Coisas que pensei ou gostaria de ter pensado.
Eu li este texto há meses no DC (Diário Catarinense) e achei tão legal, que guardei prá dividir um dia com voces.
O autor seria Laércio de Mello Duarte, baseado numa história imputada a Rui Barbosa sobre um ladrão de patos. Vamos lá, à versão manézinha.
“No final do arrastão, quando milhares de tainhas pulavam nas areias da praia, um rapaz surrupiava algumas e já se esgueirava entre a multidão que ali estava, assistindo à bela cena do triunfo dos manezinhos pescadores, quando foi interpelado por um deles, que, largando o balaio na areia, correu e disse-lhe:
Ó, lhó, lhó, rapagi, tás tolo, istepô, intiquento, miserento, disgraçado! Tás querendo uma camaçada de pau, sô amarelo? Num tô ti parando pelo valori das tainha, cadiquê tem peixe a migueli, magi pramode di ti dizê prá ti, caqui na Ilha num tem genti da tua parecença. Si tás brocado e maleixo, tudo bem, é só pedi qui nós dãmu: magi si é a farsafé, e di malinagi prá engabelar e morcegar nós, qui tamo aqui di sóli a sóli, no maió saragaço, ti acarqueto os zóio, ti enfenco a mão nas venta e ainda chamo os meganha prá ti alevá!
O rapaz, ainda meio atordoado, pergunta baixinho:
- Meu caro pescador, afinal, eu levo ou não levo os peixinhos?”
Quem necessitar de tradução, é só falar…
Neste fim de semana, como em todos os outros, eu estava colocando a leitura de revistas em dia (muitas revistas, diga-se de passagem), e me cai em mãos a nº1 da Luluzinha teen.
A Luluzinha era um gibi (palavra antiga, mas para a qual ainda não surgiu uma melhor) do meu tempo. Aquele meu tempo, lembra? Naquele tempo, eram poucas as publicações que podiam ser lidas por meninas. É, tinha disso, sim. A grande maioria era de gibis voltados para o público masculino. Não que a gente não espiasse, às vezes, mas era tudo na maior moita.
Pois bem, a Luluzinha era mais prá nós, as meninas, embora tivesse lá a turma dos meninos, com seu clube secreto e tal.
Bastante tempo depois, começaram a aparecer outros gibis, e finalmente, a Mônica e sua turma. Eu sempre gostei de ler as revistinhas.
E naturalmente quando começaram a pipocar os gibis com os personagens teen, me joguei na leitura.
E daí? E daí que fiquei triste.
Com a turma da Mônica, levei um choquinho, por assim dizer. Mas foi somente no início. Talvez por perceber que, como a turminha, meus próprios filhos também cresceram. Mas as características das personagens foram mantidas. A Mônica continua dentuça, o Cebolinha com o cabelo espetado, A Magali tendo seus arroubos de fome e o Cascão com seu cabelinho de impressão digital, dentre outros da turma.
Todos cresceram, mas mantiveram suas características.
Porém, ah, porém, com a turma da Luluzinha, o papo foi bem outro. Já li em outros blogs algumas opiniões iguais às minhas, assim como li algumas elogiando as alterações. Mas, sinceramente, acho que quem elogiou foi a turma” mais nova”.
Aqueles que viveram a época mais antiga, acho que não gostaram. Afinal, cadê o cabelo enroladinho da Lulu e a barriga do Bolinha, por exemplo? Aí estava parte da personalidade deles. Como que a Lulu agora tem o cabelo mais solto? Faz o que, relaxamento? e o Bolinha, sarado, barriga tanquinho?
Me poupe. Este gibi/mangá não deu prá engolir. Parece que fizeram questão de acabar um pouco com a minha infância.
Vou continuar com a Turma da Mônica, eles permaneceram mais autênticos, em que pese todas as modernidades e doideiras pelas quais estão passando. Mais gostoso.

turminha da Mônica, Bolinha e Luluzinha
Eu achei.
Aliás, quando chega a próxima revista da Mônica teen?
Peraí. Tá bem. Vou ler a próxima da Luluzinha também. Vou tentar. Mas se continuar não gostando, desisto.
Não vou trair minha infância. Me nego a isto.
Quero a Lulu de cabelo enroladinho e o Bolinha, bolinha.
Falei.
Me desculpem a demora em falar sobre o resultado dos exames complementares a que me referi no post do dia 05/03/2009.
Mas a emoção ainda é muito grande. Basta eu começar a lembrar de tudo, e choro. Ainda choro mesmo. Neste momento, por exemplo, já comecei a tremer. Mas vamos lá.
Os exames complementares de meu filho foram feitos. Analisados, confirmaram o que se desejava. O coração de meu filho parou de piorar. Não quer dizer que ele esteja melhorando, ou que agora o mano poderá começar a fazer exercícios. Isto não. E como disse o cardiologista, provavelmente isto não deverá acontecer.
Porém, o fato de não continuar a piorar já é muita, mas muita coisa mesmo.
Os remédios foram suspensos aos sábados e domingos, e até agora tem dado certo.
Prá nós, é como se nosso filho nascesse novamente. Com 15 anos, ele está renascendo.
Hoje, olho prá ele e vejo a real possibilidade da vida. Do renascimento.
E continuo vendo, além de tudo, a maior, a grande possibilidade da fé.
Eu acreditei, acreditei mesmo, e este foi o prêmio que recebi.
Meu filho conosco mais tempo.
Era tudo que eu queria.
E agradeço a Deus e a todos que nos deram força neste tempo todo. Que entenderam nossos momentos de silêncio, de resguardo. Que entenderam as lágrimas por trás dos sorrisos.
E que entenderam a nossa fé. E que, junto da gente, acreditaram também.
Obrigada.
Estava conversando com meu marido sobre pequenos gestos e me lembrei de uma situação que passei há uns quatro ou cinco anos, lá na papelaria.
Naquele dia, o primeiro cliente que entrou na loja foi um rapaz. Talvez uns 25, 26 anos. Após desejar-lhe um bom dia, ele retribuiu meu cumprimento e perguntou, com um olhar muito, mas muito suplicante mesmo, se eu tiraria 2 fotocópias da certidão de nascimento de suas filhas. É que ele tinha conseguido um trabalho. Deveria começar naquele dia. Mas precisava da certidão das meninas prá apresentar ao novo empregador. E ele me explicou que, se não apresentasse as certidões, ele não poderia trabalhar, porém, se pagasse pelas cópias, as meninas não comeriam pão naquele dia. (e me pareceu que aquele seria o único alimento do dia prá elas).
Sinceramente, ele não precisaria ter me justificado nada. Só pela forma como me pediu as cópias, eu já as tiraria sem cobrar. Mas ele fez questão de explicar, e me disse: “moça, quando receber meu primeiro salário, passo aqui prá lhe pagar, faço questão”.
Naturalmente fiz as cópias, ele me agradeceu muito e saiu. Passou o dia, a semana, o mês.
Eu nem me lembrava mais do fato, e eis que entra na loja um rapaz com um olhar feliz. Sabe quando você acha que conhece a pessoa, mas não sabe de onde? Foi isso que senti. Aí ele falou: “Lembra de mim? A senhora fez 2 fotocópias da certidão de nascimento de minhas filhas, há um mes. Hoje recebi o pagamento, vim pagar. E me entregou uma moeda de R$ 0,25″. (na época, a cópia era R$ 0,10, cada).
Sabe quando você perde o chão? Ele voltou prá me pagar 20 centavos. E não queria o troco. Embora eu tentasse convencê-lo do contrário, ele pagou. E mais, no dia seguinte, foi levar-me um vasinho com uma plantinha que sua esposa tinha preparado especialmente prá mim.
Foi uma emoção tão grande, que a sinto até hoje.
Vez por outra o rapaz passa na frente da loja e quando me vê, entra e conversa um pouquinho. Me fala sobre as meninas, sobre a esposa, me fala da casinha que está construindo.
E me agradece sempre pelas duas fotocópias.
R$ 0,20 que mudaram e, talvez, salvaram quatro vidas.
Simples assim.
R$ 0,20.
Quando eu tinha de dois para tres anos, minha mãe contratou uma senhora prá ficar cuidando dos filhos, pois ela trabalhava fora.
Esta senhora fazia umas bolsas de trico com corda e barbante que eram muito legais. Se fosse hoje, com certeza, ela estaria muito bem de grana, porque as bolsas eram realmente muito bonitas. Vai daí que, eu, curiosa como sempre fui, encasquetei de aprender a fazer trico também. Mas nesta época, eu tinha somente 4 anos, e ensinar uma criança de quatro anos a tricotar, e ainda por cima com aquelas agulhas grossas, realmente eram uma coisa meio pro difícil.
Mas eu desisti? Não. (aliás, minha mãe diz e repete prá quem quiser ouvir que eu sempre fui extremamente teimosa; se eu queria, eu queria e pronto). Então se eu tinha decidido aprender trico, eu iria aprender trico.
E aprendi. Só que aprendi a fazer olhando de frente. Logo, aprendi “em espelho”. Hoje faço quase qualquer coisa, porém, tricoto do jeito inverso. Tudo que é prá frente eu faço prá trás e vice versa. Depois de muito tempo fui entender porque nunca tinha conseguido fazer nada por receita. Sempre deu errado. Mas agora ficou fácil, é só reescrever a receita mudando tudo de lado.
Mas depois de um tempo razoável tricotando, com a idade, e com uma certa inflamação num músculo, lá se foi meu tricozinho. (também meu croche). E prá diminuir um pouco minha tristeza, meu marido me deu de presente uma máquina de trico. Foi um dos presentes mais gostosos que ganhei. Em tres, quatro horas, a gente faz uma blusa básica.

euzinha e filhos meus menores "trabalhando"
Depois de um tempo, ele comprou um motor, o que facilitou ainda mais meu trabalho, pois nesta época, eu já me aventurava com trabalhos prá terceiros. Fiz isto muitos anos, até que não deu mais. Vendi minhas máquinas, qua na verdade àquela altura já eram duas. Infelizmente, prá mim tinha chegado a hora de parar, mesmo sendo trico com máquinas.
E um dia desses, quando começou a esfriar, vi uma blusa de trico num programa de televisão muito parecida com uma que eu havia feito, muito tempo atrás.
Me deu saudade. Aí lembrei da minha primeira máquina, procurei, e achei uma foto.
E nesta foto, dá de ver como era gostoso fazer as peças. Fiz muita blusa, colete, roupinhas de bebê, calças, meias…
Foi muito bom. Pena que passou.
Agora, só posso fazer pequenas peças, com muita calma, sem exagerar, e na base do manual.
Mas pelo menos, não esqueço como fazer meu tricozinho. Mesmo que seja pouca coisa. Mas enfim…
Quem falou que pai e mãe sempre sabem tudo, não imaginava o que possíveis decisões fazem com a cabeça e o coração de quem tem que toma-las.
Hoje, por exemplo, temos que dar a resposta se a filha menor vai ou não participar do casting de uma agência de modelos. Foram dias e dias colocando as coisas na balança. Prós e contras, contras e prós.
Parece bobeira, mas é uma decisão que pode mudar muita coisa. Permito que ela vá? Não? Sim? Não?
Isto esta parecendo britadeira na minha cabeça. Sim, não, sim, não. Eu poderia ficar o dia todo aqui, iria encher o saco de todo mundo, e, mesmo assim, talvez não conseguisse responder. Vou continuar a pensar e ponderar.
Sim, não, sim, não…
Quem falou mesmo que pai e mãe sempre sabem decidir tudo?
Bom, falo português fluentemente. E não morreria de fome na França, na Inglaterra, nem nos Estados Unidos. Acho que passaria bem nos países em que se fala castelhano ou espanhol. Mas agora, a surpresa maior. Eu também falo cachorrês, e um pouquinho do gatês.
Cachorrês? Gatês? Ué, nunca ouviu falar, não? Tá por fora, hein?
Cachorrês é a lingua dos cachorros, e gatês a dos gatos, oras.
Ontem, aconteceu de novo. O nosso totó, o kini, (vê a foto) começou a rondar, e latir. E o pessoal não sabia o que era. Mas ele olhou prá mim, latiu e eu entendi. Ele queria a bolinha prá brincar. Foi só perguntar: kini quer bolinha?, que ele correu. Eu peguei a bolinha dei a ele, ele foi brincar e pronto.

Este é o kini. Um filhote com cara de velho.
Quando ele quer comida, quando quer água, eu entendo. E não é o primeiro cachorro que eu consigo entender. Com os outros que tivemos já era assim. Eu entendia cada latido. Com a gatinha foi assim também, mas era mais difícil. Talvez porque gatos sejam mais independentes, sei lá.
Mas mesmo assim dava de saber o que a gata queria.
Talvez, também, a dificuldade com os gatos ocorra porque não morro de amores por gatinhos. Não gosto que os maltratem, mas prefiro mil vezes cachorros. Com eles me dou muito melhor.
Mas eu estava pensando, aqui com meus 2 botões, que esta facilidade de comunicação pode ter a ver com o fato de ser mãe, não é? Porque quando nossos filhos são pequenos, a gente tem que usar muito da sensibilidade prá entender os sinais que os bebês nos dão. Então pode vir daí, certo?
Se a gente consegue entender um bebê, consegue entender um animal.
Então, mães, todas somos poliglotas.
Nosso curriculum vitae cresceu.
Aêêê.
Ps.: Não estou comparando bebês com animais. Somente constatando as possibilidades.
Sem querer querendo, como diria o Chaves (que eu adoro), volto ao assunto novelas.
Não assisto, ou por outra, não acompanho. Não gosto, e como sou extremamente ansiosa, ficar todo dia sentada em frente à tv esperando para ver situações que eu sei como vão acabar, não consigo. Porque, por mais que o autor coloque lágrimas e risos nas situações, a coisa termina do mesmo jeito. O mocinho com a mocinha, o bandido preso ou morto, o filho aceita o pai, ou vice versa, e por aí vai. Não tenho paciência prá isso. Prefiro ficar com meus quebras cabeça. (tá certo assim?)
Mas quando a gente passa em frente à tv e vê um excelente ator, como o Tony Ramos, por exemplo, não tem como parar. Então, volta e meia, vejo alguma coisa. E daí? Daí que sempre reparo no jeito como os personagens falam.
Neste momento mesmo, estão reprisando uma novela com uma personagem nordestina, mas que já está no Rio há muito tempo. Porém, ah, porém, em que pese a maravilhosa atuação da atriz que encarna a nordestina, alguém lhe “ensinou”(?) um pseudo sotaque nordestino que eu nunca vi em nenhum dos lugares do nordeste em que morei. E olha que não foram poucos. Nunca vi nem ouvi uma coisa tão grosseira.
E outras novelas seguiram na mesma rota. Em compensação, novelas que teóricamente se passam em outros países, nos trazem personagens que falam a mesma língua. Viajam de lá prá cá, daqui prá lá, e todo mundo se entende perfeitamente. O oriental se entende perfeitamente com o brasileiro, que se entende perfeitamente com o russo, que se entende perfeitamente com o português, que se entende perfeitamente com o chinês, e por aí vai.
Ninguém tem nenhum sotaquezinho. Nenhum. Bom, pode ser que alguém tenha se tocado dos vexames do passado.
Mas mesmo assim, fica muito estranho ver povos tão diferentes entre si, com cultura e situação tão distintas se comunicando tão perfeitamente, porque nunca, mas nunca mesmo, vi algum personagem que encontrasse alguma dificuldade de comunicação com outro, estejam eles onde estejam, falem a lingua que falem.
Êta povo inteligente este de novelas. São todos poliglotas.
E põe poli nisto.
Meio estranho o título,não é?
Mas é isso mesmo. Alegria de camelô.
Foi assim que minha casa foi chamada certa vez por um colega de trabalho. Aliás, um ex colega de ex trabalho. (é uma delícia falar isto).
Explico.
Meu marido adora novidades. Ele é um gênio prá achar coisas novas. Tem um faro incrível. Ele descobre utensílios prá pescaria, prá cozinha, pro computador, prás crianças, enfim, ele descobre as coisas.
Prá terem uma idéia, quando surgiram os absorventes embalados um a um, foi ele quem viu.E não apenas viu. Também comprou prá mim.
Com este exemplo, dá de saber porque o apelido da minha casa, né?
Quando o pessoal se reunia em casa, era o máximo.
Se alguém queria pegar azeitonas de um vidro grande, era só achar o utensílio que o ajudaria. Raspar coco prá sobremesa? Tem um raspador super prático. Tirar o miolo do abacaxi? Fácil com o instrumento certo. Cortar as batatas em lâminas ou palito? Também é fácil.

Algumas poucas coisinhas
Por mais incrível que possa parecer, nunca me foi pedido algo, ou alguma coisa prá facilitar um trabalho, que eu não tivesse em casa.
Algumas coisas hoje já não existem mais. Afinal, foram muitas, mas muitas mudanças mesmo. (mas outro dia falo sobre isto).
Muita coisa desapareceu, muita coisa perdi, muita coisa se quebrou.
As residências mudaram. Ora um apartamento, ora uma casa térrea, ora uma com mais andares.
Mas o apelido, este continua o mesmo.
Alegria de camelô.
Não sei vocês, mas eu reparei.
Como não sou muito chegada em novelas, nas vezes em que vejo, sou extremamente crítica. E uma coisa tem me intrigado.
Mocinha de novela, não lava louça. Também não varre casa, e nem arruma camas.
Mocinha de novela, no máximo, afaga o filho, ou dá uma bronca, daquelas bem politicamente corretas.
Uma das pouquíssimas mocinhas que eu vi fazendo alguma coisa foi a Isaura, a escrava Isaura, que no caso, tinha que fazer ou fazer, afinal, era uma escrava.
Mesmo aquelas mocinhas pobres, bem pobres mesmo, passam o dia chorando, ou suspirando pelo mocinho rico, ou num computador, porque hoje, todo mundo de novela navega na internet.
Ninguém ajuda o pai ou a mãe.
Aliás, um aparte. Onde os cenógrafos se inspiram prá fazer as casas pobres de novela? Ou do interior do nordeste? Ou do interior do país?
Porque toda casa é pintadinha, tem cortininha combinando, louça completa e bonita pro almoço ou café da manhã,
Na minha casa, se tiverem mais de seis pro almoço ou pro café, pronto. A louça na mesa vira um carro alegórico. Todos os modelos ou cores possíveis. As cortinas já estão ficando meia boca.
Mas em novela, não. Pode ser a casa mais pobre que for, e tá tudo bonitinho.
E voltando às mocinhas.
Nas novelas, elas são sempre lindinhas, corpo bonitinho, cabelos esvoaçantes, dentes perfeitos…E trabalhar que é bom, nada.
Ah, tá, normalmente as heroínas são menores de idade. Certo, então também não podem estar em baladas, festinhas até altas horas na casa do mocinho. Elas não podem trabalhar o dia todo, ok, senão não teria assunto pro dia a dia da novela.
Mas lavar um pratinho? Arrumar sua caminha (com aquela indefectível colcha rosa dos cenários), por que não?
Atenção, atenção. Não estou falando sobre todas as mocinhas, em todos os canais.
Além da Isaura (óóóó, buá buá, buá), lógico que outras houveram que fizeram alguma coisa, assim como já vi casas muito bem retratadas. Mas no geral, sinto muito, mas o mal feito é predominância. Infelizmente.
E esta é uma das razões pelas quais não assisto novela.
Eu não aguento estes deslizes, que parece, estão lá testando meu senso crítico.