Atirei o pau no gato to…

Gostaria de dar minha opinão sobre um assunto que vem me “pegando” ultimamente.

Seguinte. Faz alguns anos que se começou a falar bastante em ecologia, pensamentos politicamente corretos, atitudes preservacionistas, etc…

Meu segundo filho nasceu quando minha filha mais velha estava prestes a completar 18 anos. Então, o que aconteceu neste meio tempo com relação a escolinhas e jardins de infância, é meio incógnita para mim.

Mas depois que meu filho, e depois a outra menina nasceram, voltei a tomar pé do que se passava no mundinho da infância, e comecei a ser surpreendida pelos acontecimentos. Um dos primeiros sustos, foi quando, um dia, ao chegarem em casa, os dois começaram a cantar a musiquinha do gato, e cantavam assim: Não atire o pau no gato to to, porque isto to não se faz faz faz, o gatinho nho nho é nosso amigo…. e por aí afora.

Gente, quequé isso? Não foi assim que aprendi. Comigo foi a versão mais animada. E nem por isto maltratei algum animal, em toda a minha vida. Só mato baratas, porque não tem jeito. Aí é uma questão de saúde. Mas não bato em cachorros, e se vejo alguém fazendo isto, reclamo na hora. Aliás, reclamo com a maldade com qualquer animal que seja. E tenho observado que quem, muitas vezes faz maldades, foram os mesmos que aprenderam o jeito novo de cantar a musiquinha.

Lembram do cigarrinho de chocolate? É a mesma coisa. Nunca fumei um cigarro de verdade. Odeio até o cheiro. Me faz mal. Mas fumei prá dedéu aqueles cigarrinhos de chocolate. Eram um charme só.

Mas meus pais sempre nos alertaram, a mim e a meus irmãos, sobre o que sofreríamos se fumássemos. E aprendi.

E não fumo cigarros de nicotina. Mas fumava os cigarros de chocolate.

Será que a questão seria só uma musiquinha? Só um cigarrinho de chocolate?

Será que a questão não seria mais de educação? E conscientização?

Eu acredito na educação que dou a meus filhos. E no exemplo que dou a eles. E eles são sempre citados como jovens bem educados. Agradecem, pedem licença, por favor, e nunca maltrataram um bicho. E em casa sempre cantei as cantigas de roda no original.

Não acredito que musiquinhas formem caráter. O que importa é a forma como educamos as crianças, e como damos exemplos. Principalmente nosso exemplo de pais.

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