setembro 2009

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Quando eu era mais nova, mas bem mais nova mesmo, estudava num colégio de religiosos.

Ao entrarmos na adolescência, mais ou menos, fazíamos um curso de etiqueta.

Na época, nos parecia um curso de uma inutilidade à toda prova, o que se provou o contrário à medida que o tempo foi avançando.

Aprendemos, as meninas, pelo menos, a sentar, cruzar as pernas com classe, usar os talheres corretamente, a falar em público, aprendemos até a andar. Meu curso foi , aliás, com ninguém mais ninguém menos que a maravilhosa Maria Augusta, uma mulher chiquérrima que preparava as misses, na época em que concurso de miss era tudo de bom.

Quanto mais velha fui ficando, mais fui valorizando o aprendido.  Nada foi desperdício. Nem o tempo de ensino, nem a utilização do que aprendi.

Etiqueta não é frescura, mesmo que às vezes pareça uma coisa boba. Pode até haver, embora eu não me lembre, uma ou outra regra que não mereça muito crédito ou elogio. Mas no geral, regras de etiqueta servem bem.

Aquela história dos talheres corretos. Eles servem prá nos ajudar na hora de cortar e levar um alimento à boca. Uma faca e um garfo corretos são excelentes ajudantes. Sabe aquela coisa da comida voando? Mais do que simplesmente  por um alimento ‘errado’ sendo servido, é um  talher sendo usado incorretamente. ( ou até mesmo o talher errado posto à mesa).

Uma espátula para manteiga jamais cortará um pão, que aliás não se corta, parte-se com as mãos. Porém a gente usa uma faca de pão prá passar manteiga. Mas experimente usar o talher apropriado, e se você não tiver uma espátula para a manteiga, use pelo menos uma faca sem serrilhado. A manteiga deslizará muito melhor e com certeza seu pão não irá se transformar naquele amontoado de massa.

Regras quanto a comportamento e convivência. São outras que são destroçadas quando a gente é mais novo. Mas quando seguimos regrinhas básicas, a convivência se torna mais agradável e proveitosa.

O que custa ceder o lugar numa condução para alguém mais velho? Lembre-se que, se Deus pemitir, um dia você também será velho. E haverá de querer esta gentileza para consigo. Ceda lugar a gestantes. Pessoal, aquele peso na barriga desequilibra o mais equilibrado dos mortais. Não é fácil, e principalmente se o bebê é um daqueles agitadinhos. É chute prá tudo que é lado. E isto deixa a gente meio bamba. Não custa, pessoal, não custa.

E ainda pode acontecer de aquela menina ou menino em quem você tem ficado de olho, ver o seu gesto, gostar, aprovar, e você, além de ter sido extremamente educado com a pessoa a quem você cedeu o lugar, ainda vai ser hiper bem visto pela garota ou garoto. Ué, garoto, sim. Por que você pensou que menina não cede lugar? Acorda, a regra vale prá todo mundo.

Existem muitas outras regrinhas. Não as despreze. Antes de reclamar e não querer usá-las, que tal tentar primeiro? Posso garantir que não será tão difícil.

Tente.

Eu falei que avisaria.

Sim, minha amiga e eu conseguimos nos “comunicar”. Agora é tentar não nos perdermos de vista.

E matar as saudades.

Que são enormes.

Não foi por preguiça, juro. Mas percebi agora que há muito tempo não “visito”este blog.

Eu não sei, ou não consigo explicar exatamente porque, mas ando sentindo um cansaço absolutamente fora do normal. A bem da verdade nem sei se é exatamente cansaço a palavra certa. Talvez seja uma enorme falta de ânimo, de energia, apatia, sei lá.

Este é o kini. Mas poderia ser eu frente ao espelho

Este é o kini. Mas poderia ser eu frente ao espelho

Dizem que isto pode ser algum daqueles trocentos sintomas de menopausa, e se for, espero que passe logo, porque nem eu me aguento mais. Porque por conta disto, acho que meu marido está ficando sobrecarregado. Ele nem tem reclamado, mas não é justo, não é certo. Afinal, minha saúde física está ótima, dentro, claro, das limitações que a idade impõe.

Isto é o mais chato. Porque vontade eu tenho, mas alguma coisa anda me impedindo. Eu não gostaria de tomar remédios. Sei que existem alguns que poderiam ajudar, mas nas poucas vezes em que tentei fazer uso deles, e sempre sob prescrição médica, é claro, tudo que eu fazia era dormir. Foi um período muito ruim, porque não tinha mais almoço, a roupa empilhava na máquina de lavar, limpeza de lado, um horror. E eu só dormindo.

Como, nos últimos anos, andamos passando por muito estresse aqui em casa, a médica me explicou que isto de dormir direto poderia ser a resposta que o organismo estava dando. Relaxar um pouco seria o sinal do tanto de estresse. Mas relaxar um pouco, tudo bem. Relaxar direto é que não dá.

Daí, fico nesta. Esperando desesperadamente voltar a fazer tudo que sempre gostei de fazer. Ir trabalhar, cuidar das coisas em casa. Mas sem remédios.

Será que isso passa logo? Porque tenho tantos posts prontos, mas nem prá abrir o computador e colocá-los aqui ando tendo ânimo.

Torçam por mim, por favor. Eu, de minha parte, estou me esforçando.

E este post já pode ser um começo.

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Estou meio em estado de graça. Meio? Sim, meio. Já explico o porque.

Quando eu estudava na 2ª série do antigo curso científico, atual 2º grau, conheci uma menina muito legal. Nos tornamos muito amigas. Daquelas super amigas mesmo. Sem segredos ou frescuras.

Eu, bolsista, se não a mais, uma das mais chinfrins da sala. Ela, de uma das família$ mai$ tradicionai$ da cidade. Mesmo com esta diferença, sempre nos demos extremamente bem. Confidentes mesmo.

Ela sempre foi linda. Continua, inclusive, com seus 50 e poucos. (mesma idade que eu)

Depois que nos formamos, eu tomei um rumo na vida, me afastando da nossa cidade. Passei num concurso importante, casei, fui prá longe, e ela permaneceu lá.

Depois de uns 8 anos, mais ou menos, não sei como, recebi uma ligação dela, na empresa em que trabalhava, tendo eu daí já voltado prá nossa cidade, me convidando pro casamento dela. Não pude comparecer pois já havia outro casamento na família, e, claro, no mesmo dia.

Depois eu soube que ela havia tido um menino. E eu já tinha uma menina. E até hoje, não sei porque, nem eu conheço o filho dela, nem ela a minha filha mais velha, que dirá meus outros dois.

Quando vim prá Itapema, passados já então quase 20 anos, comecei a lembrar muito dela, procurei nos catálogos telefônicos pelo nome do marido, e não tendo achado, pesquisei pelo pai, irmão, e outros, nem lembro. Mas enfim, achei. (um aparte. naquele tempo, internet já existia, mas funcionava a manivela, era mais rápido pesquisar pelos telefones).

Tanto fiz que consegui falar com ela. E foi como se tivessemos nos encontrado no dia anterior. Coisa boa. Conversa fácil, bonita, sincera.

Daí, mais um tempão, e quase 30 anos depois, num daqueles relâmpagos de inteligencia, pesquisei pelo nome dela no orkut. Demorou horrores, mas achei.

Mandei recados, mensagens, e nada. Estranhei, mas sabendo que nós duas somos meio “antas”, fiquei no aguardo. E eis que num dia, sem que eu lembrasse mais, me chega um recado de alguém que eu não conhecia. Não sei porque, porque não abro recados nem páginas de quem não conheço, desta vez resolvi ver. E era ela.

A minha querida amiga conseguiu “perder” o orkut dela e estava me mandando um recado através de outra pessoa. Mandei prá ela recados e tal, até que ela sumiu novamente.

Mais um tempo, e ela ressurge do nada. Ela achou a senha e o orkut dela. Me mandou um email prá que eu a adicionasse.

Daí, que fiz eu? DELETEI o email dela. Assim, sem um que nem porque. Mas consegui mandar uma mensagem pedindo que me adicionasse que eu completaria o processo, ou que me mandasse novamente um email, prá que eu pudesse adicioná-la.

Prá resumir, estamos nisso há 1 mes. Eu peço o email dela, ela não me entende. Ela me manda um recado, não sei o que ela quer dizer.

Quando digo pros meus filhos que a minha amiga me mandou outro recado eles já riem, e falam que acham que nós nunca vamos nos adicionar mutuamente.

Que estamos parecendo, ou sendo, duas antas quadradas. (perdão às antas, elas não mereciam que eu nos comparasse a elas).

Será que um dia isto vai ter fim?

Será que um dia poderemos conversar (?) via orkut?

Espero sinceramente que sim. E este dia será especial. Tão especial que vou avisar vocês.

O nome dela? Não falo, nem o primeiro nome. Vai que alguém que tenha estudado conosco nos reconheça, daí a gozação tá feita.

E não vou dar esta chance prá ninguém. Não mesmo.

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