exames, ela não saísse de lá viva.

Mas aconteceu. Não me perguntem como, porque até agora não entendi direito.

Quem quiser conhecer minha mãe, veja o post anterior a este, em que fiz uma pequena homenagem a ela. Agradeço a Deus a inspiração de tê-la feito, e de minha mãe a ter visto. E gostado. Que bom.

E algumas certezas ficaram.

O exemplo dela e a ventura por ter compartilhado nossas vidas.

Agradecerei a Deus até o fim da minha existência por ter me dado esta oportunidade.

Como toda mãe, com certeza, a minha foi única.

E foi mais que especial, porque foi (e continuará sendo) a minha mãe.

MÃE: TE AMO E TE AMAREI ETERNAMENTE.

Felicidade x cansaço. Pode?

Não foi por preguiça, juro. Mas percebi agora que há muito tempo não “visito”este blog.

Eu não sei, ou não consigo explicar exatamente porque, mas ando sentindo um cansaço absolutamente fora do normal. A bem da verdade nem sei se é exatamente cansaço a palavra certa. Talvez seja uma enorme falta de ânimo, de energia, apatia, sei lá.

Este é o kini. Mas poderia ser eu frente ao espelho
Este é o kini. Mas poderia ser eu frente ao espelho

Dizem que isto pode ser algum daqueles trocentos sintomas de menopausa, e se for, espero que passe logo, porque nem eu me aguento mais. Porque por conta disto, acho que meu marido está ficando sobrecarregado. Ele nem tem reclamado, mas não é justo, não é certo. Afinal, minha saúde física está ótima, dentro, claro, das limitações que a idade impõe.

Isto é o mais chato. Porque vontade eu tenho, mas alguma coisa anda me impedindo. Eu não gostaria de tomar remédios. Sei que existem alguns que poderiam ajudar, mas nas poucas vezes em que tentei fazer uso deles, e sempre sob prescrição médica, é claro, tudo que eu fazia era dormir. Foi um período muito ruim, porque não tinha mais almoço, a roupa empilhava na máquina de lavar, limpeza de lado, um horror. E eu só dormindo.

Como, nos últimos anos, andamos passando por muito estresse aqui em casa, a médica me explicou que isto de dormir direto poderia ser a resposta que o organismo estava dando. Relaxar um pouco seria o sinal do tanto de estresse. Mas relaxar um pouco, tudo bem. Relaxar direto é que não dá.

Daí, fico nesta. Esperando desesperadamente voltar a fazer tudo que sempre gostei de fazer. Ir trabalhar, cuidar das coisas em casa. Mas sem remédios.

Será que isso passa logo? Porque tenho tantos posts prontos, mas nem prá abrir o computador e colocá-los aqui ando tendo ânimo.

Torçam por mim, por favor. Eu, de minha parte, estou me esforçando.

E este post já pode ser um começo.

Reencontrei minha melhor amiga. Ou quase.

Estou meio em estado de graça. Meio? Sim, meio. Já explico o porque.

Quando eu estudava na 2ª série do antigo curso científico, atual 2º grau, conheci uma menina muito legal. Nos tornamos muito amigas. Daquelas super amigas mesmo. Sem segredos ou frescuras.

Eu, bolsista, se não a mais, uma das mais chinfrins da sala. Ela, de uma das família$ mai$ tradicionai$ da cidade. Mesmo com esta diferença, sempre nos demos extremamente bem. Confidentes mesmo.

Ela sempre foi linda. Continua, inclusive, com seus 50 e poucos. (mesma idade que eu)

Depois que nos formamos, eu tomei um rumo na vida, me afastando da nossa cidade. Passei num concurso importante, casei, fui prá longe, e ela permaneceu lá.

Depois de uns 8 anos, mais ou menos, não sei como, recebi uma ligação dela, na empresa em que trabalhava, tendo eu daí já voltado prá nossa cidade, me convidando pro casamento dela. Não pude comparecer pois já havia outro casamento na família, e, claro, no mesmo dia.

Depois eu soube que ela havia tido um menino. E eu já tinha uma menina. E até hoje, não sei porque, nem eu conheço o filho dela, nem ela a minha filha mais velha, que dirá meus outros dois.

Quando vim prá Itapema, passados já então quase 20 anos, comecei a lembrar muito dela, procurei nos catálogos telefônicos pelo nome do marido, e não tendo achado, pesquisei pelo pai, irmão, e outros, nem lembro. Mas enfim, achei. (um aparte. naquele tempo, internet já existia, mas funcionava a manivela, era mais rápido pesquisar pelos telefones).

Tanto fiz que consegui falar com ela. E foi como se tivessemos nos encontrado no dia anterior. Coisa boa. Conversa fácil, bonita, sincera.

Daí, mais um tempão, e quase 30 anos depois, num daqueles relâmpagos de inteligencia, pesquisei pelo nome dela no orkut. Demorou horrores, mas achei.

Mandei recados, mensagens, e nada. Estranhei, mas sabendo que nós duas somos meio “antas”, fiquei no aguardo. E eis que num dia, sem que eu lembrasse mais, me chega um recado de alguém que eu não conhecia. Não sei porque, porque não abro recados nem páginas de quem não conheço, desta vez resolvi ver. E era ela.

A minha querida amiga conseguiu “perder” o orkut dela e estava me mandando um recado através de outra pessoa. Mandei prá ela recados e tal, até que ela sumiu novamente.

Mais um tempo, e ela ressurge do nada. Ela achou a senha e o orkut dela. Me mandou um email prá que eu a adicionasse.

Daí, que fiz eu? DELETEI o email dela. Assim, sem um que nem porque. Mas consegui mandar uma mensagem pedindo que me adicionasse que eu completaria o processo, ou que me mandasse novamente um email, prá que eu pudesse adicioná-la.

Prá resumir, estamos nisso há 1 mes. Eu peço o email dela, ela não me entende. Ela me manda um recado, não sei o que ela quer dizer.

Quando digo pros meus filhos que a minha amiga me mandou outro recado eles já riem, e falam que acham que nós nunca vamos nos adicionar mutuamente.

Que estamos parecendo, ou sendo, duas antas quadradas. (perdão às antas, elas não mereciam que eu nos comparasse a elas).

Será que um dia isto vai ter fim?

Será que um dia poderemos conversar (?) via orkut?

Espero sinceramente que sim. E este dia será especial. Tão especial que vou avisar vocês.

O nome dela? Não falo, nem o primeiro nome. Vai que alguém que tenha estudado conosco nos reconheça, daí a gozação tá feita.

E não vou dar esta chance prá ninguém. Não mesmo.

Parem de dizer o que posso ou não dizer ou fazer

Droga. Não há palavra melhor prá começar este post de hoje.

Umas das coisas que mais prezo na vida é a liberdade. De expressão, de pensamento, de opções, seja lá do que for.

Tenho 53 anos. Passei por muitas e muito boas já. Será que já não aprendi um pouquinho?

Deixem-me errar, dar cabeçadas, falar no diminutivo, explicar as coisas do meu jeito. Alguém pede uma explicação? Eu a dou, do meu jeito, com tudo bem explicadinho, bem detalhado, como eu gostaria que fosse comigo.

Eu penso diferente de você? Tudo bem. É só não me ler mais, seja aqui, no orkut, no twitter ou seja lá onde for. Pronto. Não vou chorar por isso. Pare de ler, simplesmente.

Sou cafona, fora de moda? Mas a minha moda eu mesma a faço. A minha moda é a não moda. Uso o que eu gosto, o que me permite o conforto que eu prezo.

Quero colocar uma foto na Internet? Ah, mas ela não está boa? Não me interessa, quem quer ver, que veja.

Chega de me policiarem.

Não dou este direito a ninguém. Aliás, a ninguém, não. Eu tenho este direito. O que me diz respeito, eu decido.

E chega.