Meu filho acaba de sair com o pai prá ir comprar o seu primeiro barbeador. Elétrico.

Deu um nó na garganta, uma emoção sem nome, um que de: já?

Mas ele ainda é um menino, tão novinho. Quase uma criança…

Não, ele não é mais uma criança. Ele já fez 16 anos. Já é um homem. Não completamente formado em toda sua plenitude. Mas já um homem. Já tem barba e bigode, que estão precisando ser aparados, e não por um barbeiro, ou pelo pai. Precisam ser aparados por ele mesmo. Quando sentir necessidade. Quando quiser.

Acho que o sentimento é o mesmo de quando, missão paterna, o pai saiu prá comprar o primeiro absorvente prás meninas.Tantos anos de diferença entre elas, mas a emoção teve o mesmíssimo tamanho.

Aquele primeiro pacotinho, recebido com um sorriso meio encabulado por elas, enquanto nosso coração de pai e mãe batia descompassado.

Ela já não é mais uma menina. Ela agora é uma mulher.

Assim foi nosso debut como pais de um homem especial e duas mulheres  maravilhosas.

Nossas eternas crianças.

Nossos filhos.

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pó de arroz

Ultimamente, como já é do conhecimento de vocês, ando voltando (lentamente) a lidar com maquiagens e afins.

Daí que , naturalmente, procurando o que ainda tinha, encontrei inúmeros itens vencidos. Alguns com vencimento há anos, inclusive. Então, tendo que nos atualizar, fomos às pesquisas.

E agora a descoberta. Ou a gente entende um pouco de inglês, ou fica boiando nos nomes e nas aplicações. Porque maior parte das empresas de cosméticos e tratamentos resolveu que, mesmo estando no Brasil, fica mais bonito (?) chamativo(?) ou sei lá o que, colocar os nomes dos produtos em inglês. Algumas empresas, até, colocam nomes franceses. Mais chique, talvez.

Mas o problema é que daí a gente não entende.

Tudo bem que não precisa continuar com aqueles nominhos chinfrins que dão título a este post. Mas precisa mudar tudo? Prá poder hidratar os lábios (nesta secura de clima), precisa pedir um balm? Um pó solto tem que ser um powder sei lá das quantas? Um pó que também é base agora é Duo qualquer coisa.

Olha, que mudassem os nomes. Eu aceito e até acho legal. Mas precisa ser tudo em inglês ou francês?

Porque assim está ficando difícil, sabe? Prá comprar um simples batonzinho estou tendo primeiro que pesquisar na internet prá entender como pedir e não passar vergonha.

Empresas queridas, por favor. Pensem um pouco na gente que não é bi ou trilingue, ok?

Grata.

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A tarde feminina

Já faz um certo tempo que minhas filhas e eu saimos uma tarde só nós tres. Os ‘meninos’ ficam em casa, ou vão prá outro programa, e nós tres começamos nossa tarde. Nossa tarde feminina.

E o que é, ou tem, uma tarde feminina? Tudo aquilo que a gente gosta de fazer. Nós, invariavelmente, começamos pelo salão de beleza. Com tudo a que temos direito, e o $$$ do momento permite. Após o salão, uma passadinha na loja de cosméticos, que um batonzinho e um vidrinho novo de esmalte nunca são demais (eu só gosto de esmalte e batom baratinhos, não sei porque). Depois um lanche leve, porque a estas alturas a fome já bateu faz tempo. Daí então, se der tempo e houver $$$, uma passadinha básica naquela lojinha tipo R$ 1,99, que nunca tem por este preço aquilo que gostamos.

Basicamente, a tarde se passa assim. Mas a gente fala besteira, ri, resmunga do  cansaço, do pé doendo, do frio, do calor, mas sempre rindo. Anda de mãos dadas pela rua, com os braços balançando como em filmes. E passando e deixando aquele indisfarçável cheiro de salão que sempre fica nos cabelos.

Esta é uma tarde feminina.

Mas acima de tudo, mais que feminina, uma tarde maravilhosa de mãe e filhas.

Me vejo velhinha, bem gagá, andando arrastado, mas saindo prá estes passeios com as minhs meninas.

Oxalá eu chegue lá.

Amém.

bonequinhas tiradas da internet. créditos a outrem.

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Embora tenha um quê de surreal, esta história aconteceu de fato.

No dia das mães de 1993, recém chegados a uma cidade no oeste de Santa Catarina, fomos convidados a almoçar na casa de um colega de trabalho a quem ainda não havíamos sido apresentados, visto que ele havia chegado de férias naquele fim de semana.

Fiz um prato, que não lembro qual (porque não gosto de chegar na casa de alguém de mãos vazias), e fomos ao bendito almoço. Em lá chegando, fomos recebidos muito bem pela dona da casa. Porém seu marido, mostrava-se extremamente irritado. Sabe quando fica um clima meio estranho, um mal estar geral? Pois bem, este era o clima.

Com o tempo passando, e depois de uma boa quantidade de vinho e cerveja, o anfitrião começou a falar. E falou muito.

O motivo de tanta irritação? Bem, meu marido é cearense. E o rapaz tinha acabado de chegar de onde? Do Ceará. E começou a explicação.

Ele estava deveras irritado, pois, ao chegar a Fortaleza, ele não tinha conseguido achar uma churrascaria decente prá comer um churrasco bem gordo. Eu juro. Eu quase caí da cadeira. Faltou pouco. E não me contive. (e por isso passamos quase 3 anos trabalhando juntos sem nos tolerarmos muito).

Perguntei prá ele qual era o sentido de alguém se dispor a viajar quase 4000 km de ônibus (excursão), ir prá uma cidade litorânea, em que o forte gastronômico é frutos do mar, e querer comer somente churrasco gordo? Como assim? Onde estava a lógica disto? Seria como um cearense vir prá cá e pedir prá comer somente lagostas maravilhosas como as de lá, que aqui não tem mesmo. (sou daqui e afirmo isso).

Eu ainda argumentei com ele que em Fortaleza havia muita churrascaria boa, nós mesmos conhecíamos várias. E ele nos contra-argumentou que até tinha, mas as carnes não eram gordas o suficiente.

Realmente não entendo como alguém passa tanto tempo na estrada, e quando chega ao seu destino, ao invés de procurar conhecer os costumes, cores e sabores do local que está visitando, não aceita se desapegar do que deixou em casa. Francamente, viajar tanto prá comer o que como em casa? E ainda falando mal do local visitado?

Então prá que, hein? Que fique em casa, não atrapalhe os outros (porque ele passou a viagem toda enfezado), economize o dinheiro da viagem, e continue na sua ignorância cultural.

mini churrasquinho de inverno. em 2010.

Ps.: esta foto aí de cima é de um churrasquinho feito num dia super frio, e é só prá dar uma vontadezinha em todo vocês.

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Alguns sabem, outros não. Mas enfim, adoro amarelo. Em todos os seus matizes. Também gosto do vermelho e do laranja. Todas cores ditas quentes. Mas o amarelo, ah, o amarelo. Este me atrai mais que todas as outras cores.

Não é à toa que a flor que mais gosto seja o lindo girassol. Seguido da perfumadíssima rosa amarela.

Mas na falta de ambas, uma flor amarela qualquer, nascida num jardinzinho de calçada já me traz alegria.

E quando ainda posso ver uma abelha (amarelinha, é claro) em seu doce trabalho, isto me comove.

A abelhinha nem tomou tomou conhecimento da minha presença. Não me atacou, não me olhou, simplesmente continuou seu trabalho. E pude fotografá-la como e quantas vezes eu quis.


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PORQUE UM PEDAÇO DO MEU CORAÇÃO ESQUECEU DE VOLTAR.

dupla valente e seu burrico

SAUDADE DO MEU CEARÁ.

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É assim…

Comecei a escrever neste blog há bastante tempo. Mas nunca havia me preocupado muito em divulgá-lo, porque pensava, como objetivo, que ele serviria tão somente prá que um dia meus filhos, ou pessoas que tivessem passado pela minha vida, pudessem ter uma melhor idéia do que eu sou ou penso.

Mas há poucos dias, algo estalou na minha cabeça.

assim se deu o estalo. ou quase.

Percebi que estava sendo extremamente egoísta em não divulgar meus escritos. E explico.

Eu leio muitos blogs, muitos mesmo. E um aparte: somente agora também percebi a importância que tem para alguém que escreve, saber que outros o leem. Por isto tenho me cadastrado nos blogs que ando lendo. Mas voltando. De muitos destes blogs que leio, sempre tiro alguma coisa para a minha vida. São informações, conhecimento, palavras que já me ajudaram muito.

Então, por que eu não deveria fazer o mesmo? Pois, de repente, uma palavra minha poderia ser importante para alguém. Um pensamento poderia desencadear uma atitude que poderia dar um novo impulso à vida de alguém. Não é prepotência ou altivez de minha parte. É a simples constatação de que se tantos me ajudaram, por que eu não poderia também ajudar alguém?

E daí que decidi abrir a guarda.

Mudamos o aspecto do blog, ele ficou levinho e clarinho. Do jeitinho que eu sempre pensei.

Colocamos a possibilidade de as pessoas se cadastrarem para me seguir e receber mensagem avisando de novo post.

Este estalo foi incrível. E eis-me aqui, colocando-me à disposição de todos.

Terei um imenso prazer em receber seus recados, e sempre que possível, irei respondê-los.

Obrigada por me lerem…

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Esta foto foi tirada no dia dos pais, em 2008.

Neste dia, meu pai ainda sabia quem eu era. Sua filha mais velha. Seu xodó.

Amo o sr., meu pai, mesmo que não saiba mais quem eu sou.

Beijão.

Meu pai, minha mãe e eu no dia dos pais de 2008

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Já falei em outros posts que adoro revistas antigas. Mais ou menos antigas, tanto faz.

E há uma que gosto, particularmente. É a revista Telva, uma revista das ditas ‘femininas’, editada e publicada em Espanha.

Pois bem, revendo uma das edições, a de novembro de 2008, nr. 835, edição comemorativa dos 45 anos da revista, uma foto me chamou a atenção.

Numa determinada reportagem, foram fotografadas mulheres que fizeram parte da história da revista e tal, e uma das primeiras fotografias era da rainha Doña Sofia, de Espanha. Maravilhosa, com um lencinho preso na cabeça e uma bata daquelas bordadas à mão. Majestosamente simples. Maravilhosa. Mas nem por isso menos “real”. Em seguida, muitas fotos de outras mulheres, mas estas, ai meu Deus, mais peruas e bossais impossível. A grande maioria em vestidos carésimos, profusão de jóias, cabelo absolutamente arrumado. Chiques? Talvez.

E aí, comparando, a simplicidade de uma verdadeira rainha (em seu mais puro sentido) e a altivez de mulheres que se acham majestades, e que pensam que o dinheiro e o poder lhes conferem realeza, pode-se perceber que a nobreza está no comportamento, no caráter, na humildade em saber viver.

Parabéns à rainha Doña Sofia. E se eu já a admirava, passei a admirá-la mais ainda.

Chique no último, como diria alguém…

capa da ed.835 da Telva e a foto de Doña Sofia que me impressionou

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Quebra cabeça

Não falei ainda aqui, mas o grande vício da minha vida é montar quebra cabeça.

Herdei este vício da minha mãe (bem como muitas caixas de quebra cabeça), que era a maior viciada neste passatempo que já vi na minha vida.

Todo dia, ela colocava suas pecinhas, sem a menor pressa. Levasse o tempo que levasse, ela não se preocupava. De 500 a 3.000 peças, ela os montava direto. Eu sou bem mais ansiosa. Começo, e não quero largar até que termine.

Ontem, então, aconteceu uma coisa interessante.

Ficamos sem internet em casa. E daí que nos momentos vagos, comecei mais um quebra cabeça de 2.000 peças. E daí percebi que a internet não me fez uma falta tão grande quanto eu pensei que fosse fazer. E meu dia foi mais ‘cultural’, digamos assim.

E além da diversão, deve-se lembrar que o quebra cabeça é das atividades mais aconselhadas para o exercício da memória.

Eis uma foto do que terminei há uns dias. Também de 2.000 peças.

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