julho 2010

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Minha filha acabou de chegar e me trouxe um fone de ouvido. Um daqueles como o que telefonistas usam, externo. Porque aqueles pequeninhos comigo não dá certo. Eles não prendem na orelha, caem toda hora, e eu vou ficando braba.

E daí, jacaré? Daí que agora vou poder ouvir as músicas que quiser, sem atrapalhar o ser vivente que estiver ao meu lado, querendo, por exemplo, ouvir/ver televisão.

Vou poder ouvir bem alto (embora seja mais adepta de um som baixinho), todas aquelas músicas chorosas que amo. Todos os pianos tocados bem ou mal, todos os chorinhos, todos os cd’s do André Rieu (que eu ouço todo santo dia, e que estou ouvindo agora, por sinal), Andrea Bocelli…

Liberdade, teu nome é fone de ouvido…

E que não toque o telefone ou alguém clique a campainha agora, porque não vou escutar mesmo.

Agora sou só eu e minhas músicas.

Pronto.

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Bom, na verdade, a vaidade em si nunca foi embora. Ela estava simplesmente um pouquinho adormecida. Pelos acontecimentos, principalmente.

Mas dia desses, nem sei bem o porque, me deu uma vontade de usar alguns produtos que sempre gostei, mais especificamente: máscara de cílios (ou rímel), blush e batom. Adoro estes tres produtinhos. Pudesse e teria uma coleção enooorme. Coisa de um de cada marca e cor que houvesse. Mas enfim, é um rosto só, então não precisa tanto. (pelo menos este pensamento serve prá consolar um pouco).

Pois bem, mesmo não tendo nenhuma previsão de saída, resolvi usa-los. E sabe que me fizeram um bem danado? De repente, meus olhinhos pequeninhos e com a pálpebra desabada, deram uma iluminada, as bochechas encolhidas ganharam cor e meus lábios se encheram de brilho.

E isto me fez bem. Tão bem, que passei a usa-los diariamente.

Hoje fiz um teste. não passei nada. E senti muita falta. Falta da cor, da alegria, do brilho. Percebi que me sinto melhor “ajeitadinha” do que de cara lavada. Talvez seja somente a idade. Sei lá. Um pouco de insegurança, talvez.

Mas o fato é que de hoje em diante, dificilmente ficarei sem nada, mesmo em casa.

E qualquer hora, à medida que for novamente me acostumando com o que fica bom ou não em mim, passo a falar prá voces, o que usei, como, se deu certo, estas coisas.

Quem sabe dá de ajudar alguém, né? Assim como eu já fui bastante ajudada aqui.

Beijão. Com a minha auto estima elevada….

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Nestes dias de saudades, lembrei de uma pessoa que também foi muito importante na minha vida, além daquela que citei em meu post no outro blog. A que citei no outro post é mais que especial. A do poste de hoje foi e será sempre querida.

Pois bem, esta, da qual me lembrei agora, posso citar-lhe o nome. Lurdes. Não Lourdes, simplesmente Lurdes. Ela era uma morena muito querida, humilde, de uma religiosidade exemplar, mas que nunca tentou me “doutrinar” para que eu passasse a seguir a religião que ela seguia. Mas o mais curioso na biografia dela é que, sendo evangélica, de uma confissão que não permitia o uso de maquiagens, ela era vendedora de cosméticos numa grande rede de farmácias da minha cidade. E como demonstradora, ela tinha que usar os produtos. Ela sofria, mas sempre, antes de sair prá casa, ela tirava tudo. Sei que era um sofrimento muito grande prá ela, mas não tinha como ela sair deste trabalho, pois a remuneração era excelente e ela era, além de tudo, meio arrimo de família.

E daí, como demonstradora, ela ganhava amostras de todos os produtos que vendia. E não eram estas amostrinhas diminutas que se ganha hoje, não. Amostras, naquela época, eram unidades normais dos produtos. E como ela não os usava fora do local de trabalho, e neste havia as amostras para demonstração (além das que ela ganhava prá ela), prá quem ela os dava? Advinharam. Prá mim. Por diversas vezes, minha mãe, fuçando minhas gavetas, achava aquela montoeira de maquiagem, me dava uma bronca danada pelo excesso de dinheiro gasto com estas superficialidades, e não havia quem a convencesse que eu as havia ganho. Acho que até hoje ela não acreditaria.

Mas amigas, se vocês acham que quando eu falo “muito”, estou falando numa mísera gavetinha, erraram. A minha gaveta era muito, mas muito grande mesmo. E eram somente marcas famosíssimas, e que até hoje ainda existem, pelo menos a grande maioria. E, daqueles produtos, muitos eram importados, imaginem. Lembro de algumas, como Helena Rubinstein, Max Factor, Revlon, dentre muitas outras.

Naquele tempo, jamais, em tempo algum, alguém me via de “cara limpa”. Eu usava mesmo. E melhor, usava direito, porque ela me ensinava tudo. Passo a passo.

Uma maquiagem que hoje é ultrapassada, é verdade, mas que naquela época era um sucesso total.

Depois de um tempo, quando fui morar no nordeste, principalmente, com o calor de lá, e com minha pele ultra, super, hiper oleosa, fui abandonando aos poucos, até perceber que, de tudo, eu havia passado a usar tão somente um batonzinho, um blushezinho e um rimelzinho, e olhe lá. E isto somente quando estava muito, mas muito animada mesmo.

Mas, como tudo um dia muda, de repente, eis-me novamente às voltas com eles. Os produtos de maquiagem. Ando procurando me reciclar. Porque agora sou uma semi idosa, e por isso, não posso mais fazer as loucuras que fazia. Ou usar as coisas do jeito que usava.

No mínimo, no mínimo, eu seria taxada de velha ridícula. Embora eu ache, com toda sinceridade, que ninguém deveria se meter no que faço, penso, ou uso. Mas enfim…Vamos nos adaptar aos tempos, né?

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Há tempo, algo como uns 15 anos, eu via na televisão, não lembro em que programa, um psicanalista meio velhusco, com uma voz chatérrima, que, ao meu ver, falava umas coisas absurdas. A bem da verdade, até hoje não entendi porque eu assistia este bendito dar suas opiniões.

Mas ok. Eu via, e agora não tem como explicar. Na época meu filho era um bebê, e como todo bebê, às vezes chorava. E eu sempre procurava verificar o que estava acontecendo. Se não descobrisse o que estava acontecendo, eu o pegava no colo, e procurava acalmá-lo no embalo, aquele vai-e-vem que tranquiliza o mais intranquilo dos seres.

Pois aquele senhor que mencionei acima, sempre, sempre mesmo que se referia a choro de bebê, dizia que não se devia correr prá ver o que o bebê queria/sentia, e nunca, jamais, pegá-lo no colo. Como se, por pegá-lo no colo, os pais fossem desviá-lo de boas condutas no futuro. Eu odiava quando ele falava isso. Prá que deixar uma criança chorar, meu Deus? Maldade.

Pois bem, alguns dias atrás eu o vi na televisão admitindo que errou. Que o colo é um dos maiores fatores de aproximação entre pais e filhos, e outras coisitas mais. Daí me questionei: e como ficaram aquelas crianças cujos pais, por inexperiência, por confiança nele, ou seja lá porque, acreditaram na sumidade que lhes dizia aquelas barbaridades? Segundo ele, hoje, observando crianças cujos pais ele aconselhava, percebeu que as crianças são tristes, envergonhadas, sem iniciativa etc. Ele pediu desculpas. Simples assim.

Lembrei deste caso pois hoje, num programa matutino na televisão, vi um pediatra falar que todo choro tem um porque, triste, doído, alegre ou de manha. E disse mais, que é mais fácil para os pais saberem o que um filho tem pelo simples interpretar do choro, e que, maioria das vezes, o “diagnóstico”dos pais é o que o médico constata depois, quando se trata de saúde.

Resumindo, acho que profissionais, de todas as áreas, deveriam ouvir mais o que pais e mães falam sobre seus filhos. E não simplesmente aplicar a teoria que aprenderam, pois a teoria muitas vezes não bate com a realidade.

Aliás, neste quesito, sempre tive sorte. Todos os pediatras pelos quais meus filhos passaram, pensavam como eu. E sempre aprovaram o colinho, o chazinho, o beijo e o abraço.

E assim foi.

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Consegui. Venci. Depois de semanas na labuta, tentando colocar/achar lugar prá guardar o que veio da papelaria que fechamos (por absoluta falta de tempo prá cuidar), consegui. Estantes nos dois lados do corredor que dá pros quartos e mudança na posição de alguns móveis da sala e dos quartos, consegui. Finalmente.

Na verdade, meio finalmente. Pois que ainda falta colocar os enfeitezinhos nos locais próprios, na sala. E por que falo enfeitezinhos? Porque quase todos são bem pequenos. Presentes dos filhos, em sua grande maioria. Outros, poucos, comprados em alguma viagem.

Porém, e sempre há um porém, talvez esta seja a mais difícil das tarefas. Senão vejamos.

Como conciliar num mesmo ambiente um dragão chinês verde e vermelho, uma dupla de cangaceiros, duas garrafinhas de areia colorida do Ceará, um golfinho numa concha azul, um burrico de argila cheio de cestinhos, um cavalinho azul, tres vasos azul e branco, um vaso coloridíssimo, uma árvore de bolinhas douradas, um vaso fininho cor de chumbo, um ovo/vela de vidro beeeem colorido, duas matrioskas (uma em azul e outra em vermelho), um porta-retrato de madeira feito pelo meu avô, crucifixo, bíblia, um enfeite de flores que fiz pras bodas de ouro dos meus pais, dentre outras pequenas coisinhas?

É tudo tem um valor imenso prá mim. Simplesmente, tenho que expor tudo. Tudo me lembra algo. E me é extremamente gratificante olhar prá cada coisa e lembrar da sua história.

Só mais um detalhe, na sala ainda tem um conjunto de poltronas e sofá comidos pelo cachorro, duas mesinhas de canto (que antes eram baus do quarto das crianças), uma mesa de centro, a tv (naturalmente), um home theater (herdado dos meus pais), um XBox com todos os acessórios a que tem direito (duas guitarras e bateria), dois aparelhos de fax, e, prá fechar com chave de ouro, um escritório completo do marido (móveis, papéis, aparelhos etc).

Mas eu vou conseguir. Sou brasileira, e, dizem, brasileiros não desistem nunca. Então…

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