As propagandas e eu

Acho que ainda não falei, mas não gosto de novelas. Acho profundamente maçante, chato, mesmo. Mas por força de meu trabalho (junto da papelaria funciona uma revistaria), leio a capa de toda revista que chega. Então, acabo sabendo tudo que se passa nas novelas meio por informações de tangente.

Mas gosto muito de televisão. Sou viciada em noticiários. Vejo todos que consigo. Controle remoto na minha mão não tem sossego. Fico de lá prá cá o tempo todo.

E uma coisa que me atrai muito, e sempre foi assim, é as propagandas. E ultimamente, infelizmente, tenho ficado meio triste com o pessoal da criação e/ou marketing.

Sei que um Olivetto não aparece todo ano, mas tenho certeza que a capacidade criativa dos brasileiros vai além do que se está vendo ultimamente. Tô achando as coisas meio pro repetitivas.
 
Criou-se um padrão prá cada segmento publicitário, ou pelo menos é isto que está parecendo.

Para propaganda de cerveja, bar e mulher bonita. Prá carro, velocidade e mulher bonita. Prá Banco todo mundo subindo na vida, e fazendo caras e bocas de muita inteligência. Telefonia móvel, paisagens e todo mundo falando de outros países ou lugares inacessíveis, sempre.  E por aí vai.

Aí, me bate uma saudade daquelas propagandas de antigamente. Em que a gente entendia o recado só de ouvir as musiquinhas que, diga-se de passagem, grudavam que nem chiclete…

Hoje tem propagandas que eu não entendo onde querem chegar. E não me considero tão burra assim. E aí, pergunto prá outras pessoas e elas também não entenderam. Então não sou só eu.

Será que não estaria na hora de tentarmos diminuir um pouco este excesso de tecnoligia e voltar um pouquinho só prá simplicidade?

Vocês lembram da campanha do 1. soutien, dos cobertores parahíba, do guaraná antártica, das balas de leite kids, das duchas corona? Até hoje, a gente lembra das músicas, e não havia nenhuma apelação. Era tudo muito simples, sem grandes maquiagens, sem muita trucagem, e funcionava.

Agora, parece que teremos que, a qualquer dia, prá entender o que o publicitário quis dizer, baixar na internet um manual explicando. Não vai ser fácil.
 
Mas será que não estamos caminhando prá isto?

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