Coisas que pensei ou gostaria de ter pensado.

Archive for dezembro, 2008

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Gente criativa

dez 21, 2008 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Comportamento

Desde sempre, sou apaixonada por pessoas criativas. E não estou aqui me referindo somente a publicitários e gente de marketing. Eu me refiro àqueles simples mortais como eu que fazem as coisas se tornarem conhecidas, muitas das vezes sem ao menos saber que estão fazendo um grande favor ao público.

Mas é muito, muito bom quando, de alguma forma, a criatividade destas pessoas é reconhecida, podendo muitas vezes vir a se tornar um sucesso.

Estou muito feliz hoje. Como fiquei alguns dias atrás, e muitas outras vezes, na verdade, por outros acontecimentos do gênero.

Mas os mais recentes e que me motivaram a escrever este singelo (credo) post, é que, nem bem me refiz da alegria de ver minha filha ter uma frase escolhida num concurso nacional e ganhar um maravilhoso estojo com vários produtos de uma grife chique de beleza, vem agora meu genro e avisa que ganhou um notebook, e não qualquer note, um possante. Destes de última geração. Não um caquinho como o meu, por exemplo.

Isto é criatividade sendo reconhecida.

Aliás, se as pessoas não fossem muitas vezes tão invejosas, e reconhecessem o valor das idéias dos outros, se se desligassem deste sentimento mesquinho, com certeza o mundo já estaria utilizando muitos equipamentos e produtos bem interessantes.

Por exemplo, eu citaria estes cientistas que vivem na busca de novos remédios e componentes para melhorar a saúde das pessoas. Quando, muitas vezes um descobre alguma coisa, vem outro, e na maioria das vezes de um país pretensamente mais desenvolvido, e começa a botar defeito no que o primeiro descobriu e desenvolveu. Ajuda, cara, ajuda a desenvolver. Não inveja, não.

Mas hoje é sem bronca.

Hoje é prá comemorar a vitória do Daniel, assim como a da Renata, embora ela tenha sido um pouquinho mais de tempo atrás.

Parabéns aos dois.

E vão em frente, que muitos concursos ainda hão de vir por aí.

Mas vê se deixam alguma coisinha prá mim, ok?

Meu quintal

dez 18, 2008 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Natureza

Perdoem-me, mas foi impossível escapar deste assunto no bloguinho.

Preciso falar do meu quintal.

Hoje o dia amanheceu lindo, e continua maravilhoso.

É começo de tarde. Estou aguardando uma encomenda do correio. Estou, enfim, de plantão.

Mas estou esperando, e também escrevendo, numa sacada de frente pro mar.

Um mar lindo, neste exato momento, de um verde clarinho, com algumas faixas azul forte. Está lindíssimo.

Realmente,é um privilégio poder estar onde estou neste momento. Ou pelo menos estar na situação em que estou.

Amo este barulho das ondas quebrando na areia. Que, aliás, mesmo com as fortes chuvas está limpinha.

E o cheiro do mar. Insuperável. É uma brisa gostosa, embora, neste momento, um pouco morna além da conta. Mas é só passar um tempinho que este ventinho passa a ser bem fresquinho.

Vou ficar mais um pouco por aqui, na sombra, é claro, senão vou turricar mais que camarão na brasa. E como tenho evitado um pouco o sol (coisas da idade, lembram?) ainda estou com aquela maravilhosa cor de vela.

Vou continuar olhando a praia.

Bom que, apesar de todos os problemas que tivemos aqui em santa Catarina, as pessoas parece que estão entendendo que estamos conseguindo nos recuperar. E que, em verdade, os problemas foram bem localizados.

E este nosso litoral maravilhoso já está a postos novamente.

Lindíssimo.

E esperando vocês de braços abertos.

Eu acredito em papai noel

dez 14, 2008 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Euzinha

Besteiras à parte, creiam-me, eu acredito em papai noel.

Não, decididamente, não acho que Natal deva ser uma data voltada únicamente a presentes, comilança, abraços e confraternização na empresa.

Natal prá mim é a celebração do nascimento Daquele que me mantém em pé, que me sustenta nas quedas, Aquele prá quem eu peço socorro, e a quem muitas vezes esqueço de agradecer por tanto amor. Natal, enfim, é a celebração máxima do amor incondicional.

Mas, eu também acredito em papai noel.

Sou daquelas que não podem ver um papai noel que se abala e embala. Porque atrás de qualquer papai noel sempre vem uma criança, e muitas vezes aquelas musiquinhas chatinhas, às vezes, mas das quais a gente sente uma falta nos outros meses do ano…

Prá mim papai noel é sinônimo de infância, de inocência, de ternura.

Quando a gente é criança, papai noel existe. Exceto, e eu sinto muito por isto, práquelas cujos pais acham que crianças não devam ter  “ilusões”. Alguns pais acham que uma decepção futura não vale a pena prá criança. Mas quando nós, pais, conduzimos tudo com naturalidade, as coisas se encaixam e se resolvem naturalmente.

Acho que foi isto que aconteceu comigo.

As coisas lá na casa de meus pais foram sempre tão bem resolvidas, que  a lembrança que ficou foi a desta entidade gostosa, bonachona, feliz, chamada papai noel.

De minha parte, nunca embolei o meio de campo. E papai noel  sempre foi papai noel. O sentido verdadeiro e cristão do Natal, sempre foi o que mais importava.

Meus filhos também passaram por tudo com tranquilidade.

E eu continuo acreditando naquela figura grande (como eu, ihihih), naquela roupa vermelha e alegre (que alguns moderninhos querem trocar por verde, benza Deus), continuo acreditando naquela risada feliz e no simbolismo de solidariedade que ela traz em si.

Sou meio criançona, embora já seja mãe, quiçá quase avó.

Vou continuar correndo atrás de papai noel, ganhando balinha (embora também as venda em minha lojinha), porque, decididamente, balinhas de papai noel são sempre as melhores, mesmo que sejam iguais as que já tenhamos nas mãos.

Frases que eu gostaria de ter escrito

dez 14, 2008 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Frases

“”A vida começa todos os dias.”

Érico Veríssimo

Frases que eu gostaria de ter escrito

dez 10, 2008 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Frases

“A vida é mais simples do que a gente pensa; basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável.”

Kethleen Norris

Casamento espetáculo

dez 10, 2008 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Comportamento

Não estou mais entendendo nada.

Realmente, estou me sentindo cada vez mais por fora das coisas.

Pois então, hoje em dia, cerimônias de casamento estão virando somente um espetáculo para os convidados, leitores das revistas de fofoca e internet.

Sim, claro, antes, isto é, antigamente, quando a gente se casava, também havia uma preocupação com o local do casamento ( igreja, salão, fosse onde fosse), a roupa da noiva ou do noivo, lista de convidados, a festa e o que servir às pessoas, a música, etc.

Mas tudo dentro de um limite.

A cerimônia era para selar um amor, mostrar à sociedade ( e por sociedade entenda-se as pessoas) que aquelas duas pessoas estavam se unindo porque se amavam.

Tudo era preparado com antecedência, claro, mas com carinho pelas pessoas, não pelo que as fotografias iriam mostrar.

O que estamos vendo hoje? Quando o casamento não é absolutamente patrocinado por algumas empresas sob o preço da divulgação pelos “nubentes”, a coisa virou um espetáculo, muitas das vezes digno de uma comédia bufa.

Credo, como pode madrinhas serem tolhidas em sua vontade de se vestir assim ou assado, com esta ou aquela cor? Nao, as coitadas tem que se vestir de verde água marinha do mediterrâneo. Mesmo que a pobre seja uma loirinha do cabelo quase branco, ou uma morena de tez meio amarelada, em que a cor da roupa não valoriza em nada o tom da pele.

A mãe da noiva, que sempre sonhou em no dia do casamento da única filha usar aquele vestido de renda e seda, clarinho, coitada, determinaram a ela usar aquele azul ultramar. Não importa se a coitada ODEIA azul. Ela gosta de cores clarinhas. Azar dela.

A música? Nada contra uma música popular num casamento, mas pelo amor de Deus. Já fui a casamento em que uma música com uma melodia barulhenta e uma letra que não dizia coisa com coisa foi tocada. E depois não querem que as igrejas proibam músicas que não sejam sacras. Mas com o exagero que tem ocorrido, querem o que?

E os vestidos das noivas. Qué qué isso minha gente? Ou o peito siliconado fica querendo pular prá fora do decote, ou a fenda na pernoca deixa à mostra até a renda francesa da calcinha.

Gente, casamento não é espetáculo. Casamento é cerimônia. Cerimônia, conforme o dicionário aurélio “reunião de caráter solene”.

Casamento é muito bom. Mas não dá de fazer com que esta cerimônia se torne o grande oba-oba que temos visto.

Pessoal, que tal deixar as brincadeiras e outros que tais para depois? Para depois do sim tanto no religioso quanto em frente ao juiz de paz?

Na festa, pode ser?

Frases que eu gostaria de ter escrito

dez 3, 2008 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Frases

“Nunca desprezes os teus amigos, porque se um dia eles te esquecerem, só teus inimigos se lembrarão de ti.”

Mário Quintana

Sou gorda, não gordinha

dez 3, 2008 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Euzinha

Ô mania que este povo tem, né?

Vocês já perceberam que ninguém diz que o outro tá gordo? Não, ela não está gorda. Ela está gordinha.

Já observaram que sempre que alguém se refere a um ser que está acima do peso, pouco ou muito, não importa, qualquer referência a esta criatura passa a ser no diminutivo?

Por que, hein?

Fico possessa com isto.

Prá mim, estes diminutivos não são nada mais nada menos que uma forma de minimizar um preconceito embutido.

Besteira grande.

Até porque, fora aquelas pessoas que não emagrecem por questões de saúde, e elas não são poucas, gordos em geral são gordos simplesmente porque gostam de comer, ora essa.

Gordo pensa grande.

Gordo não faz um lanchinho, faz um lanche. Gordo não toma um suquinho. Toma um suco. Gordo não come um chocolatezinho. Come uma barra inteira. E com muito prazer, obrigada.

Eu não sou gordinha. Sou gorda. E adoro sê-lo.

Eu gosto de comer.

Controlo meu colesterol, não faço exercício porque odeio com todas as letras, embora saiba que devesse fazer, mas faço o possível para me manter saudável. (com a idade, isto deve ser entendido como: na medida do possível).

Por favor, amiguinhos.

Parem com esta mania de usar as palavras sempre no diminutivo, como se diminuindo as palavras nosso tamanho fosse se tornar menor.

Permitam-me pedir que se refiram a mim conforme o meu tamanho. Não como se eu fosse uma PP. Eu sou GG, com toda honra.

Aliás, como diria meu príncipe, Grande e Gostosa.

Morram de inveja…

Frases que eu gostaria de ter escrito

dez 2, 2008 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Frases

“Depois de um certo tempo cada um é responsável pela cara que tem.”

Clarice Lispector

Eu sou uma hiena

dez 2, 2008 Author: Beth Pinheiro | Filed under: Crianças

Calma, calma.

Antes de qualquer coisa, devo dizer que a frase aí em cima se refere ao mais lindo elogio que já recebi em minha vida. E este elogio partiu da minha filha mais nova.

Explico.

Quando ela era mais novinha, e estava na primeira série do primeiro grau, perto do dia das mães, a professora começou a preparar com os alunos aquela clássica (e maravilhosa, sempre) lembrancinha feita pelas criança. As coisas são quase sempre as mesmas, mas sempre emocionam como se fosse a primeira vez que as víssemos. Pois bem. Naquele ano, entre outros presentinhos, as crianças iriam fazer um cartão em que colocariam as coisas que as mães mais gostassem.

Aí começaram. A cor que sua mãe mais gosta? E minha filha tascou um vermelho com laranja e amarelo. Tudo misturado. Eu adoro cores quentes. A flor que sua mãe mais gosta? E ela: um girassol. Acho maravilhoso. A comida que a mamãe prefere? Tudo do mar. Perfeito. E o bichinho que sua mãe poderia ser, se não fosse gente? Aí, na classe, deu de tudo. Tudo que se espera de crianças de 6/7 anos. Galinha, porque ela aquece os filhinhos. Leoa, porque protege os filhos, uma cachorrinha, porque cuida bem dos filhinhos, e por aí foi…

Menos prá minha filha. Prá ela eu sou uma hiena.

Dá de imaginar o choque que foi para a professora? Dá de imaginar a expressão de espanto? Coitada.

Mas sabe por que o terror? Porque ela é uma adulta, e pensa com a cabeça de adulta, naturalmente. Como talvez seja você, que me está lendo neste momento. Então ela perguntou: “Mas meu bem, por que uma hiena? Ela come bichos mortos, só aquele resto que nenhum animal mais quer. Eca eca…” E a minha filha, na maior inocência, e me fazendo, então, o maior de todos os elogios, disse a ela: “Mas tia, a minha mãe é uma hiena porque ela ri o tempo todo. Ela é muito alegre. Ela é engraçada. A minha mãe parece mesmo uma hiena”.

Gente, alguém quer um elogio melhor que este? Ela resumiu, numa frase simples, o que eu sempre quis transmitir a meus filhos. Que a alegria nos impulsiona, sim, pela vida. A alegria nos ajuda nas adversidades. E ser alegre, é meio caminho andado para ser feliz.

E eu sou feliz. E a minha pequeninha entendeu a essência da minha vida.

Eu sou feliz.

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