Casamento espetáculo

Não estou mais entendendo nada.

Realmente, estou me sentindo cada vez mais por fora das coisas.

Pois então, hoje em dia, cerimônias de casamento estão virando somente um espetáculo para os convidados, leitores das revistas de fofoca e internet.

Sim, claro, antes, isto é, antigamente, quando a gente se casava, também havia uma preocupação com o local do casamento ( igreja, salão, fosse onde fosse), a roupa da noiva ou do noivo, lista de convidados, a festa e o que servir às pessoas, a música, etc.

Mas tudo dentro de um limite.

A cerimônia era para selar um amor, mostrar à sociedade ( e por sociedade entenda-se as pessoas) que aquelas duas pessoas estavam se unindo porque se amavam.

Tudo era preparado com antecedência, claro, mas com carinho pelas pessoas, não pelo que as fotografias iriam mostrar.

O que estamos vendo hoje? Quando o casamento não é absolutamente patrocinado por algumas empresas sob o preço da divulgação pelos “nubentes”, a coisa virou um espetáculo, muitas das vezes digno de uma comédia bufa.

Credo, como pode madrinhas serem tolhidas em sua vontade de se vestir assim ou assado, com esta ou aquela cor? Nao, as coitadas tem que se vestir de verde água marinha do mediterrâneo. Mesmo que a pobre seja uma loirinha do cabelo quase branco, ou uma morena de tez meio amarelada, em que a cor da roupa não valoriza em nada o tom da pele.

A mãe da noiva, que sempre sonhou em no dia do casamento da única filha usar aquele vestido de renda e seda, clarinho, coitada, determinaram a ela usar aquele azul ultramar. Não importa se a coitada ODEIA azul. Ela gosta de cores clarinhas. Azar dela.

A música? Nada contra uma música popular num casamento, mas pelo amor de Deus. Já fui a casamento em que uma música com uma melodia barulhenta e uma letra que não dizia coisa com coisa foi tocada. E depois não querem que as igrejas proibam músicas que não sejam sacras. Mas com o exagero que tem ocorrido, querem o que?

E os vestidos das noivas. Qué qué isso minha gente? Ou o peito siliconado fica querendo pular prá fora do decote, ou a fenda na pernoca deixa à mostra até a renda francesa da calcinha.

Gente, casamento não é espetáculo. Casamento é cerimônia. Cerimônia, conforme o dicionário aurélio “reunião de caráter solene”.

Casamento é muito bom. Mas não dá de fazer com que esta cerimônia se torne o grande oba-oba que temos visto.

Pessoal, que tal deixar as brincadeiras e outros que tais para depois? Para depois do sim tanto no religioso quanto em frente ao juiz de paz?

Na festa, pode ser?

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