Coisas que pensei ou gostaria de ter pensado.
Estou meio em estado de graça. Meio? Sim, meio. Já explico o porque.
Quando eu estudava na 2ª série do antigo curso científico, atual 2º grau, conheci uma menina muito legal. Nos tornamos muito amigas. Daquelas super amigas mesmo. Sem segredos ou frescuras.
Eu, bolsista, se não a mais, uma das mais chinfrins da sala. Ela, de uma das família$ mai$ tradicionai$ da cidade. Mesmo com esta diferença, sempre nos demos extremamente bem. Confidentes mesmo.
Ela sempre foi linda. Continua, inclusive, com seus 50 e poucos. (mesma idade que eu)
Depois que nos formamos, eu tomei um rumo na vida, me afastando da nossa cidade. Passei num concurso importante, casei, fui prá longe, e ela permaneceu lá.
Depois de uns 8 anos, mais ou menos, não sei como, recebi uma ligação dela, na empresa em que trabalhava, tendo eu daí já voltado prá nossa cidade, me convidando pro casamento dela. Não pude comparecer pois já havia outro casamento na família, e, claro, no mesmo dia.
Depois eu soube que ela havia tido um menino. E eu já tinha uma menina. E até hoje, não sei porque, nem eu conheço o filho dela, nem ela a minha filha mais velha, que dirá meus outros dois.
Quando vim prá Itapema, passados já então quase 20 anos, comecei a lembrar muito dela, procurei nos catálogos telefônicos pelo nome do marido, e não tendo achado, pesquisei pelo pai, irmão, e outros, nem lembro. Mas enfim, achei. (um aparte. naquele tempo, internet já existia, mas funcionava a manivela, era mais rápido pesquisar pelos telefones).
Tanto fiz que consegui falar com ela. E foi como se tivessemos nos encontrado no dia anterior. Coisa boa. Conversa fácil, bonita, sincera.
Daí, mais um tempão, e quase 30 anos depois, num daqueles relâmpagos de inteligencia, pesquisei pelo nome dela no orkut. Demorou horrores, mas achei.
Mandei recados, mensagens, e nada. Estranhei, mas sabendo que nós duas somos meio “antas”, fiquei no aguardo. E eis que num dia, sem que eu lembrasse mais, me chega um recado de alguém que eu não conhecia. Não sei porque, porque não abro recados nem páginas de quem não conheço, desta vez resolvi ver. E era ela.
A minha querida amiga conseguiu “perder” o orkut dela e estava me mandando um recado através de outra pessoa. Mandei prá ela recados e tal, até que ela sumiu novamente.
Mais um tempo, e ela ressurge do nada. Ela achou a senha e o orkut dela. Me mandou um email prá que eu a adicionasse.
Daí, que fiz eu? DELETEI o email dela. Assim, sem um que nem porque. Mas consegui mandar uma mensagem pedindo que me adicionasse que eu completaria o processo, ou que me mandasse novamente um email, prá que eu pudesse adicioná-la.
Prá resumir, estamos nisso há 1 mes. Eu peço o email dela, ela não me entende. Ela me manda um recado, não sei o que ela quer dizer.
Quando digo pros meus filhos que a minha amiga me mandou outro recado eles já riem, e falam que acham que nós nunca vamos nos adicionar mutuamente.
Que estamos parecendo, ou sendo, duas antas quadradas. (perdão às antas, elas não mereciam que eu nos comparasse a elas).
Será que um dia isto vai ter fim?
Será que um dia poderemos conversar (?) via orkut?
Espero sinceramente que sim. E este dia será especial. Tão especial que vou avisar vocês.
O nome dela? Não falo, nem o primeiro nome. Vai que alguém que tenha estudado conosco nos reconheça, daí a gozação tá feita.
E não vou dar esta chance prá ninguém. Não mesmo.
Droga. Não há palavra melhor prá começar este post de hoje.
Umas das coisas que mais prezo na vida é a liberdade. De expressão, de pensamento, de opções, seja lá do que for.
Tenho 53 anos. Passei por muitas e muito boas já. Será que já não aprendi um pouquinho?
Deixem-me errar, dar cabeçadas, falar no diminutivo, explicar as coisas do meu jeito. Alguém pede uma explicação? Eu a dou, do meu jeito, com tudo bem explicadinho, bem detalhado, como eu gostaria que fosse comigo.
Eu penso diferente de você? Tudo bem. É só não me ler mais, seja aqui, no orkut, no twitter ou seja lá onde for. Pronto. Não vou chorar por isso. Pare de ler, simplesmente.
Sou cafona, fora de moda? Mas a minha moda eu mesma a faço. A minha moda é a não moda. Uso o que eu gosto, o que me permite o conforto que eu prezo.
Quero colocar uma foto na Internet? Ah, mas ela não está boa? Não me interessa, quem quer ver, que veja.
Chega de me policiarem.
Não dou este direito a ninguém. Aliás, a ninguém, não. Eu tenho este direito. O que me diz respeito, eu decido.
E chega.
Quando eu tinha de dois para tres anos, minha mãe contratou uma senhora prá ficar cuidando dos filhos, pois ela trabalhava fora.
Esta senhora fazia umas bolsas de trico com corda e barbante que eram muito legais. Se fosse hoje, com certeza, ela estaria muito bem de grana, porque as bolsas eram realmente muito bonitas. Vai daí que, eu, curiosa como sempre fui, encasquetei de aprender a fazer trico também. Mas nesta época, eu tinha somente 4 anos, e ensinar uma criança de quatro anos a tricotar, e ainda por cima com aquelas agulhas grossas, realmente eram uma coisa meio pro difícil.
Mas eu desisti? Não. (aliás, minha mãe diz e repete prá quem quiser ouvir que eu sempre fui extremamente teimosa; se eu queria, eu queria e pronto). Então se eu tinha decidido aprender trico, eu iria aprender trico.
E aprendi. Só que aprendi a fazer olhando de frente. Logo, aprendi “em espelho”. Hoje faço quase qualquer coisa, porém, tricoto do jeito inverso. Tudo que é prá frente eu faço prá trás e vice versa. Depois de muito tempo fui entender porque nunca tinha conseguido fazer nada por receita. Sempre deu errado. Mas agora ficou fácil, é só reescrever a receita mudando tudo de lado.
Mas depois de um tempo razoável tricotando, com a idade, e com uma certa inflamação num músculo, lá se foi meu tricozinho. (também meu croche). E prá diminuir um pouco minha tristeza, meu marido me deu de presente uma máquina de trico. Foi um dos presentes mais gostosos que ganhei. Em tres, quatro horas, a gente faz uma blusa básica.

euzinha e filhos meus menores "trabalhando"
Depois de um tempo, ele comprou um motor, o que facilitou ainda mais meu trabalho, pois nesta época, eu já me aventurava com trabalhos prá terceiros. Fiz isto muitos anos, até que não deu mais. Vendi minhas máquinas, qua na verdade àquela altura já eram duas. Infelizmente, prá mim tinha chegado a hora de parar, mesmo sendo trico com máquinas.
E um dia desses, quando começou a esfriar, vi uma blusa de trico num programa de televisão muito parecida com uma que eu havia feito, muito tempo atrás.
Me deu saudade. Aí lembrei da minha primeira máquina, procurei, e achei uma foto.
E nesta foto, dá de ver como era gostoso fazer as peças. Fiz muita blusa, colete, roupinhas de bebê, calças, meias…
Foi muito bom. Pena que passou.
Agora, só posso fazer pequenas peças, com muita calma, sem exagerar, e na base do manual.
Mas pelo menos, não esqueço como fazer meu tricozinho. Mesmo que seja pouca coisa. Mas enfim…
Ontem foi Dia das Mães. Embora pareça mentira, eu realmente não me ligo em presentes. Prefiro mil vezes ganhá-los sem dia definido. Nem com presente de aniversário me importo.
Aliás, na verdade, prefiro dar presentes. Acho muito mais prazeroso.
Presente de dia das mães, mesmo, eu só gostava quando meus filhos eram pequenos, quando eles faziam aquelas coisinhas na escola, cantavam aquelas musicas (sempre as mesmas, mas a gente sempre chorava), faziam uma apresentação simplesinha… Mas tudo era feito por eles. E isto foi o que sempre teve mais valor prá mim.
Mas ontem não teve jeito. Minha filha mais velha tasca um post no blog dela falando em mim. Pronto. Desabei. Chorei mesmo, ué. E na sexta meus filhos menores ganharam uma gincana na escola (me referi a ela num post no meu outro blog), o que foi um presente, porque muitas pessoas serão assistidas com os cobertores e alimentos que eles arrecadaram.
Mas uma coisa bateu mais forte, e mais forte de um jeito bem diferente. No post, minha filha fala na avó, e eu me lembrei da minha vó Zezé. Uma nordestina baixinha, braba, mas braba mesmo, matriarca no maior sentido que esta palavra pode ter.
Mas que me adorava. E que eu adorava na mesma medida.
Dentre mais de 50 netos, eu era um xodó entre as meninas. E ela demonstrava isto sempre. Do jeitinho dela. Ela sempre participou da minha vida, sempre me apoiou, em muitos momentos, sendo a única que tinha coragem de fazer isto. Me apoiar sempre.
E ela gostava de usar um sabonete. Maja. Um sabonete extremamente perfumado. E quando acabava o sabonete, ela me ligava, avisava que precisava do sabonete, e lá ia eu procurar o bendito. Comprava e levava prá ela.
E o sabonete ficou como o nosso elo de ligação. Ainda sinto falta dela (mesmo ela tendo falecido há mais de 20 anos). Mas quando a saudade aperta mesmo, peço a minha filha que compre o sabonete da vó prá mim. E tomo um demorado banho com ele. E é como se sentisse a vó do meu lado, me abraçando, com aqueles braços pequeninhos. Mas que conseguiam me enlaçar toda.
O cheiro deste sabonete me lembra ela. E sempre me lembrará. Ele faz parte da minha vida.

1ª caixa que ganhei da minha filha
Bom, falo português fluentemente. E não morreria de fome na França, na Inglaterra, nem nos Estados Unidos. Acho que passaria bem nos países em que se fala castelhano ou espanhol. Mas agora, a surpresa maior. Eu também falo cachorrês, e um pouquinho do gatês.
Cachorrês? Gatês? Ué, nunca ouviu falar, não? Tá por fora, hein?
Cachorrês é a lingua dos cachorros, e gatês a dos gatos, oras.
Ontem, aconteceu de novo. O nosso totó, o kini, (vê a foto) começou a rondar, e latir. E o pessoal não sabia o que era. Mas ele olhou prá mim, latiu e eu entendi. Ele queria a bolinha prá brincar. Foi só perguntar: kini quer bolinha?, que ele correu. Eu peguei a bolinha dei a ele, ele foi brincar e pronto.

Este é o kini. Um filhote com cara de velho.
Quando ele quer comida, quando quer água, eu entendo. E não é o primeiro cachorro que eu consigo entender. Com os outros que tivemos já era assim. Eu entendia cada latido. Com a gatinha foi assim também, mas era mais difícil. Talvez porque gatos sejam mais independentes, sei lá.
Mas mesmo assim dava de saber o que a gata queria.
Talvez, também, a dificuldade com os gatos ocorra porque não morro de amores por gatinhos. Não gosto que os maltratem, mas prefiro mil vezes cachorros. Com eles me dou muito melhor.
Mas eu estava pensando, aqui com meus 2 botões, que esta facilidade de comunicação pode ter a ver com o fato de ser mãe, não é? Porque quando nossos filhos são pequenos, a gente tem que usar muito da sensibilidade prá entender os sinais que os bebês nos dão. Então pode vir daí, certo?
Se a gente consegue entender um bebê, consegue entender um animal.
Então, mães, todas somos poliglotas.
Nosso curriculum vitae cresceu.
Aêêê.
Ps.: Não estou comparando bebês com animais. Somente constatando as possibilidades.
Quando eu estudava, lá bem longe no tempo, na minha época do primário e ginásio, que hoje se chama primeiro grau, as coisas eram meio difíceis lá em casa.
Oito filhos prá criar, meu pai doente, e minha mãe dando conta de tudo sozinha.
Eu sempre estudei em colégio particular. Mas não porque tivesse dinheiro, não. Era porque meu pai dava aulas (era o que elepodia fazer). Aí, parte do pagamento era em bolsas para os filhos.
Dá de imaginar que não era muito fácil quando a gente precisava de material escolar, né? Nós sempre tinhamos tudo certinho, mas sempre na medida do estritamente necessário.
Não me importei nem um pouco com as coisas sempre contadas, acho até que isto me ajudou a dar valor a cada coisa conquistada.
Mas havia uma coisa que me deixava diferente, digamos assim.
Os lápis de cor. Mais específicamente, uma cor de lápis.
Um verde água, meio azul, sei lá.
Minhas colegas sempre me emprestavam, mas eu desejava ter um lápis só prá mim. Eu sabia que naquele momento seria impossível. Mas guardei o desejo, bem lá no fundinho do coração.
Depois vieram meus filhos.
Um a um tendo os materiais apropriados, e, quando possível, conforme desejassem, desde que sem exageros.
E eu mantinha meu desejo de criança latente. Esperando. Mansinho.
Até o dia em que abri minha loja. Uma papelaria. Pequeninha no começo, mas que, com bastante trabalho, já passou pelo período mais difícil, segundo as estatísticas.
Na minha primeira compra prá loja, caixas de lápis de cor. E, dentre elas, a minha. Aquela que seria única e exclusivamente minha. Com um lápis inteirinho meu.
Após abrir a a caixa com o material comprado, conferido e arrumado nas estantes, o momento chegou.
Eu tremia quando peguei aquela que seria a realização de um desejo.
A minha caixa de lápis de cor, com o meu muito sonhado lápis verde água, ou azul.
Até hoje mantenho a caixa inteirinha. Ninguém mexe nela.
Mas muitas vezes me pego abrindo-a, e riscando pequenos pedaços de papel com aquele meu lápis.
Os lápis das outras cores estão lá. Mas não mexo neles, somente no meu verdinho, ou azulzinho. E depois ele volta prá caixa, que ainda está parecendo nova, depois de tanto tempo.
É meu desejo realizado. Um desejo que permaneceu sem mágoas pela não realização na infância, mas que ficou lá, quietinho.
E agora, realizado.

o desejo
Desejem sempre. E acreditem que um dia, tudo pode se realizar, mais cedo ou mais tarde.
Meu sonho demorou quase 40 anos prá se realizar. Mas agora existe. Tá aqui comigo, na minha gavetinha.
Bem do meu lado.
Sempre.
Hoje é mais um dia daqueles.
Mais um dia só meu. Só meu aqui em casa, bem entendido.
Dia da sogra. Eu tenho um genro. Dia MEU.
Daqui a pouco, tem o dia das mães. Tenho tres filhos. Dia MEU.
Depois, dia dos namorados. Tenho um marido. Dia meio MEU. (meio meu, mas pelo menos, é).
Dia da vovó. Tenho uma neta postiça. Dia MEU.
Aniversário de casamento. Dia meio MEU.
Viva eu, viva eu.
Tenho um monte de dia MEU.
Devo pedir desculpas a vocês, que eventualmente me leem. Não foi por querer que andei tanto tempo afastada.
É que meu notezinho deu pane, ou pânico, visto que foi na minha mão. Algo com a tela. Branqueou tudo. Depois de um tempo razoável, porém com atendimento muito bom por parte da autorizada, tudo está resolvido.
Talvez alguém me pergunte: “E por que não usou o computador do marido ou dos filhos?”. Porque tenho medo. Um medo danado de detonar os computadores. Porque, modéstia à parte, sou especialista nisto. Já consegui queimar dois aparelhos de fax, um na Bahia e outro aqui mesmo. Lá, liguei com a tomadinha no 220v, mas lá é 110v. Aqui, tentei ligar junto com outro aparelho num “T”, e parece que os plugs se tocaram, e adivinhem? Buum, de novo.
Aliás, minhas experiências com aparelhos eletro eletrônicos destruidos não é exatamente recente. Já tive problemas com um secador de cabelos (buuum). Televisores só ficam ruins quando eu ligo. E, talvez o pior, fora meu notezinho, é claro, uma máquina de xerox. Eu já consegui me atrapalhar com uma máquina de xerox.
Hoje sou traumatizada com máquinas e equipamentos. Temos uma máquina de bottons e outras de silk screen que eu opero, mas com um medo danado. E olha que estas máquinas são robustas, exatamente. É tudo bem pesado. Mas tenho medo.
E é por isto que não escrevi em outro computador.
Não foi por falta de vontade, não.
É que o medo falou mais alto. Já pensou se detono os trabalhos de meu marido? Ou os jogos, fotos, musicas, tarefas, dos filhos?
Deus me livre. Antes eu que eles.
Se era prá sentir falta de escrever, sempre primeiro eu, eles não.
Bem vindos, então, novamente.
E obrigada prá quem me esperou.
Besteiras à parte, creiam-me, eu acredito em papai noel.
Não, decididamente, não acho que Natal deva ser uma data voltada únicamente a presentes, comilança, abraços e confraternização na empresa.
Natal prá mim é a celebração do nascimento Daquele que me mantém em pé, que me sustenta nas quedas, Aquele prá quem eu peço socorro, e a quem muitas vezes esqueço de agradecer por tanto amor. Natal, enfim, é a celebração máxima do amor incondicional.
Mas, eu também acredito em papai noel.
Sou daquelas que não podem ver um papai noel que se abala e embala. Porque atrás de qualquer papai noel sempre vem uma criança, e muitas vezes aquelas musiquinhas chatinhas, às vezes, mas das quais a gente sente uma falta nos outros meses do ano…
Prá mim papai noel é sinônimo de infância, de inocência, de ternura.
Quando a gente é criança, papai noel existe. Exceto, e eu sinto muito por isto, práquelas cujos pais acham que crianças não devam ter “ilusões”. Alguns pais acham que uma decepção futura não vale a pena prá criança. Mas quando nós, pais, conduzimos tudo com naturalidade, as coisas se encaixam e se resolvem naturalmente.
Acho que foi isto que aconteceu comigo.
As coisas lá na casa de meus pais foram sempre tão bem resolvidas, que a lembrança que ficou foi a desta entidade gostosa, bonachona, feliz, chamada papai noel.
De minha parte, nunca embolei o meio de campo. E papai noel sempre foi papai noel. O sentido verdadeiro e cristão do Natal, sempre foi o que mais importava.
Meus filhos também passaram por tudo com tranquilidade.
E eu continuo acreditando naquela figura grande (como eu, ihihih), naquela roupa vermelha e alegre (que alguns moderninhos querem trocar por verde, benza Deus), continuo acreditando naquela risada feliz e no simbolismo de solidariedade que ela traz em si.
Sou meio criançona, embora já seja mãe, quiçá quase avó.
Vou continuar correndo atrás de papai noel, ganhando balinha (embora também as venda em minha lojinha), porque, decididamente, balinhas de papai noel são sempre as melhores, mesmo que sejam iguais as que já tenhamos nas mãos.
Ô mania que este povo tem, né?
Vocês já perceberam que ninguém diz que o outro tá gordo? Não, ela não está gorda. Ela está gordinha.
Já observaram que sempre que alguém se refere a um ser que está acima do peso, pouco ou muito, não importa, qualquer referência a esta criatura passa a ser no diminutivo?
Por que, hein?
Fico possessa com isto.
Prá mim, estes diminutivos não são nada mais nada menos que uma forma de minimizar um preconceito embutido.
Besteira grande.
Até porque, fora aquelas pessoas que não emagrecem por questões de saúde, e elas não são poucas, gordos em geral são gordos simplesmente porque gostam de comer, ora essa.
Gordo pensa grande.
Gordo não faz um lanchinho, faz um lanche. Gordo não toma um suquinho. Toma um suco. Gordo não come um chocolatezinho. Come uma barra inteira. E com muito prazer, obrigada.
Eu não sou gordinha. Sou gorda. E adoro sê-lo.
Eu gosto de comer.
Controlo meu colesterol, não faço exercício porque odeio com todas as letras, embora saiba que devesse fazer, mas faço o possível para me manter saudável. (com a idade, isto deve ser entendido como: na medida do possível).
Por favor, amiguinhos.
Parem com esta mania de usar as palavras sempre no diminutivo, como se diminuindo as palavras nosso tamanho fosse se tornar menor.
Permitam-me pedir que se refiram a mim conforme o meu tamanho. Não como se eu fosse uma PP. Eu sou GG, com toda honra.
Aliás, como diria meu príncipe, Grande e Gostosa.
Morram de inveja…