abril 2010

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Desde que comecei a trabalhar, lá pelo início dos anos 70, adquiri uma mania. Coleciono bloquinhos de anotações e canetas de propaganda.

E dia destes, estava pensando…

Sempre guardei tudo. Nunca usei nada. Mas olhando numa das caixinhas de guardados (a que achei no meio desta verdadeira bagunça que está a casa), encontrei um bloco que sempre me chamou a atenção. Eu o comprei do Unicef, numa daquelas campanhas de Natal. Daí que me deu um estalo.

Eu passei um tempão comprando ou ganhando tudo isto. E não vou usar? E se eu morrer amanhã? Não terei tido a satisfação, a alegria de ter usado alguma coisa que eu gostava e que adquiri ou ganhei.

Então? Peguei o bloquinho com capa linda, coloquei ao meu lado e já estou usando.

O bloquinho é este da foto. É lindo não é?

bloquinho do unicef

E quando eu achar as caixas onde guardei todos os outros blocos, eu fotografo e coloco aqui.

Prometo.

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Lá no título eu disse: uma máquina, não uma câmera.

Sou, sim, do tempo em que câmeras eram tão somente máquinas. Até hoje uso mais este termo. Tem quem ria de mim, mas enfim, fazer o que, né? Entender estes pobres de espírito. Ahahahahahah.

Pois bem, eu sempre gostei de tirar (bater) fotos. Adoro. Não sou muito chegada em filmagens. Agora, fotos, amo. Captar aquele instante, o momento, sem pose, sem preparação. Não tem preço.

Ontem, por exemplo, fomos almoçar na casa do meu genro querido. Tirei algumas fotos. E quando cheguei em casa, em questão de 5 minutinhos, eu já estava enviando para os pais dele as fotos. Tudo instantâneo.

E enquanto eu as mandava, conversava com minha filha mais nova. Contava a ela que, há menos de 10 anos (mais ou menos) isto seria impossível. Teríamos que esperar pela segunda-feira prá mandar revelar o filme. Esperar prá ver quais fotos ficaram boas, mandar fazer cópias das que queríamos, e daí, sim, enviar pelo correio ou ir entregar as fotos. (mas, neste caso, por exemplo, eles moram em outra cidade). Minha filhota ficou me olhando com uma carinha surpresa. Porque, embora ela conheça as fotos impressas, nunca tinha se apercebido da trabalheira e do tempo que levava prá ver as fotos que havíamos tirado.

E daí, lembram quando o filme emperrava na máquina? ou quando o flash ficava errado? ou não tínhamos fechado bem a tampa do compartimento do filme e ele velava todinho?

Hoje a gente ri. Mas naquele tempo, dava uma dor ver o resultado ruim de fotos de acontecimentos que não se repetiriam…

Mas agora, o progresso está em nossas mãos. Não gostou da foto? apaga na hora. Se não for o caso, joga no computador e com um programa, “arruma” as fotos, e elas ficam aquele espetáculo.

Hoje está tudo mais fácil, mas que aqueles tempos eram mais românticos, eram.

Afinal, as surpresas faziam parte…e que surpresas…

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Fim de semana passado, resolvemos aproveitar e ir a um shopping de uma cidade próxima para abastecer o armário dos filhos com roupas de meia estação. Afinal, adolescente cresce. E como cresce.

Após almoçar, e muito bem, num restaurante que daqui a alguns dias vai merecer um post só prá ele (não será propaganda, não, será minhas impressões), nos dirigimos ao bendito shopping.

Se eu soubesse, ah, se eu soubesse…

Jamais teria colocado meus pézinhos 36 naquele lugar, naquela hora, naquele dia da semana.

Tudo bem que shopping é prá comprar, comer, se divertir. Mas muitos pais estão confundindo e transformando o ambiente em parque de diversão prás crianças. E pior, são justamente as crianças mais mal educadas que já vi. A correria, esbarrões, palavrões, sujeira que vi me fizeram entrar na loja programada para as compras, fazê-las, e ir embora correndo.

Que horror. Que falta de educação, sensibilidade, civilidade. E o pior, maioria dos pais destas crianças achando a maior graça, tirando fotos das barbaridades que os filhos cometiam, se deleitando, enfim, com a falta de educação que eles mesmos transmitem aos filhos.

Se Deus permitir, nunca mais vou a um shopping no domingo. Fiquei verdadeiramente traumatizada.

Prá nunca mais.

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A visita

Se ninguém ler este post, não ficarei triste. O que eu queria mesmo era deixar registrado, e bem, minha epopéia matutina de hoje.

Sabe aquele dia em que você acorda, troca o pijama por uma roupinha xinfrim, escova os dentes antes do café da manhã, mas esquece de escovar depois, malemale penteia os cabelos (que estão meio lambidos porque você não quis lavá-los à noite?), resolve que não vai arrumar a casa porque está podre de cansada (4 pessoas tossindo a noite toda e você acordando assustada), começa a fazer um arroz prá misturar com a carne moída que sobrou de ontem mais uma lata de ervilha com milho e ovos, e ainda tem que estender 10 quilos de roupa que estão na lavadora?

Sabe aquele dia? Pois é. Foi HOJE.

E exatamente neste dia, plenas 10h da madrugada, toca o interfone, você atende, e aquela sua amiga que você não vê há 22 (vinte e dois) anos fala: “oi, Beth, é fulana, estou aqui na portaria do teu prédio, vim te visitar…”

Surtei, surtei legal. Acordei marido que passou a noite mal e estava aproveitando prá descansar um pouco, tentei trocar a roupa (não deu tempo), não tinha como lavar o cabelo, recolhi toalhas feias dos banheiros, não tinha como passar o bendito aspirador de pó…e o arroz no fogo.

Meu Deus, que situação…

Amo minha amiga e o marido dela. Foram inclusive meus padrinhos de casamento.

Mas o susto foi grande. Tão grande que nem os convidei prá almoçar com a gente. Embora ache que eles não aceitariam, porque a casa dela, quando está bagunçada, é igual à minha quando a faxineira acabou de sair.

Conversamos quase 3 horas. Muito papo gostoso. Mas eu me sentindo desconfortável. Logo hoje? Logo hoje?

Porque, eu esqueci de falar, como estamos vendendo a papelaria, muita coisa pessoal veio de lá prá cá. Mas no apto não tem lugar prá guardar (ainda), então estamos com caixas pela casa toda. Até isto, até isto.

Ainda estou meio trêmula. Vai passar, sei que vai.

Mas por uns dias, cada vez que o interfone tocar, sei que vou dar um pulo.

Ô susto…

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Tenho passado por uma situação no mínimo estranha.

Meu marido querido tem reclamado que está engordando muito. Que tem comido além da conta. Que cozinho bem demais.

Daí me pergunto: cozinhando bem…estou fazendo mal prá minha família?

Claro que há dias em que tudo que eu queria era não aparecer na cozinha. E em alguns destes dias, a bem da verdade, devo confessar, simplesmente não faço almoço, por exemplo. Ou meu povo come sanduíches, ou se viram com o que tiver.

Mas na grande maioria dos dias cozinhar me é prazeroso. Muito. Adoro cozinhar. E não tem valor as expressões que minha família faz quando a comidinha está gostosa.

Daí que estou num dilema. Continuar a cozinhar “com tudo”, ou me esmerar menos pro pessoal não comer tanto?

Oh, dúvida cruel.

Editei o post em 23/07/2010 prá colocar esta foto do almoço de hoje…

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Hoje precisei ir a um CFC (Centro de Formação de Condutores), prá começar as aulas de meu curso de atualização para renovação da carteira de motorista.

algumas placas de trânsito

Eu realmente fiquei muito braba quando soube que teria que ir assistir aulas depois de tanto tempo dirigindo sem jamais ter tido uma multa, nunca ter me envolvido em acidente, batido em outro carro ou atropelado alguém. Não um ponto negativo sequer na carteira.

Mas precisei me deslocar até uma cidade próxima (porque aqui não fazem) prá participar das aulas.

Não digo que foi inútil. Mas daí a dizer que foi de uma utilidade que tenha valido o transtorno, vai uma distância grande.

Mas enfim, a lei é dura mas é a lei, e manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Mais duas aulinhas e pronto. Estarei apta para dirigir em segurança(?) novamente.

Com a minha carteirinha em mãos.

E saiam da frente…

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