Coisas que pensei ou gostaria de ter pensado.
Tenho uma vizinha muito legal que resolveu cortar os cabelos. Ela é noveleira de carteirinha, e não deu outra. Escolheu o corte de uma atriz muito conhecida. Dizem que é o corte que está bombando nos salões, agora.
O cabelo da minha amiga é fininho, e ficou muito legal. Mas durou os dias que se esperava. Foi lavar, e pronto. Não deu mais prá arrumar sózinha. Voltou a ficar caidinho como era antes, somente mais curtinho. Ela continua bonita, charmosa. Mas o corte parece que sumiu. E esta situação é uma daquelas em que a gente se mete quando não pensa bem.
O corte a que me refiro é muito legal. A personagem aparece invariavelmente com o cabelo milimétricamente desarrumado. Bagunçadinho na medida. Nem um fiozinho sequer fora do lugar. E aí, a gente cai em tentação, por parecer fácil de conservar, e se dá mal.
Porque para a novela, a atriz já entra preparada. É um batalhão de profissionais no preparo. Diferentemente da gente. Não dá tempo de muito preparo. De muita arrumação.
Também estou precisando cortar meus cabelos. Mas não sei como fazer. Sempre usei um corte bem curto. Mas bem curto mesmo, que nunca me deu trabalho.
Mas agora queria deixá-los ficar um pouquinho mais compridos. Mas tá duro de manter. Se sair com eles molhados, é gripe na certa. Prá secar não dá tempo. Mantê-los presos, então deixar crescer prá quê?
Gente, quanta dúvida. E tudo por causa de um cabelinho ralinho, fininho, quase todo branco.
Credo…
Demorei a me acostumar com agendas. Pelo que posso me lembrar, comecei a usá-las prá valer de uns cinco ou seis anos prá cá.
Não foi fácil me acostumar. Eu escrevia num dia e depois esquecia. Eram dias e dias no mais completo abandono.
Acho que porque a minha idéia de agenda ainda era aquela de menina. Agenda como diário.
Nunca antes eu havia necessitado anotar compromissos. Coisas a fazer. Sempre confiei na minha memória (e na do meu marido) e isto sempre funcionou.
Mas depois que montei minha lojinha, as coisas foram ficando mais difíceis de serem lembradas. Precisei começar a anotar tudo. E aí, o que era eventualidade, passou a ser uma necessidade diária.
É muita coisa prá lembrar. São questões comerciais, pagamentos e compras a fazer, contas pessoais que não posso deixar de pagar, compromissos a honrar, e recados prá mim mesma, muitos.
Hoje, minha agenda passou a ser uma companheira.
Tenho duas, uma eletrônica, que é uma belezinha, pois basta anotar uma vez um compromisso, e programar para repetí-lo quando e quantas vezes quiser, tudo a um só clic. E outra normal, de papel, da qual não abro mão.
Porque adoro escrever.
Com uma caneta e uma folha de papel faço milagres. Vôo, mesmo.

E para o ano que vem, minha agenda de papel já está escolhida.
É uma agenda Capricho, que já comecei a abastecer com as anotações necessárias (afinal já tenho contas para 2009).
Por que a da Capricho, cheia de breguetes?
Porque acho que é uma “agenda feliz”. Colorida, cheia de frases legais, fácil de manusear (embora um pouco pesada), em alguns meses não há pauta, então posso escrever do jeito que eu quiser (deitado, inclinado, de cabeça prá baixo).
Vou exercer toda minha criatividade. Vai ficar legal. Tudo colorido. Uma “agenda feliz”. Como eu espero continuar a ser no ano que vem.
Hoje, pensando, só prá variar, me toquei prá uma coisa.
Ao fazer 50 anos, a gente meio que conclui o curso técnico da vida.
Senão, vejamos. Ainda nos resta muito tempo de vida (afinal, não estamos chegando à meia idade?), tal qual normalmente acontece quando os jovens terminam um curso técnico. Nós, os cinquentões, temos acumulada uma carga de prática de vida razoavelmente grande. Já passamos por poucas e boas. Quer dizer, praticamos a vida. Tivemos a teoria. A colocamos em prática. Acertamos, erramos, mas fomos em frente. Mas hoje, com a prática, estamos realmente mais acertando que errando. Acho. Eu, pelo menos estou tentando.
Acho que já estou merecendo meu diploma. Curso técnico da vida. Agora tá mais do que na hora de repassar o que aprendi. Dizer que sei bastante seria meio pedante de minha parte, mas que a bagagem é grande, é. E deve servir prá ajudar alguém. Aqui em casa, tenho falado, e me parece que eles tem ouvido.Pelo menos, muitos dos erros que cometi em minha juventude (hehehe) eles não estão cometendo, e deixando de sofrer a toa.
Quero meu diploma. Muito lindo, cheio de coraçõezinhos, florzinhas, arco íris, e todos os tric trics a que tenho direito. Assinado pelo senhor presidente da escola da vida, meu Senhor, Deus; também contendo a assinatura de meus pais, que me repassaram os ensinamentos que sabiam, e que eu muitas vezes ignorei; a assinatura da minha família reconhecendo que fiz o que aprendi, e a minha própria, me comprometendo a continuar aprendendo e a não achar que já sei tudo.
Parabéns prá mim.
Sou daquelas pessoas que sempre fizeram questão de respeitar os outros. Fosse em que situação fosse. Fosse em questão de cor, sexo, religião, forma de se vestir, música, etc. Fosse no que fosse, sempre procurei, e acredito nisto, respeitar todo mundo.
Poucas coisas me fazem pensar diferente. Não sei nem se seria o caso de dizer que não respeito. Na verdade, eu não entendo. Não entendo é como alguém pode não acreditar em um ser superior. Demos a ele o nome que quisermos. Não importa.
Acho ilógico pensar que tenhamos surgido de uma simples explosão, simples no sentido de uma coisa material, tão somente. Mesmo com a evolução que se propaga. Tudo bem, evoluimos, mas foi muito pouco tempo para que nos tornássemos seres pensantes. Milhares de anos são muito pouco em vista da complexidade do nosso corpo, e dos outros seres, naturalmente. Falo mais em termos de seres humanos, porque dizem que somos os únicos seres neste mundo com capacidade para pensar e/ou raciocinar.
Se formos fazer uma relação de números de células num corpo humano, com todas as funções que elas exercem, não há explicação simplista que responda.
Está faltando muito tempo de evolução. Se fomos nos desenvolvendo aos poucos, ainda faltaria muita coisa. E talvez ainda esteja faltando, realmente. Um pouco mais de sentimento, por exemplo. Mas somos extremamente perfeitos, nosso organismo funciona redondinho. Salvo exceções, em que alguns, como eu, por exemplo, chegam a este mundo com algum defeito de fábrica. As tais limitações. Mas somos poucos.
Por isto, não consigo deixar de acreditar em alguém muito maior. Muito superior em tudo. Enfim, alguém muito mais que mais. Alguém que está neste momento zelando por mim, porque afinal, sou um grãozinho de areia de sua imensa obra, e todo criador cuida do que criou. Seja o que for que tenha sido. Imagina então se esta obra recebeu o sopro da vida.
Criança com brinquedo novo é sempre igual. Não tem jeito. A forma como segura, como olha, como limpa e como exibe. E se exibe. Dá de saber na hora se é “brinquedo novo”.
Assim tô eu hoje. Parecendo criança com brinquedo novo. Mesmo que este não seja tão novo assim. Mesmo não sendo ele de primeira mão. Mas agora vai ficar comigo. E eu vou cuidar dele. Vou limpá-lo, vou olhá-lo e vou exibi-lo. Mesmo que seja só aqui. Dentro de casa. Porque não quero ninguém de olho muito gordo ou desejoso deste meu brinquedinho.
Meu primeiro notebook. Só meu. Meuzinho. Lindinho.
Claro que se meus filhos precisarem, não vou me furtar a emprestar. Mas vão ter que usar com muito carinho, muito cuidado. Como eu mesma uso o computador deles. Afinal, não são brinquedos exatamente baratos, né?
Assim, a partir de agora, poderei, praticamente a qualquer hora ou lugar, escrever e/ou ler o que gosto, e quem sabe?, repartir minhas idéias e pensamentos com as pessoas. E vai ser legal poder saber a opinião delas. Pois muitas vezes é assim que descobrimos outras facetas de uma mesma situação. Às vezes, eu vejo os lados a b ou c, e outra pessoa vê d ou e. E então, se dividimos as opiniões, ambos ficaremos com muito mais conhecimento sobre um mesmo assunto.
Ótimo. Vai ser legal. Muito. Ou como se dizia no meu tempo. Vai ser bacana. Super bacana.