Acompanhando alguém no hospital

Nestes últimos dias, precisei acompanhar uma parente próxima que precisou ficar internada num hospital.

Decididamente depois destes dias, passei a valorizar muito as pessoas que acompanham enfermos em geral.

Foi uma experiência que eu diria, nada agradável. Talvez por causa da minha idade (porque sempre fui escalada nestas situações, pela minha facilidade em ficar alerta, mesmo no período da noite), desta vez a coisa foi braba.

Foi muito ruim, mesmo.

Mas andei questionando a turma da enfermagem (pessoal muito desvalorizado, que não tem o reconhecimento que merece, diga-se de passagem), e até estas pessoas falavam a mesma coisa. Praticamente todos que ficam internados ficam muito chatos.

Quem eu estava acompanhando, também ficou, e muito.

Naturalmente que às vezes a chatice vem da própria debilidade física, que gera também uma debilidade emocional. Mas muitas vezes não é isto. A internação só faz exacerbar o que a pessoa é.

Caramba. É como se não existissem outras pessoas no mundo, e que o problema de cada um seja sempre maior do que o do outro.

Sim, já fiquei internada, e muitas vezes. Muitas mesmo. Mas eu sempre evitei me sentir a mais sofredora das pessoas, até porque acho que o meu problema sempre é menor que o do meu vizinho do quarto ao lado. Mesmo que muitas vezes não seja.

Já estive em UTI, sei o que é. Mas mesmo lá, mesmo estando completamente entregue a tubos, sempre tem alguém pior que a gente.

E se pensarmos que vamos ficar bem, aconteça o que acontecer, já teremos andado meio caminho para a cura. Ou pelo menos para a melhora.

Quem se entrega tem mais chance de ficar pior. Porque o organismo não reage. E nem a cabeça.

Eu não me entrego. Nem sob suspeita de câncer. O que não ocorreu somente uma vez, na minha vida. Mas sigo firme.

Sempre achando que, aconteça o que acontecer, amanhã o dia será bem melhor. E o outro, melhor ainda.

Sempre otimista.

Sempre olhando prá frente.

Sempre olhando pro alto.

E sempre agradecendo a Deus.

Até.

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