Coisas que pensei ou gostaria de ter pensado.

Archive for the ‘Comportamento’ Category

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Eu li isto, sim…

jul 10, 2009 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Comportamento

Acabo de me atualizar nos assuntos novelísticos, belezísticos, fofoquísticos e afins contidos nas revistas semanais que chegaram ontem. Algumas também mensais, estas, porém, são um pouco mais sérias, digamos assim.

Mas o que interessa neste momento, estava escrito, eu li, e li duas vezes prá ter certeza. A consulente (que palavra, credo) perguntava o que deveria fazer prá “apimentar” a comemoração pelo aniversário de 10 anos de casamento. Hã? Como assim… Me abana, não estou entendendo.

Será que ela não tem nenhuma idéia?

O que será que ela fez nestes 10 (DEZ) anos?

Se ela precisou pedir ajuda, prefiro nem pensar o que se passou neste tempo. Ou o que NÃO se passou.

Tenho pena. Dos dois.

Dela e do marido.

Luluzinha e Bolinha, Mônica e Cebolinha, e euzinha

jun 15, 2009 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Comportamento

Neste fim de semana, como em todos os outros,  eu estava colocando a leitura de revistas em dia (muitas revistas, diga-se de passagem), e me cai em mãos a nº1  da Luluzinha teen.

A Luluzinha era um gibi (palavra antiga, mas para a qual ainda não surgiu uma melhor) do meu tempo. Aquele meu tempo, lembra? Naquele tempo, eram poucas as publicações que podiam ser lidas por meninas. É, tinha disso, sim. A grande maioria era de gibis voltados para o público masculino. Não que a gente não espiasse, às vezes, mas era tudo na maior moita.

Pois bem, a Luluzinha era mais prá nós, as meninas, embora tivesse lá a turma dos meninos, com seu clube secreto e tal.

Bastante tempo depois, começaram a aparecer outros gibis, e finalmente, a Mônica e sua turma.  Eu sempre gostei de ler as revistinhas.

E naturalmente quando começaram a pipocar os gibis com os personagens teen, me joguei na leitura.

E daí?  E daí que fiquei triste.

Com a turma da Mônica, levei um choquinho, por assim dizer. Mas foi somente no início. Talvez por perceber que, como a turminha, meus próprios filhos também cresceram.  Mas as características das personagens foram mantidas. A Mônica continua dentuça, o Cebolinha com o cabelo espetado, A Magali tendo seus arroubos de fome e o Cascão com seu cabelinho de impressão digital, dentre outros da turma.

Todos cresceram, mas mantiveram suas características.

Porém, ah, porém, com a turma da Luluzinha, o papo foi bem outro. Já li em outros blogs algumas opiniões iguais às minhas, assim como li algumas elogiando as alterações. Mas, sinceramente, acho que quem elogiou foi a turma” mais nova”.

Aqueles que viveram a época mais antiga, acho que não gostaram. Afinal, cadê o cabelo enroladinho da Lulu e a  barriga do Bolinha, por exemplo? Aí estava parte da personalidade deles.  Como que a Lulu agora tem o cabelo mais solto? Faz o que, relaxamento? e o Bolinha, sarado, barriga tanquinho?

Me poupe. Este gibi/mangá não deu prá engolir. Parece que fizeram questão de acabar um pouco com a minha infância.

Vou continuar com a Turma da Mônica, eles permaneceram mais autênticos, em que pese todas as modernidades e doideiras pelas quais estão passando. Mais gostoso.

turminha da Mônica, Bolinha e Luluzinha

turminha da Mônica, Bolinha e Luluzinha

Eu achei.

Aliás, quando chega a próxima revista da Mônica teen?

Peraí. Tá bem. Vou ler a próxima da Luluzinha também. Vou tentar. Mas se continuar não gostando, desisto.

Não vou trair minha infância. Me nego a isto.

Quero a Lulu de cabelo enroladinho e o Bolinha, bolinha.

Falei.

Como é que a gente lembra?

mai 21, 2009 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Comportamento

Ontem minha filha mais nova completou 13 anos.

Meu Deus, como o tempo passou rápido.

E daí, percebi uma coisa. Quem já é mãe, com certeza haverá de concordar comigo.

O nascimento da minha filha estava previsto para 17 de junho, mais ou menos. Aliás, este é o dia do meu aniversário. Seria meu presente de 40 anos. Mas a garotinha resolveu dar o ar da graça antes. Quero dizer com isto, que não havia cesárea marcada, portanto o dia transcorria como outro dia qualquer. Não havia expectativa nenhuma com relação a nascimento, maternidade, nada.

Mas eis que por volta de 18 h, começou. E a filhota nasceu às 22:55 h. E aí, chego onde queria.

Por mais incrível que possa parecer, eu lembro de cada momento daquele dia. Uma segunda feira. E me toquei que assim como lembrava desta segunda feira, me lembrava também do sábado em que o menino nasceu e do domingo em que a mais velha veio ao mundo.

Nenhum dos partos foi programado. Muito pelo contrário. Todos foram no sistema surpresa total. O menino, mesmo, era previsto nascer em 7 de setembro (patriota) e resolveu dar as caras em 30 de julho. Pouquinha coisa antes.

A mais velha nasceu num tempo em que não havia ainda (pelo menos na cidade em que ela nasceu) um ultrassom. Portanto, tudo era na base do RX, e não era possível ficar fazendo RX direto. Seria muito prejuizo pro bebê. O jeito, neste caso, era esperar e torcer.

Portanto, todos os partos foram surpresa.

E aí eu pergunto: o que é isto que faz com que a gente lembre de todos os momentos de um dia que não tinha nada de especial até que a criança nascesse?

Não é de pensar? Porque se o bebê não tivesse nascido neste dia, será que a gente conseguiria lembrar do que se passou durante o dia todo?

Claro que isto tambem ocorre com outras situações, felizes ou infelizes, mas me flagrei disto ontem, e ontem era um dia muito feliz.

Que bom.

A maquiagem da estrela

mai 5, 2009 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Comportamento

Ontem, através da minha filha Renata, conheci um blog legal. E o achei muito legal, mesmo. Até já coloquei nos favoritos. Tem posts muito bons.

Porém, ai, porém…

Li o post de ontem e confesso, no começo, fiquei triste pelas fotos postadas. Em princípio, achei um baita desrespeito. Não sei se, na verdade, a garota que o escreve teve ou tem próxima dela, uma pessoa de mais de 50 ou 60 anos. Ou pelo menos alguém que, com esta idade, gosta de se maquiar, é vaidosa.

Mas continuando na leitura, fui aos comentários. (adoro lê-los). E o último de então, de alguém que assina Cris, me foi particularmente tocante. Ela fala numa avó que gostava de se maquiar, e deu aos outros comentários a resposta que eu gostaria de ter dado.

É muito fácil ridicularizar pessoas que estão com uma maquiagem forte, over, diriam elas. O blush errado, muito forte, um batom além das medidas e a sobrancelha parecendo a de uma louca.

Primeiro, devo dizer que  própria autora do post pede que a avisem quando for mais velha, se ela estiver exagerando nalguma coisa. Isto é porque ela sabe que aos 88 anos, como é o caso da sra da foto, ela talvez não esteja enxergando bem, ou a moda da época vá ser outra. E se ela mesma admite que poderá errar, por que esta sra não tem este direito?

Eu tenho 53 anos. Sou da época de dancing days, de embalos de sábado à noite e hair. Naquela época, tudo era muito mais intenso, assim como, pesquisando a gente pode saber que, no tempo em que aquela senhora era novinha, as sobrancelhas eram absolutamente marcadas e os olhos excessivamente pretos. Porém, eram a moda da época.

Hoje, é tudo muito mais sutil (mesmo assim, a gente vê cada coisa no meio da rua), as informações correm a mil, temos a internet. Mas pessoas mais velhas às vezes demoram um pouco mais a se desligarem daqueles hábitos do passado. E há mais um detalhe. Todos falam, falam, mas ajudar que é bom, necas.

Eu mesma tenho procurado na internet, blogs que tenham posts ensinando maquiagem prá minha idade. O máximo que encontrei, sob o título “maquiagem para pálpebras caídas”, foram fotos ensinando como maquiar um olho japonês. Ora, o olho dos japoneses são dotados de uma pálpebra até caída, mas a pele é firme, clarinha. Mas a nossa não. A nossa, mesmo com todos os cremes à disposição, é, não apenas caída, mas também flácida.

Aí está a diferença. Não deu de adaptar, ou não consegui. (um aparte: não fale em plástica, nem todas temos dinheiro ou coragem ou condições físicas para fazê-la).

Eu gostaria que alguém nos olhasse com carinho. Que alguém nos ensinasse, como ensinam milhares de possibilidades de maquiagem para as mais novinhas. Eu queria que nos entendessem.

E não que simplesmente rissem de mim e dos meus erros.

Obrigada.

Medo de fotos?

abr 27, 2009 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Comportamento

Eu não sei porque. Mas vivo tendo inspirações e pensamentos “mágicos” durante o banho.

Talvez por ser um momento meu, bem meu, (já falei que meu presente predileto é um bom sabonete? Um sabonete bom; não caro, necessariamente)é durante o banho que me inspiro.

Eu literalmente voo.

Hoje eu estava pensando. Por que esta minha verdadeira paranóia em ser fotografada?

Até alguns anos atrás, poucos anos atrás, se eu batesse a cassuleta, fosse prá terra dos pés juntos, vestisse um paletó de pijama, meus entes queridos quase não teriam lembranças minhas por fotos.

Quando percebi isso, passei a aceitar algumas fotografias, mas bem poucas, e em situações em que eu estivesse bem à vontade.

Mas hoje, procurando uma foto prá colocar no orkut e no twitter, me vi sem nenhuma que eu gostasse, e aí percebi.

O negócio é o meu excesso de auto crítica.

Sempre acho que não fiquei bem.

Sabe, o meu braço? Pura pelanca. A pálpebra? Desabada, literalmente. A barriga? Parece gravidez, e de gêmeos. O cabelo? Ralinho, ralinho.

Mas peraí.

E a felicidade que eu estava sentindo naquele momento? Onde fica? Quero dizer, a essência da foto era o momento, a vida que eu vivia naquele instante. Que passaria em branco, não fosse uma foto. Prá lembrar depois. E prá rir, com certeza. De mim, claro.

Agora vou deixar que me fotografem mais.

Pode ser meio difícil no começo. Mas vou conseguir.

Ah, as fotos prá internet?

É, bem, fiz caquinha. Sei lá o que fiz. Eram duas, as que eu gostava, e elas sumiram, simplesmente sumiram, e eu não apertei nenhum delete.

Se a Nina encontrar, eu coloco aqui, e vocês vão ver.

E podem até comentar. Não vou ficar braba, não.

Acompanhando alguém no hospital

mar 30, 2009 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Comportamento

Nestes últimos dias, precisei acompanhar uma parente próxima que precisou ficar internada num hospital.

Decididamente depois destes dias, passei a valorizar muito as pessoas que acompanham enfermos em geral.

Foi uma experiência que eu diria, nada agradável. Talvez por causa da minha idade (porque sempre fui escalada nestas situações, pela minha facilidade em ficar alerta, mesmo no período da noite), desta vez a coisa foi braba.

Foi muito ruim, mesmo.

Mas andei questionando a turma da enfermagem (pessoal muito desvalorizado, que não tem o reconhecimento que merece, diga-se de passagem), e até estas pessoas falavam a mesma coisa. Praticamente todos que ficam internados ficam muito chatos.

Quem eu estava acompanhando, também ficou, e muito.

Naturalmente que às vezes a chatice vem da própria debilidade física, que gera também uma debilidade emocional. Mas muitas vezes não é isto. A internação só faz exacerbar o que a pessoa é.

Caramba. É como se não existissem outras pessoas no mundo, e que o problema de cada um seja sempre maior do que o do outro.

Sim, já fiquei internada, e muitas vezes. Muitas mesmo. Mas eu sempre evitei me sentir a mais sofredora das pessoas, até porque acho que o meu problema sempre é menor que o do meu vizinho do quarto ao lado. Mesmo que muitas vezes não seja.

Já estive em UTI, sei o que é. Mas mesmo lá, mesmo estando completamente entregue a tubos, sempre tem alguém pior que a gente.

E se pensarmos que vamos ficar bem, aconteça o que acontecer, já teremos andado meio caminho para a cura. Ou pelo menos para a melhora.

Quem se entrega tem mais chance de ficar pior. Porque o organismo não reage. E nem a cabeça.

Eu não me entrego. Nem sob suspeita de câncer. O que não ocorreu somente uma vez, na minha vida. Mas sigo firme.

Sempre achando que, aconteça o que acontecer, amanhã o dia será bem melhor. E o outro, melhor ainda.

Sempre otimista.

Sempre olhando prá frente.

Sempre olhando pro alto.

E sempre agradecendo a Deus.

Até.

Compras, compras, compras…

mar 20, 2009 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Comportamento

Sempre disse que não gosto de shopping. Não gosto de supermercado (hiper, então, nem pensar). Não gosto de fazer compras.

Mas ontem resolvi me desarmar, e ir às compras.  Marido, filhos e eu.

E não é que foi bom?

Passamos incríveis quatro horas experimentando roupas. Isto mesmo, quatro longuíssimas horas entrando e saindo de provadores. Foram calças, camisetas, camisas, vestidos e até sapato.

Não, não foram compras fúteis. Os tempos não estão prá isto. O meu tempo e o meu dinheiro, pelo menos, não.

Foi necessidade mesmo.

A gente aguentou até onde pode. Mas quando alguém não identifica direito se a camiseta é cinza claro ou cinza desbotado, opa epa.  E o marido tendo que frequentar lugares mais formais em função da profissão, chegou a hora de rever conceitos.

Gosto de usar as roupas e sapatos até que cheguem no limite. E este limite tanto pode ser o desgaste natural das fibras, quanto o limite do corpo. Isto é, se a gente emagrece, aperta a roupa e tudo bem. Mas se a gente engorda (o que é muito comum depois dos 50 anos), fica muito difícil emagrecer. E alargar roupas nem sempre é possível. Este é o limite do corpo.

Nossa tarde foi boa.

Eu, particularmente, precisei provar somente tres peças, das quais só comprei uma. Mas ficou linda.
Os outros passaram bastante tempo provando.

Depois de tudo, um lachinho muito gostoso, com tudo a que todos tinham direito.

Uma tarde inteira em família, comprando roupas, comendo, andando (todos chegamos com os pés doendo em casa), foi uma coisa maravilhosa. Temos sorte por poder fazer isto numa quinta feira. Não são todos que podem fazer isto. Que bom que pudemos fazê-lo.

Todos dormimos cansados, mas a partir de ontem, acho que comecei a ver sessões de compras com outros olhos.

Acho que vou visitar shoppings mais vezes.

Me aguardem.

Os dedinhos das passistas

mar 10, 2009 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Comportamento

Deixei passar um tempinho, depois do carnaval, prá não dizerem que estou perseguindo alguém.

Quando eu era beeem pequena, gostava de carnaval, daqueles de salão, as famosas matinês. Eu ia normalmente com minha tia, a queridíssima tia Cléa. Ela ia nos bailes da AABB e levava, junto com os três filhos, todos os sobrinhos que conseguia enfiar no carro. Era maravilhoso. Ela nos pagava até lanche. Sandubas e refris. Muitas das vezes, balas, chocolates e tudo que poderia agradar ao nosso paladar da crianças. Foi uma época muito legal.

E os bailes eram outra coisa. Aquelas marchinhas eternizadas na voz de grandes cantores… Músicas que até hoje estão na boca do povo.

Mas eu sempre gostei também de ver os desfiles de escolas de samba pela televisão. Como tenho claustrofobia e outras fobiazinhas mais, prá mim, mais de dois é multidão. Então, ir a um sambódromo, nem pensar. Fico mal só de pensar. Então, desde sempre, o negócio é acompanhar pela televisão.

Vejo os desfiles até aguentar. O que não consigo ver no dia, vejo o compacto depois, no outro dia. Que sempre passam um compacto.

Também fico estática na frente da televisão aguardando a apuração do resultado prá saber quem foi a campeã do ano. Não torço por nenhuma em especial, todo ano mudo. Sou politicamente correta. Acho. Torço pela que eu achar que foi melhor no ano. E torço mesmo. Gritando, aplaudindo votos, sofrendo junto com a comunidade que escolhi.

Mas últimamente, uma coisinha tem me chamado atenção.

Vocês já repararam nas mãozinhas das passistas atuais? Por atuais quero dizer estas que foram descobertas mais recentemente. Estas que vivem esculpindo o corpo em academias e/ou consultórios médicos.

Vocês já prestaram atenção nas mãos delas?

Praticamente todas tem a mesma postura de mãos e dedos.

O mindinho sempre flexionado para cima, como a mostrar uma feminilidade e uma leveza que muitas vezes o corpo cisma em não acompanhar.

As passistas, rainhas de bateria, madrinhas etc, até algum tempo atrás não tinham esta mesma preocupação, e no entanto, sambavam com uma leveza absolutamente natural. Vejam, só por exemplo, a Luiza Brunet e a Luma de Oliveira. Ambas mantem a mesma postura de mãos e se mostram levinhas, levinhas. Mesmo que uma foto ou outra mostre um pouquinho daquela celulite que insiste em não abandoná-las. Quanto às garotas que eu denomino “fabricadas”, não tem jeito. Parece que todas aprenderam a sambar vendo o mesmo vídeo. Todas rebolam do mesmo jeito. Todas olham do mesmo jeito. Todas sorriem do mesmo jeito.

Ver uma, é ver quase todas. Até as pernas abundantes de músculo, porque este ano, por exemplo, foi das musculosas. Porém, quem mais apareceu, foi exatamente quem tinha menos músculo, como a Paola de Oliveira, por exemplo.

Tudo bem, buscar um aprendizado maior, buscar outras fontes de conhecimento, ok.

Mas precisava ser todo mundo no mesmo lugar?

Precisava ser tudo clone?

Precisava?

Exame de Ordem (OAB)

jan 20, 2009 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Comportamento

Estava eu no meu cantinho, pensando na vida (oh, céus), quando chegaram alguns amigos, em altos papos.

O assunto? O exame de ordem da OAB. Aqui em casa passamos pelas dores deste exame, e graças a Deus o parto foi um sucesso.

Meu marido passou, e hoje o bebê vai bem, obrigada.

Mas voltando ao tema.

Eu sempre estranhei muito o fato de que o nível de reprovação neste exame é muito alto. E sempre pensei se a culpa não seria das escolas/faculdades que deveriam estar preparando mal seus alunos.

Pois muito bem. Ontem tive os primeiros indícios de que a verdade não é bem esta.

Algumas observações feitas pelos meus amigos começaram a me situar no que de fato acontece.

A cada vez que se realiza um exame de ordem, um edital é publicado com todas as instruções referentes ao certame.

Pois bem, em que pese praticamente todas as possibilidades, permissões e restrições estarem relacionadas, parece que muita gente não presta atenção no que lê.  Ou lê e não entende.

Eis algumas situações que se apresentaram e que não consigo admitir, pelo menos não para pessoas que já passaram por uma faculdade, se formaram, e tem, então, um certificado de nível superior.

Foi colocado que a caneta para o preenchimento das questões deveria ser com tinta preta, com o corpo transparente. E o que foi visto? Muitos com caneta azul, corpo leitoso. Por favor.

Falaram no edital sobre relógios, celulares, máquinas em geral, e mesmo assim, muita gente insistiu em tê-los sobre as mesas, e não colocá-los dentro dos envelopes fornecidos pela organização do evento.

A identidade deveria permanecer SOBRE a mesa, à vista total e sem impedimentos do fiscal. Pois bem, várias pessoas a colocaram SOB o envelope, e até dentro deste. Imaginem, profissionais que um dia terão que redigir algo para ser apresentado ao juiz, e que não sabem a diferença entre sobre e sob. E num processo, colocar que alguém se jogou sobre ou sob um bandido, fará toda a diferença, ou não?

Muita gente questiona se todas as normas e exigências do exame não seriam as responsáveis por tanta reprovação. Acho que não. Por que quem cursa direito, sabe que é uma profissão que exige todo um ritual, normas, termos clássicos, enfim, uma profissão bem formal.

Realmente, o conhecimento destas situações me deixou muito triste, antes de qualquer coisa.

No meu tempo (de novo, ai Deus) a gente não somente lia, mas também interpretava textos. E as notas incluiam a interpretação.

Eu não sei bem o que anda acontecendo neste campo nas escolas, porque, como sempre gostei de ler, procurei incutir este gosto em meus filhos. Então eles leem, muito, e procuram interpretar bem. E se não conseguem entender, procuram quem os ajude.

Será que isto explica que os grandes advogados estão começando a rarear? Aqueles com um vocabulário completo ao falar, inclusive, não simplesmente aquele vocabulário copiado de livros para formar os processos?

Hoje percebo, até em blogs mais específicos, que a dificuldade com a nossa lingua é grande.

Então, me penitencio com relação aos cursos de direito. O que está havendo, muitas vezes, é o total  desleixo de alguns alunos com o estudo. E, infelizmente, este desleixo é de tal ordem, que eles nem ao menos se tocam.

Coitados de nós, se viermos a precisar de um deles no futuro.

Balões de fim de ano

jan 13, 2009 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Comportamento

Demorei mas voltei.

Este período prá mim é meio estressante. Ficar do lado de dentro de um balcão (e isto será motivo para outro post), atendendo pessoas muitas das vezes sem noção, é de estressar qualquer um.

Principalmente no último dia do ano.

Mas o mais interessante é a turma dos balões.

Eles, os balões, já ficam estrategicamente colocados de tal forma que basta um movimento para acessá-los.

Neste ano de 2008, por exemplo, separamos por cor, em várias caixas e bastava estender o braço para pegar as cores que os clientes queriam. Tínhamos à disposição balões brancos (o mais pedido, naturalmente), vermelho, amarelo, azul claro e escuro, verde claro e escuro, rosa, laranja, saquinhos com as cores misturadas, e até preto, para os mais ousados.

Pois bem, não raras foram as vezes que aconteceram coisas como as que vou descrever.

Entra alguém e pergunta as cores que tem. Desfiamos a cantinela com todas as cores já citadas. E a pessoa pede diretamente branco. Eu pergunto, por que não entrou e perguntou diretamente se tínhamos balão branco? Acho que não, porque ficariam sem ouvir nossa maviosa voz ditando todas aquelas lindas palavras, vermelho, branco, amarelo….

O seguinte nos pergunta o que quer dizer o cartaz colado no vidro da loja: Temos balões. Como assim? Alguém não sabe o que são balões? Ok. Balões são bixigas de encher com gás. (Bixigas com i, mesmo) Ah, sim, mas eles não querem não. Tá muito caro.

Outro pergunta pelas cores, naturalmente, e pede 5 de cada cor, menos o colorido. Espera que peguemos todos os saquinhos, espera que o balcão esteja absolutamente cheio, então vem o tiro: “ah, mas eu quero 5 balões de cada cor, e não 5 saquinhos de cada um”. Aham, como? Primeiro espera a gente tirar 5 sacos de balão de cada caixa, prá depois dizer que quer somente 5 unidades de cada? Mas a gente só vende o saquinho fechado. “então tá, não vou levar, não”. Nenhum.

E quando, lá pelas 23 horas, acabaram os balões brancos, amarelos e vermelhos, alguém entra e pede balão branco. Desculpe, senhora, mas balão branco acabou. Agora temos somente verde, azul, rosa, preto e multicoloridos. E vem a pergunta fatal: “tem vermelho?” Não senhora, somente verde, azul, rosa, preto e multicoloridos. “Ah, tá. Mas tem amarelo?” Não, senhora.  Somente verde, azul, rosa, preto e multicoloridos. “ah, então vou levar prata.”  Jesus Cristinho. Repitamos as cores. Senhora, prata não tem, também… “moça, então escolhe qualquer um. Ou melhor, me ve um saquinho verde e um azul.” Céus, finalmente.

Cês tão rindo, é?

Imaginem as cenas sendo repetidas 10, 15 vezes em plena noite da virada do ano. Os filhos e a ceia esperando em casa. Tem que passar na padaria prá pegar o chester que ficou assando lá (santa ajuda), tem que encher balões, que nós somos os últimos a encher balões na nossa rua, é tradição ( eheheh), pendurar, tomar um banho prá entrar o ano cheirosinho, cheirosinho, e ainda estar com cara de quem passou as últimas horas quase descansando.

Por favor, compradores de balões de fim de ano. Na próxima vez que forem comprar seus balões, PELAMORDEDEUS, peçam direto pela cor, e, se não tiver mais a da sua preferência, prestem atenção no que está lhe sendo oferecido. A cantinela das cores é desgastante, e prá quem está do lado de dentro do balcão, fica ainda a sensação de que esteve falando prás paredes, e isto, convenhamos, em pleno dia 31 de dezembro, seja de que ano for, ninguém merece.

Embora tardio, um lindo ano prá vocês.

E fiquem em paz.

Que eu vou tentando.

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