Coisas que pensei ou gostaria de ter pensado.
Estava eu no meu cantinho, pensando na vida (oh, céus), quando chegaram alguns amigos, em altos papos.
O assunto? O exame de ordem da OAB. Aqui em casa passamos pelas dores deste exame, e graças a Deus o parto foi um sucesso.
Meu marido passou, e hoje o bebê vai bem, obrigada.
Mas voltando ao tema.
Eu sempre estranhei muito o fato de que o nível de reprovação neste exame é muito alto. E sempre pensei se a culpa não seria das escolas/faculdades que deveriam estar preparando mal seus alunos.
Pois muito bem. Ontem tive os primeiros indícios de que a verdade não é bem esta.
Algumas observações feitas pelos meus amigos começaram a me situar no que de fato acontece.
A cada vez que se realiza um exame de ordem, um edital é publicado com todas as instruções referentes ao certame.
Pois bem, em que pese praticamente todas as possibilidades, permissões e restrições estarem relacionadas, parece que muita gente não presta atenção no que lê. Ou lê e não entende.
Eis algumas situações que se apresentaram e que não consigo admitir, pelo menos não para pessoas que já passaram por uma faculdade, se formaram, e tem, então, um certificado de nível superior.
Foi colocado que a caneta para o preenchimento das questões deveria ser com tinta preta, com o corpo transparente. E o que foi visto? Muitos com caneta azul, corpo leitoso. Por favor.
Falaram no edital sobre relógios, celulares, máquinas em geral, e mesmo assim, muita gente insistiu em tê-los sobre as mesas, e não colocá-los dentro dos envelopes fornecidos pela organização do evento.
A identidade deveria permanecer SOBRE a mesa, à vista total e sem impedimentos do fiscal. Pois bem, várias pessoas a colocaram SOB o envelope, e até dentro deste. Imaginem, profissionais que um dia terão que redigir algo para ser apresentado ao juiz, e que não sabem a diferença entre sobre e sob. E num processo, colocar que alguém se jogou sobre ou sob um bandido, fará toda a diferença, ou não?
Muita gente questiona se todas as normas e exigências do exame não seriam as responsáveis por tanta reprovação. Acho que não. Por que quem cursa direito, sabe que é uma profissão que exige todo um ritual, normas, termos clássicos, enfim, uma profissão bem formal.
Realmente, o conhecimento destas situações me deixou muito triste, antes de qualquer coisa.
No meu tempo (de novo, ai Deus) a gente não somente lia, mas também interpretava textos. E as notas incluiam a interpretação.
Eu não sei bem o que anda acontecendo neste campo nas escolas, porque, como sempre gostei de ler, procurei incutir este gosto em meus filhos. Então eles leem, muito, e procuram interpretar bem. E se não conseguem entender, procuram quem os ajude.
Será que isto explica que os grandes advogados estão começando a rarear? Aqueles com um vocabulário completo ao falar, inclusive, não simplesmente aquele vocabulário copiado de livros para formar os processos?
Hoje percebo, até em blogs mais específicos, que a dificuldade com a nossa lingua é grande.
Então, me penitencio com relação aos cursos de direito. O que está havendo, muitas vezes, é o total desleixo de alguns alunos com o estudo. E, infelizmente, este desleixo é de tal ordem, que eles nem ao menos se tocam.
Coitados de nós, se viermos a precisar de um deles no futuro.
Demorei mas voltei.
Este período prá mim é meio estressante. Ficar do lado de dentro de um balcão (e isto será motivo para outro post), atendendo pessoas muitas das vezes sem noção, é de estressar qualquer um.
Principalmente no último dia do ano.
Mas o mais interessante é a turma dos balões.
Eles, os balões, já ficam estrategicamente colocados de tal forma que basta um movimento para acessá-los.
Neste ano de 2008, por exemplo, separamos por cor, em várias caixas e bastava estender o braço para pegar as cores que os clientes queriam. Tínhamos à disposição balões brancos (o mais pedido, naturalmente), vermelho, amarelo, azul claro e escuro, verde claro e escuro, rosa, laranja, saquinhos com as cores misturadas, e até preto, para os mais ousados.
Pois bem, não raras foram as vezes que aconteceram coisas como as que vou descrever.
Entra alguém e pergunta as cores que tem. Desfiamos a cantinela com todas as cores já citadas. E a pessoa pede diretamente branco. Eu pergunto, por que não entrou e perguntou diretamente se tínhamos balão branco? Acho que não, porque ficariam sem ouvir nossa maviosa voz ditando todas aquelas lindas palavras, vermelho, branco, amarelo….
O seguinte nos pergunta o que quer dizer o cartaz colado no vidro da loja: Temos balões. Como assim? Alguém não sabe o que são balões? Ok. Balões são bixigas de encher com gás. (Bixigas com i, mesmo) Ah, sim, mas eles não querem não. Tá muito caro.
Outro pergunta pelas cores, naturalmente, e pede 5 de cada cor, menos o colorido. Espera que peguemos todos os saquinhos, espera que o balcão esteja absolutamente cheio, então vem o tiro: “ah, mas eu quero 5 balões de cada cor, e não 5 saquinhos de cada um”. Aham, como? Primeiro espera a gente tirar 5 sacos de balão de cada caixa, prá depois dizer que quer somente 5 unidades de cada? Mas a gente só vende o saquinho fechado. “então tá, não vou levar, não”. Nenhum.
E quando, lá pelas 23 horas, acabaram os balões brancos, amarelos e vermelhos, alguém entra e pede balão branco. Desculpe, senhora, mas balão branco acabou. Agora temos somente verde, azul, rosa, preto e multicoloridos. E vem a pergunta fatal: “tem vermelho?” Não senhora, somente verde, azul, rosa, preto e multicoloridos. “Ah, tá. Mas tem amarelo?” Não, senhora. Somente verde, azul, rosa, preto e multicoloridos. “ah, então vou levar prata.” Jesus Cristinho. Repitamos as cores. Senhora, prata não tem, também… “moça, então escolhe qualquer um. Ou melhor, me ve um saquinho verde e um azul.” Céus, finalmente.
Cês tão rindo, é?
Imaginem as cenas sendo repetidas 10, 15 vezes em plena noite da virada do ano. Os filhos e a ceia esperando em casa. Tem que passar na padaria prá pegar o chester que ficou assando lá (santa ajuda), tem que encher balões, que nós somos os últimos a encher balões na nossa rua, é tradição ( eheheh), pendurar, tomar um banho prá entrar o ano cheirosinho, cheirosinho, e ainda estar com cara de quem passou as últimas horas quase descansando.
Por favor, compradores de balões de fim de ano. Na próxima vez que forem comprar seus balões, PELAMORDEDEUS, peçam direto pela cor, e, se não tiver mais a da sua preferência, prestem atenção no que está lhe sendo oferecido. A cantinela das cores é desgastante, e prá quem está do lado de dentro do balcão, fica ainda a sensação de que esteve falando prás paredes, e isto, convenhamos, em pleno dia 31 de dezembro, seja de que ano for, ninguém merece.
Embora tardio, um lindo ano prá vocês.
E fiquem em paz.
Que eu vou tentando.
Não, infelizmente você não leu errado. Não está faltando um “ezinho” entre crianças e batata frita.
É assim mesmo. Crianças batata frita.
Já falei que moro à beira mar. E tenho visto coisas que só posso descrever como estupidez.
Sabem lá o que é pais levarem crianças pequenininhas prá praia em pleno meio dia?
Tô ficando horrorizada com isto.
Campanhas não estão faltando. Até mesmo em intervalo de novela e filme se fala nos malefícios do sol,
quando da exposição em horário inapropriado,principalmente na pele sensível das crianças.
Mas parece que o povo não tá nem aí.
O que tenho visto de crianças no sol, em pleno horário de pico de insolação não é normal.
Que os pais queiram se turricar e virar verdadeiros camarões na brasa ou ficarem com aquela cor linda
de salsicha de cachorro quente, OK, eles são grandes e sabem como aguentar as consequências.
Mas as crianças, não dá.
Na calçada (quando andam nas calçadas), pais passam carregando cadeira, toalha, brinquedo, mas
guarda sol, nem sempre, e água, nunca. Dá de ver que as crianças não estão sendo hidratadas.
Bloqueador solar? Muito, mas muito eventualmente mesmo.
E aí, os pais ficam até às 15, 16 horas no sol. E as crianças junto. Sem nem a sombra de um guarda
sol.
E quando estou saindo pro trabalho, normalmente às 16 horas, o que vejo?
Aquela montoeira de criança chorando, com certeza com o corpo ardendo, sendo levadas prá casa.
São verdadeiras batatas fritas ambulantes. Aqueles cabelinhos clarinhos, ou clareados pelo sol,
com a pele tostada, e com dor, cozidos em água salgada.
Pelo amor de Deus.
Horário prá tomar sol é sagrado. Cumpram este horário.
Pelo menos com as crianças.
A cobrança deste erro virá mais tarde, em forma de câncer de pele e outras doenças mais.
É triste? Mas é a verdade. Cuidem-se. E principalmente cuidem de seus filhos.
Prá não transformar a alegria de agora em sofrimento no futuro.